• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Educação Financeira na escola deveria ser obrigatório?

Entenda o argumento de deputados que se posicionam contra e a favor da educação financeira nas escolas.

Por Daniel Reis

27/06/2022 | 3:00 Atualização: 21/09/2022 | 14:44

A OCDE entende que a educação financeira deve começar na escola. (Tiago Queiroz / Estadão)
A OCDE entende que a educação financeira deve começar na escola. (Tiago Queiroz / Estadão)

A aprovação do Projeto de Lei 231/2015 trouxe o debate sobre a inclusão da educação financeira nas propostas pedagógicas das escolas públicas e privadas do Rio Grande do Sul.

Leia mais:
  • Como e quando falar sobre dinheiro com os filhos?
  • Como marshmallow e paçoca ajudam na educação financeira de jovens
  • Jovens buscam Bolsa e renda fixa para assegurar futuro
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na votação, a deputada Luciana Genro (Psol) fez críticas à proposta e foi alvo de críticas nas redes sociais.

No debate do Legislativo gaúcho, a deputada foi contra a justificativa de apoiadores do PL que defendem a educação financeira para combater o endividamento no Brasil.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Em abril, o país atingiu o recorde de 77,7% das famílias fechando o mês com alguma dívida.

A deputada Any Ortiz (Cidadania), por sua vez, defendeu o tema como necessário para os jovens, a fim de melhorar a capacidade das pessoas de fazerem escolhas conscientes, especialmente quem está em situação de vulnerabilidade. “O conhecimento ajuda a construir uma sociedade mais crítica e questionadora”, afirmou.

A aprovação da PL incentiva as escolas a seguirem o que já está previsto para todo o país. Desde 2017 (na educação infantil e ensino fundamental) e 2018 (no ensino médio), o Governo Federal entende que a educação financeira deve ser abordada de forma transversal pelas escolas em aulas e projetos de várias disciplinas.

O E-Investidor ouviu alguns especialistas e organizações que podem ajudar a entender a importância de o tema fazer parte da grade curricular nas escolas. Veja a seguir:

O que dizem os especialistas sobre a educação financeira na escola?

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) defende que as lições comecem na escola.

Publicidade

“As pessoas devem ser educadas sobre questões financeiras o mais cedo possível em suas vidas”, diz um documento de 2005, que define a educação financeira como o processo em que consumidores e investidores financeiros melhoram a sua compreensão dos produtos, conceitos e riscos financeiros.

Wendy Beatriz, coordenadora do projeto Educação Financeira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), compartilha do entendimento sobre o ensino transversal do tema.

“Podemos trabalhar educação financeira com história, geografia, linguagens… É como ensinar responsabilidade social. Não precisamos chegar para criança e falar: ‘tem que separar o lixo porque isso é responsabilidade’. Simplesmente explicamos as consequências positivas de separar o lixo”, afirma a professora de Ciências Contábeis.

Para ela, são as pessoas em situação de vulnerabilidade financeira – parte das que estão nas escolas públicas – as que mais precisam aprender sobre o tema. “Tem a ver com saber fazer as melhores escolhas e ter consciência delas”, diz.

Publicidade

Já para a professora da rede pública do RS, Cláudia Campos, a disciplina é eficaz quando começa no ensino básico, mostrando para as crianças, de forma lúdica e em pequenas ações, o que é supérfluo e o que é necessário.

“É possível mostrar, por exemplo, que ao apontar um lápis indiscriminadamente ou rasgar folhas do caderno sem necessidade, a família terá que deixar de comprar algo em casa”, diz.

Campos desenvolveu um projeto sobre venda de hortaliças com os seus alunos e conquistou o selo Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) por dois anos consecutivos.

No país, outras 304 iniciativas possuem esse reconhecimento. Ela utiliza os materiais do site Vida e Dinheiro, que tem o objetivo de oferecer aos professores cursos gratuitos de formação em educação financeira.

Publicidade

A iniciativa é do próprio ENEF, foi instituída em 2010 e era coordenada pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil). A AEF, no entanto, encerrou as suas atividades no ano passado.

No entanto, em 2021, o Governo Federal lançou, por meio do Ministério da Educação e em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Programa Educação Financeira nas Escolas, que deu continuidade ao site.

O professor da faculdade de Educação da UFRGS, Juca Gil, considera que a temática é importante para todos os cidadãos e cabe, sim, na escola pública.

Segundo ele, a justificativa da vulnerabilidade e da pobreza não deve ser central para a discussão. “Todo filho deveria saber quanto paga de aluguel e de mercado. Isso é educação financeira real. Neste caso, os pobres sabem mais do que o jovem da classe média”, diz.

Publicidade

Para ele, o conteúdo deveria abranger até o sistema tributário – para questionar o atual modelo considerado “regressivo” e ensinar como não cair em arapucas do sistema financeiro, como altos juros do cartão de crédito. Mas as escolas não podem resolver sozinhas o problema da falta de educação financeira no país.

“Por mais bem equipadas e com os melhores profissionais, nenhuma instituição resolve nada por conta. A sociedade tende a jogar isso para escola”, diz o professor da UFRGS.

Myrian Lund, planejadora financeira CFP pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar) e que trabalha com crianças em escolas, explica que, no ensino fundamental, são abordados conceitos como produção e consumo; oferta e demanda; organização; cuidados e planejamento. “Esse panorama ajuda a repensar vidas, seus objetivos, a forma de lidar com o dinheiro e a não cair nas armadilhas do comércio e da nossa própria cabeça”, afirma.

Por fim, Eduardo Reis, educador financeiro da Ágora Investimentos, diz que a maior parte das escolas não está preparada para receber este ensino, pois não há profissionais habilitados para isso. Na visão do educador, seriam necessários professores exclusivos para a matéria.

Publicidade

“Existem muitas pessoas que não têm a devida especialização na matéria e não são educadas financeiramente, o que pode gerar equívocos de interpretação e prática”, diz.

Precariedade

Ao classificar a obrigatoriedade prevista no PL 231/2015 como “ridícula”, Luciana Genro pontuou que cabe aos professores definirem o que será adicionado no conteúdo.

A parlamentar diz que os educadores financeiros fazem um trabalho importante, mas não serão eles quem irão às escolas públicas ensinar.

As falas da deputada viralizaram em um vídeo na internet e foram alvo de críticas de usuários nas redes sociais e influenciadores de finanças, como Nath Finanças e Kid Investor.

“As escolas não têm dinheiro sequer para pagar o deslocamento deles, mesmo que eles queiram trabalhar de graça. Serão os professores da própria rede pública que darão essa aula, então eles próprios devem definir a hierarquia de prioridades de acordo com a comunidade que eles vivem e com as necessidade”, disse Luciana, em entrevista ao E-Investidor.

De acordo com a professora de Educação Universidade Estácio de Sá e titular aposentada da UERJ, Inês de Oliveira, neste momento pós-pandemia, há outras prioridades, como uma formação social que contribua para a construção de uma “consciência coletiva”. “A sociedade joga a conta na escola, mas não estão cuidando nem dos conteúdos básicos”, diz Oliveira.

Nova Lei no RS

Há sete anos tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do RS, o PL 231/2015 foi aprovado com 36 votos favoráveis e seis contrários. O seu texto original previa a obrigatoriedade das escolas de ensino fundamental e de ensino médio de incluir o tema. No entanto, a CCJ ajustou o texto “a fim de prevenir eventual alegação de inconstitucionalidade, ilegalidade ou antijuridicidade”.

Com isso, as escolas “poderão incluir” o tema e não serão obrigadas.

A nova Lei, portanto, não altera o que já vem sendo abordado nas escolas do Brasil, tendo em vista que a BNCC já entendia que a educação financeira deve ser abordada de forma transversal pelas escolas, em aulas e projetos multidisciplinares.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • dívidas
  • Educação Financeira
  • Investimentos
Cotações
26/04/2026 10h55 (delay 15min)
Câmbio
26/04/2026 10h55 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos: viajar agora ou esperar? Veja se vale a pena comprar

  • 2

    O novo luxo: como itens raros, de guitarras a vinhos, viraram símbolo de status entre bilionários

  • 3

    FIIs com dívida 3 vezes acima da média acendem alerta — veja os 7 mais alavancados

  • 4

    Renda fixa digital tem rentabilidade média de 19%: entenda como funciona e quais são os riscos

  • 5

    Bolsa em alta recorde perde 112 mil investidores; Benchimol, da XP, culpa as contas públicas

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o 5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Logo E-Investidor
5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem recebe a restituição primeiro, idosos com 60 anos ou com 80 anos?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem recebe a restituição primeiro, idosos com 60 anos ou com 80 anos?
Imagem principal sobre o Tem mais de 60 anos? Veja 3 benefícios que idosos podem aproveitar
Logo E-Investidor
Tem mais de 60 anos? Veja 3 benefícios que idosos podem aproveitar
Imagem principal sobre o Trabalho de meio período na aposentadoria? Como idosos podem se beneficiar com essa estratégia
Logo E-Investidor
Trabalho de meio período na aposentadoria? Como idosos podem se beneficiar com essa estratégia
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: menores de idade podem ter a conta aberta no próprio nome, desde que estas regras sejam cumpridas
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: menores de idade podem ter a conta aberta no próprio nome, desde que estas regras sejam cumpridas
Imagem principal sobre o Starlink: quem usar o plano de viagem fora do país pode perder o acesso à internet?
Logo E-Investidor
Starlink: quem usar o plano de viagem fora do país pode perder o acesso à internet?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: além do Caixa Tem, alunos podem movimentar dinheiro nestes outros locais
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: além do Caixa Tem, alunos podem movimentar dinheiro nestes outros locais
Imagem principal sobre o Idosos doentes têm direito à perícia médica em casa? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos doentes têm direito à perícia médica em casa? Entenda como funciona
Últimas: Educação Financeira
Nova tabela do IR 2026: quanto a Receita morde do seu salário?
Educação Financeira
Nova tabela do IR 2026: quanto a Receita morde do seu salário?

Atualização da tabela mantém lógica progressiva e amplia faixa de isenção, mas impacto no bolso varia conforme a renda do contribuinte

24/04/2026 | 20h41 | Por Ana Ayub
Conta bancária errada na restituição do IR 2026? Veja como corrigir
Educação Financeira
Conta bancária errada na restituição do IR 2026? Veja como corrigir

Restituição do Imposto de Renda 2026 começa a partir de maio e permite ajuste de dados

23/04/2026 | 19h56 | Por Ana Ayub
Investimento no exterior ganha peso no IR 2026: saiba como a Receita fiscaliza e os erros mais comuns
Educação Financeira
Investimento no exterior ganha peso no IR 2026: saiba como a Receita fiscaliza e os erros mais comuns

Troca internacional de informações, Carnê-Leão e regras de câmbio elevam o rigor sobre ativos fora do País

23/04/2026 | 15h37 | Por Igor Markevich
Imposto de Renda 2026: faixa de isenção sobe e muda regra para declarar
Educação Financeira
Imposto de Renda 2026: faixa de isenção sobe e muda regra para declarar

Limite de rendimentos sobe para R$ 35.584 e isenção mensal vai a R$ 3.036; veja regras e prazos

22/04/2026 | 19h00 | Por Ana Ayub

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador