Os dados são de uma pesquisa da XP Investimentos, realizada entre 16 e 23 de janeiro, com 24 gestoras que possuem mandatos multimercados macro.
Em janeiro de 2026, 42% dos gestores estavam comprados na Bolsa brasileira, bem abaixo do pico de 64% registrado em setembro do ano passado. Nos Estados Unidos, por sua vez, 63% das casas mantinham posições compradas no início de 2026, acima dos 48% observados em dezembro.
O Ibovespa tem batido recordes nas últimas sessões. Na terça-feira (27), o índice chegou a ultrapassar o nível de 183 mil pontos pela primeira vez em sua história. O grande protagonista desse movimento tem sido o investidor estrangeiro, que já injetou R$ 17,728 bilhões na Bolsa brasileira em 2026.
Os gringos reduziram a exposição concentrada nos Estados Unidos e passaram a buscar ativos de risco nos mercados emergentes, com o Brasil sendo um dos destinos desse fluxo. Essa tendência também atua diretamente sobre o câmbio, reduzindo pressões inflacionárias que, historicamente, são um dos principais motores da política monetária brasileira.
No câmbio, a pesquisa da XP mostra um aumento das posições compradas em real. Em janeiro de 2025, apenas 33% dos gestores estavam comprados na moeda brasileira, número que avançou para 76% em novembro e voltou a cair em dezembro para 57%. Em janeiro de 2026, 72% dos gestores estão comprados em real.
Também estão no radar do mercado as decisões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos desta quarta-feira (28). Todas as casas consultadas esperam manutenção de juros nos dois países.