• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Direto da Faria Lima

A armadilha da renda fixa: por que o CDI engana e empurra fortunas de famílias para o exterior em 2026

Estudo do multi family office Jera Capital mostra que em 15 anos o CDI dolarizado só rendeu 2%, enquanto índices internacionais sextuplicaram valor investido

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Luíza Lanza
Editado por Wladimir D'Andrade

04/12/2025 | 5:30 Atualização: 03/12/2025 | 19:52

Felipe Nobre, CEO e fundador da Jera Capital: "Mesmo com os juros altos, não conseguimos preservar o valor da moeda", diz, sobre a "armadilha da renda fixa" evidente nos portfólios da alta renda. (Foto: Jera Capital / Arte de Victoria Fuoco)
Felipe Nobre, CEO e fundador da Jera Capital: "Mesmo com os juros altos, não conseguimos preservar o valor da moeda", diz, sobre a "armadilha da renda fixa" evidente nos portfólios da alta renda. (Foto: Jera Capital / Arte de Victoria Fuoco)

O histórico de juros altos no Brasil fez o “home bias” – termo utilizado para se referir à preferência por investimentos do próprio país – ditar a alocação da carteira de uma geração de brasileiros. Mas o retorno de dois dígitos do CDI pode ter criado uma falsa sensação de conforto, impedindo que esses investidores acessem estratégias muito mais rentáveis no exterior. É uma armadilha da renda fixa, que fica ainda mais evidente na gestão dos portfólios de alta renda.

Leia mais:
  • Na Faria Lima, sonho do “trade Tarcísio” ainda está vivo e dita o otimismo para 2026
  • A geração de investidores que pensa em dólar: o novo movimento que a Avenue quer liderar
  • As novas regras de tributação que podem redesenhar o planejamento da alta renda no Brasil
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Um estudo da Jera Capital mostra que um investimento inicial de US$ 1 milhão no CDI dolarizado não rendeu mais de 2% em 15 anos. Já índices americanos de risco semelhante, como o S&P 500 e de private equity – investimento em empresas ainda não listadas em bolsa –, mais do que sextuplicaram o valor investido.

Publicidade

Invista com o apoio de conteúdos exclusivos e diários. Cadastre-se na Ágora Investimentos

Apesar do Certificado de Depósito Interbancário (CDI, principal parâmetro de rendimento de investimentos do mercado) nominal estar em quase 15% ao ano, em janelas longas o diferencial do câmbio reduz drasticamente o retorno do investidor se comparado a opções em dólar.

“Pela teoria econômica, a taxa de câmbio tem uma relação de longo prazo com o diferencial de inflação entre os países e a produtividade de cada um. O Brasil tem uma inflação resiliente, acima até de outros emergentes, e uma produtividade pífia, além do problema fiscal histórico”, explica Felipe Nobre, CEO da Jera.

“Mesmo com os juros altos, não conseguimos preservar o valor da moeda.”

Em um negócio cujo objetivo é preservar o patrimônio de famílias de alta renda na prosperidade, incluindo gerações futuras, os recursos não podem estar expostos a esse risco. A melhor saída vem da internacionalização.

Internacionalização segue estilo de vida das novas gerações

O multi family office administra cerca de R$ 4,5 bilhões e adota um estratégia de alocação voltada majoritariamente ao exterior. Na prática, isso significa ter ao menos 60% da carteira lá fora. E essa é uma tendência que vai ganhar cada vez mais espaço na gestão de grandes fortunas brasileiras, afirma o executivo.

Não se trata apenas de retornos. Na visão da Jera, o grande motor da maior internacionalização dos portfólios brasileiros nos próximos anos não vem dos ganhos históricos do mercado americano, mas da transferência de riqueza entre as gerações.

“Em parte importante dessas famílias, a gestão do capital ainda é feita pela primeira geração, que teve dificuldade em exportar o capital por causa de barreiras na língua e na legislação. Durante boa parte da vida dessas pessoas, investir fora do Brasil era proibido. Mas os filhos têm uma vida internacional”, explica Nobre.

  • Leia também: Geração Z troca o escritório por trabalho como babá de luxo e fatura até R$ 800 mil por ano

É, segundo ele, um processo inevitável. A nova geração, que estudou no exterior, fala outros idiomas, viaja e mantém gastos em outra moeda, também precisa que a carteira de investimentos esteja alocada além do real brasileiro.

Publicidade

O escritório não é o único que pensa assim e há cada vez mais casas fortalecendo e expandindo as áreas de alocação global para capturar a demanda crescente no País. Como mostramos aqui, a Avenue tem chamado esse movimento de “diáspora patrimonial brasileira”.

“Todo mundo sabe fazer conta. Mas é um processo gradual. As gerações mais novas também são muito mais simpatizantes de uma gestão profissional independente, o dinheiro também precisa sair dos bancos.”

O gatilho eleitoral

A Jera acredita que a internacionalização dos portfólios das famílias ricas faz parte de um movimento estrutural, que deve acontecer gradualmente com a transferência de riqueza para as novas gerações e graças à mudança no modelo de atendimento oferecido no mercado.

  • Eleições, risco fiscal e geopolítica: como proteger seu patrimônio em 2026

Tudo isso leva tempo e não tem a ver com questões de curto prazo: o patamar do câmbio, o nível da taxa de juros, quem vai ganhar as eleições presidenciais. O que não significa, no entanto, que esses fatores deixem de ser gatilhos para acelerar ou atrasar o movimento. E isso pode acontecer em 2026, a depender do resultado eleitoral, destaca Nobre.

Boa parte do mercado financeiro está posicionado com um viés favorável a risco, se apoiando na expectativa de uma alternância de poder na disputa presidencial do próximo ano e, com ela, a possibilidade de maior enfrentamento do problema das contas públicas. Tal quadro tem embasado muitas projeções otimistas para o Ibovespa em 2026, assim como expectativas de câmbio e de taxa de juros – o entendimento geral é de que a Selic vai cair, resta saber até onde o Banco Central (BC) poderá chegar.

  • Morgan Stanley projeta Ibovespa 2026 a 200 mil pontos; veja o que dizem Bradesco Asset e UBS BB e onde investir agora

Bolsa em alta, juros em queda, dólar mais baixo. Um combo que pode fortalecer o “home bias” dos investidores brasileiros no próximo ano. “Em um cenário de vitória de um candidato mais liberal, podemos ter um período fértil. A necessidade de alocação internacional terá que competir com retornos de curto prazo muito bons no Brasil, o que pode suavizar a tendência de mudança”, diz.

Na outra ponta, uma vitória da esquerda ou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia acelerar a transição das fortunas e da alocação para fora. Como aconteceu, por exemplo, ao longo deste terceiro mandato do petista, quando em diferentes ocasiões de estresse no mercado investidores aumentaram a parcela da carteira internacional. Especialmente na alta renda, são os impostos que pesam.

“Na nossa base de clientes, já vemos algumas famílias dando saída fiscal do Brasil por causa da tributação. Há um risco de aceleração muito grande desse movimento, a depender das eleições 2026“, afirma Nobre.

São cenários muito binários. Para não precisar alterar a estratégia que adota, com a maior parte dos portfólios lá fora, a Jera tem adicionado na carteira dos clientes opções de EWZ, um ETF (Exchange Traded Fund, fundo atrelado a uma carteira de ativos negociado em bolsa como uma ação) conhecido como o “Ibovespa dolarizado”. Assim, permite que as famílias se exponham aos ganhos da Bolsa de Valores em 2026, para não ficar fora do rali se ele acontecer. Mas com a exposição ao câmbio, que traria ganhos mesmo em um cenário pior para os ativos brasileiros.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • alta renda
  • Certificados de Depósitos Interbancários (CDI)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dolar
  • fortunas
  • gestão de patrimônio
Cotações
25/03/2026 22h03 (delay 15min)
Câmbio
25/03/2026 22h03 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Conflito de interesses impulsiona migração da assessoria para consultoria. O fee fixo é para todo mundo?

  • 2

    Ibovespa hoje sobe mais de 3% e salta quase 6 mil pontos após Trump pausar ataques ao Irã; dólar cai a R$ 5,24

  • 3

    Nubank vai pagar até R$ 6 mil de cashback para clientes que transferirem investimentos para o banco

  • 4

    Petróleo caro vai além da Petrobras: veja empresas que podem ganhar ou perder na Bolsa

  • 5

    Imposto de Renda 2026: veja regras, prazos, tabela atualizada e quem deve declarar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: veja como fazer o download do programa da Receita Federal
Logo E-Investidor
IR 2026: veja como fazer o download do programa da Receita Federal
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem vendeu imóvel residencial deve declarar?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem vendeu imóvel residencial deve declarar?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem vendeu ações na Bolsa de Valores deve declarar?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem vendeu ações na Bolsa de Valores deve declarar?
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Últimas: Direto da Faria Lima
Gestora do Inter driblou recuperações extrajudiciais e lista ensinamentos
Direto da Faria Lima
Gestora do Inter driblou recuperações extrajudiciais e lista ensinamentos

Entre os filtros que a asset criou está maior cautela em relação a empresas de setores cíclicos

25/03/2026 | 18h44 | Por Marília Almeida
Profarma volta ao ramo de medicamentos especiais e aposta nas canetas emagrecedoras
Direto da Faria Lima
Profarma volta ao ramo de medicamentos especiais e aposta nas canetas emagrecedoras

CFO fala sobre as sinergias esperadas com a aquisição da 4Bio e não espera mudanças no nível de proventos

24/03/2026 | 08h32 | Por Anderson Figo
Bemobi combina dividendos elevados e expansão; CEO vê com otimismo nova avenida de crescimento para 2026
Direto da Faria Lima
Bemobi combina dividendos elevados e expansão; CEO vê com otimismo nova avenida de crescimento para 2026

Avanço ganha tração com pagamentos e software como serviço; aquisição da Paytime marca entrada promissora no B2B2B e ações disparam

23/03/2026 | 11h54 | Por Anderson Figo
A Sparta dobrou de tamanho com crédito privado. Agora, está dizendo para investidor parar de investir
Direto da Faria Lima
A Sparta dobrou de tamanho com crédito privado. Agora, está dizendo para investidor parar de investir

Há tempos, gestora vê divergência estrutural no mercado de crédito; agora, acha que a indústria pode começar a sofrer resgates

23/03/2026 | 09h22 | Por Luíza Lanza

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador