O CRI, que na época ficou conhecido no mercado como “CRI da Oncoclínicas“, não teve demanda de investidores, mas como a Virgo tinha dado garantia firme pelo papel, acabou usando os recursos do Allocation que funciona como um fundo de reserva, para garantir operações. O dinheiro desses fundos só pode ser aplicados em ativos de baixo risco e muito líquidos.
A BRL enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) falando do fechamento do fundo para resgates e afirma que segue “no aguardo dos esclarecimentos solicitados por meio da notificação encaminhada à Virgo.”
No dia 20, a BRL já havia soltado comunicado falando de notícias veiculadas na imprensa sobre uma “crise de governança da securitizadora Virgo”, relacionadas à utilização de recursos de fundos de reserva. A Broadcast noticiou esta semana que um ex-diretor da Virgo acusa a companhia de uso irregular de recursos do fundo de reserva para bancar o CRI usado para construir um hospital a ser alugado pela Oncoclínicas.
Na ocasião, a Virgo respondeu que “nenhuma lei e nenhum regulamento de mercado foi violado” e ressaltou que a companhia já estruturou mais de “900 operações sem qualquer registro de atuação irregular por parte da securitizadora.”