Com a gestora, o banco especializado em crédito consignado com foco na pessoa física quer, agora, expandir sua atuação para estruturar produtos de créditos e facilitar acesso a empresas. O primeiro produto da Agi Asset deve ser lançado ainda este mês, diz a empresa.
A casa vai começar com um fundo de cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), mas pretende no futuro estruturar os próprios produtos de direitos creditórios.
“A criação da Agi Asset é um marco em nossa estratégia de expansão e diversificação de portfólio. Reunimos nossa profunda experiência no mercado de crédito para alavancar a estratégia dessa nova vertical”, afirma Glauber Corrêa, CEO do Agibank.
O Agibank trouxe Luiz Locchi de Oliveira Ribeiro, ex-Itaú, para comandar a operação da asset. O objetivo é investir em programadores e especialistas em inteligência artificial para ajudar na escalabilidade e eficiência da análise de crédito, segmento foco da nova gestora.
“O foco inicial será em produtos de crédito privado, abrindo caminho para investidores acessarem retornos em um mercado com potencial de crescimento. Estamos começando um projeto totalmente novo com grande ambição”, diz Ribeiro, diretor da operação.
A Agi Asset é uma subsidiária integral do Agibank, mas vai manter estrutura de governança independente, com comitês próprios para garantir a separação entre as operações do banco e a gestão dos recursos dos clientes da asset, diz a empresa em nota.
IPO em NY
O Agibank conclui sua oferta inicial de ações (IPO) em Nova York em 11 de fevereiro, captando US$ 276 milhões. As ações começaram a ser negociadas a US$ 12 cada, no piso da faixa de precificação.
A oferta levantou menos da metade do que a instituição pretendia inicialmente, como mostrou o Estadão. Para conseguir emplacar a operação, o Agibank teve que reduzir o lote principal de ações de 43 milhões para 20 mi, abaixando a faixa da ação de US$ 15 a US$ 18 para US$ 12 a US$ 13.
Essa foi a segunda vez que o banco gaúcho tentou se listar em Wall Street. O Agibank chegou a cogitar um lançamento de ações em 2018, mas o momento de mercado frustrou seus planos. Na época, as aberturas de capitais de empresas brasileiras foram suspensas diante da volatilidade causada pela greve dos caminhoneiros.
Após o IPO, o fundador Marciano Testa, que detém 63% de participação no banco, tornou-se um novo bilionário.