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Educação Financeira

Ibope: Brasileiros não tiveram educação financeira na infância

Ibope mostra que apenas 21% tiveram educação financeira até os 12 anos

Mulher faz contas em calculadora enquanto mexe no computador
Foto: Pixabay
  • Pesquisa revela que apenas 21% dos internautas brasileiros foram educados financeiramente quando crianças
  • Pais precisam conversar mais com seus filhos
  • Crise atual pode servir como um momento de entender a importância do tema
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Se o processo de educação financeira dos brasileiros ainda caminha a passos lentos, conversar com a famílias sobre o assunto parece ser uma realidade ainda mais distante. Pelo menos é o que mostra os dados de uma pesquisa do Ibope, encomendado pelo C6 Bank, divulgados em primeira mão pelo E-Investidor.

De acordo com o levantamento,  apenas 21% das pessoas tiveram educação financeira até os 12 anos de idade – destes, 45% não compartilham ou passam poucas informações sobre o orçamento da casa para seus filhos.

A pesquisa ainda aponta que 42% aprenderam sobre o tema com ensinamentos do seus pais e 37% delas não costumam falar sobre a situação financeira com os próprios parceiros.

Segundo especialistas consultados pelo E-Investidor, os números estão longe do que seria ideal. “Não me espanta que poucas pessoas aprenderam sobre educação financeira na infância”, diz Leandro Benincá, educador financeiro da Messem Investimentos.

Começar cedo é a saída

Segundo na Ana Rosa Vilchez, diretora pedagógica da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN), este número está muito desequilibrado, pois é justamente nessa fase que os ensinamentos deveriam começar. Para ter uma mudança de cenário em um futuro próximo, os pais devem começar a falar com seus filhos sobre o tema a partir dos dois anos de idade.

Para a especialista, as crianças aprendem pela observação e seus hábitos financeiros serão o resultado da análise deles até seus 10 anos de idade. Então, é de extrema importância que os pais conversem com seus filhos desde pequenos sobre a saúde financeira da casa. “O que a criança observar nessa fase vai ser como ela vai se comportar no futuro”, diz Ana.

Benincá, da Messem Investimentos, também compartilha esssa visão. Para ele, começar com ensinamentos básicos como o funcionamento de um cartão de crédito e criar objetivos financeiros para as crianças já é um bom começo. “A lição número um é conversar com eles e mostrar como as coisas funcionam. Se você for um pai organizado dificilmente terá um filho que não será também”, avalia Benincá.

Cuidado com o que ensina

Apesar da recomendação para os pais conversarem com os filhos, os especialistas apontam que eles devem tomar cuidado com as informações. “O aprendizado em casa é feito pelo olhar que os pais têm e muitas vezes isso não significa que eles tiveram uma boa educação financeira”, afirma Ana, da Abefin.

“Se a pessoa não entende vai ensinar os conceitos errados”, concorda Benincá, ressaltando a importância de se educar da forma certa antes de passar seus conhecimentos. Segundo ele, o maior desafio para destravar o assunto é o fato de as pessoas acharem que educação financeira se resume em apenas poupar dinheiro.

Nessa toada, Ana afirma que ter educação financeira vai muito além de poupar e a pessoa deve saber trabalhar com seu dinheiro, fazendo diagnósticos, investindo e impondo orçamentos para seus objetivos. “O que precisamos é de educação financeira com método”, afirma.

Crise serve como aprendizado

Para os dois, a crise causada pela pandemia do coronavírus é um bom momento para as pessoas entenderem a importância de conhecer melhor suas próprias finanças. Com a redução de renda de grande parte das pessoas, eles afirmam que a situação poderia melhor se os brasileiros fossem educadas financeiramente a mais tempo.

“Existem crises na nossa vida e precisamos estar preparados para ela. Vivemos esse desastre hoje porque as pessoas não tinham uma reserva de emergência”, diz Ana, diretora pedagógica da Abefin.

Para Tony Parella, responsável pela pesquisa e diretor de consumo e serviços do Ibope, o interesse pelo assunto cresceu nos últimos anos, mas deve crescer ainda mais com o fim da pandemia.  “As pessoas vão perceber a grande importância de ter esse conhecimento”, afirma Parella.

*A pesquisa foi realizada com 2 mil internautas de todas as regiões do Brasil, homens e mulheres, maiores de 16 anos e das classes ABC.

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