O fôlego ainda se mostra insuficiente para que o ativo digital volte ao patamar dos US$ 100 mil antes da virada do ano. Segundo Beto Fernandes, analista da Foxbit, a estabilidade do BTC reflete as incertezas sobre a condução da política monetária nos Estados Unidos (EUA).
No dia 18 de dezembro, os membros do BC americano disseram que enxergam apenas dois cortes de 0,25 pontos porcentuais em 2025. A projeção frustrou as expectativas dos investidores que esperavam uma continuidade do ciclo de afrouxamento monetário de forma mais agressiva. Além disso, há movimentos de realização de lucro após a forte valorização do bitcoin nos últimos dois meses.
Segundo informações da Soso Value, plataforma de dados cripto, os ETFs de bitcoin à vista registraram uma saída de US$ 1 bilhão desde o dia 18 de dezembro até o feriado de Natal. Apesar desses eventos, Fernandes acredita que o mercado de criptomoedas não deve apresentar perdas relevantes devido à queda da liquidez e do volume de negociações durante a última semana do ano.
“Essa redução abre espaço para possíveis volatilidades, já que ofertas ou demandas muito grandes podem não encontrar compradores ou vendedores o suficiente”, ressaltou o analista. Já em janeiro, a expectativa é que a demanda pela criptomoeda volte a ganhar força com a mudança do governo nos Estados Unidos. No acumulado do ano, o bitcoin em dólar apresenta uma valorização de 116,35%.