• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Imóvel como garantia de crédito: bom negócio ou roubada?

Modalidade possui juros mais baixos, mas tomador deve ter cuidado e entender os riscos

Por Jenne Andrade

22/07/2020 | 20:37 Atualização: 23/07/2020 | 11:07

(Foto: Pixabay)
(Foto: Pixabay)

Os juros de linhas de crédito são conhecidos no Brasil por suas taxas exorbitantes, que podem fazer o consumidor praticamente quadruplicar a sua dívida inicial. Na modalidade de crédito rotativo, por exemplo, o juro pode chegar aos 300% ao ano. O motivo para o pedido de socorro ser considerado um vilão no País é justamente o risco envolvido nesse tipo de empréstimo, já que não há garantias ao banco de que o tomador irá pagar a quantia emprestada.

Leia mais:
  • The Economist: Investidores e imóveis comerciais, um caso de amor abalado pelo coronavírus
  • ‘Juro baixo tira o dinheiro dos rentistas e leva para as empresas’, diz Valora
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em termos práticos, quanto maior o risco envolvido, maior são os juros daquela linha de crédito – e vice-versa. Por outro lado, existe uma modalidade que aumenta a segurança para o concessor do empréstimo (bancos) e, com isso, diminui consideravelmente as taxas cobradas: o ‘home equity’. Por esse tipo de crédito, o tomador coloca o imóvel como garantia de pagamento de uma dívida, desde que ela não seja feita para a compra de uma segunda casa ou apartamento.

“Essa é uma opção muito comum nos EUA e está crescendo no Brasil”, diz Marcelo Milech, planejador financeiro CFP pela Planejar. Nessa opção, caso o tomador fique inadimplente, o banco poderá se apropriar do imóvel. “As taxas variam de 20% a 25% ao ano, uma modalidade com juro bem mais baixo do que no rotativo do cartão, cheque especial, empréstimo pessoal ou consignado”, diz.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Para o planejador financeiro, o empréstimo com imóvel em garantia pode ser uma ótima alternativa para quem realmente precisa de crédito e quer fugir dos juros de três dígitos. Entretanto, é necessário ter cautela e controle das finanças, já que é o imóvel do tomador que está em jogo.

“A pessoa tem que ter um objetivo que faça sentido com esse empréstimo. Ou seja, se for só para tapar buraco no orçamento, a chance de se enrolar e não conseguir pagar é muito grande”, diz Milech.

É importante lembrar que o número de parcelas não pagas até chegar ao confisco do imóvel varia de banco para banco, por isso, antes de decidir pelo empréstimo, o cliente tem que ficar atento às condições descritas em contrato e ao próprio orçamento.

De acordo com Carol Stange, educadora financeira, existem alguns fatores que devem ser levados em consideração para o consumidor não cair em uma cilada. “É claro que pagar menos juros é sempre um bom negócio, mas o risco de perder o patrimônio é real”, alerta. “A pessoa tem que ter certeza da sua capacidade de pagamento, de modo que as parcelas não comprometam a renda mensal.”

Publicidade

A educadora também chama a atenção para o Custo Efetivo Total (CET), cálculo que nclui todos os tributos, encargos e taxas envolvidas na contratação de um empréstimo e é tão importante quanto saber os juros anuais cobrados. Dessa forma, o cliente sabe exatamente quanto aquele empréstimo vai pesar no bolso.

Como no home equity o crédito é destinado para outras finalidades [que não a compra de um segundo imóvel], os prazos para pagamento podem variar bastante. No geral são mais curtos, podem variar de dois a cinco anos e o tomador consegue cerca de 50% do valor da propriedade em empréstimo.

Mercado está se desenvolvendo no Brasil

O mercado secundário de títulos de dívidas imobiliárias, onde ocorre a compra e venda de ativos entre investidores, ainda está engatinhando no País. O contrato da dívida do empréstimo é um recebível como qualquer outro e pode ser vendido no mercado secundário de renda fixa por meio de fundos imobiliários, LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) de bancos, CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e até LIG (Letras Imobiliárias Garantidas).

Apesar de não ser comum entre brasileiros, a legislação do País já permite essas negociações. “Estamos entrando nesse mundo que é um pouco desconhecido, mas o mercado com garantia imobiliária tende a se desenvolver com força nos próximos anos, principalmente em cenário de Selic baixa”, diz Milech, da Planejar.

Com o desenvolvimento do mercado imobiliário, porém, a possibilidade de surgir um ‘subprime’ brasileiro – empréstimos de alto risco concedidos a pessoas que não têm o perfil ideal para aquele montante de crédito – se torna real. Mas, na visão dos especialistas, o risco ainda é mínimo. “Os bancos brasileiros tendem a ser bastante conservadores e conscientes na concessão de crédito. Depois da crise do subprime nos EUA, em 2007, sempre haverá um alerta ligado nessa questão”, ressalta o planejador.

Imóvel financiado em garantia: risco em dobro

Na última terça-feira (21), o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a aprovação de uma medida que visa injetar crédito no mercado. Agora é possível colocar um imóvel financiado como garantia de um novo empréstimo. Na prática, isso significaria “hipotecar” a mesma propriedade duas vezes.

Publicidade

As regras para fazer essa operação dependem do valor do imóvel e do volume de crédito. No total, a soma das duas dívidas (do novo empréstimo e do antigo financiamento) não pode ultrapassar 90% do valor da propriedade e a concessão deve ser feita pela mesma instituição financeira.

O prazo para o pagamento do novo empréstimo também não pode exceder o tempo que falta para quitar o financiamento atual – e os juros não podem ser maiores do que os já contratados. Afinal, esse tipo de operação aumenta bastante o risco para o tomador. “Isso é relativamente comum em mercados mais desenvolvidos, mas esse procedimento aumenta o risco e a alavancagem (endividamento) não só da família, como da economia como um todo”, afirma Milech.

É importante ressaltar que esse tipo de empréstimo só deve ser feito em caso de uma necessidade pontual que extrapolou o orçamento. “Uma emergência de saúde, por exemplo, ou algo que surgiu e fez a pessoa ter que gastar mais do que o planejado”, diz o especialista.

Aplicativos facilitam a escolha dos clientes

Já existem ferramentas que encurtam a distância entre o banco e o cliente que deseja usar a propriedade como garantia. A fintech de crédito digital Pontte é uma delas. Só para se ter ideia de como a modalidade esboça crescimento no Brasil, mais de 2,8 bilhões de solicitações desse tipo de crédito foram feitas na plataforma apenas em 2020, contra 1,7 bilhão em todo o ano de 2019.  De acordo com Marcelo Lubliner, CEO da Pontte, a empresa estima emprestar cerca de R$ 400 milhões ao longo deste ano.

Já no aplicativo Homer, voltado para corretores de imóveis, é possível conseguir até 50% do valor do imóvel em empréstimo com juros a partir de 0,99% ao mês.

Publicidade

“Quando o corretor nos avisa sobre a necessidade específica do cliente, consultamos as instituições financeiras e mostramos quais são as condições mais adequadas ao perfil do tomador”, diz Livia Rigueiral, CEO do Homer.

Além de ajudar nos empréstimos com propriedade em garantia, o aplicativo também facilita a compra de imóveis em si. “Conectamos os corretores que representam clientes que estão vendendo ou comprando imóveis, assim eles podem negociar de maneira mais fácil e rápida”, diz. Criado em 2016, atualmente existem pelo menos 50 mil profissionais cadastrados no Homer.

Na opinião de Milech, todo esforço e iniciativa que facilita o contato entre o cliente e as instituições financeiras deve ser exaltado. “Quem ganha é o tomador de empréstimo, que vai ter mais opções à mão.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Crédito
  • Fundos imobiliários
  • Imóveis
Cotações
23/04/2026 14h30 (delay 15min)
Câmbio
23/04/2026 14h30 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    20 fundos de crédito privado renderam apenas 28,4% do CDI no 1º trimestre — em um deles a cota caiu

  • 2

    Ganhar dinheiro ou construir patrimônio? Entenda a diferença e por onde começar

  • 3

    Bolsa cara ou barata? Onde encontrar dividendos de até 13%

  • 4

    Ibovespa cai mais de 1,5% enquanto dólar fica abaixo dos R$ 5; Petrobras sobe com petróleo a US$ 100

  • 5

    Inadimplência preocupa e JPMorgan acende alerta para bancos no 1T26

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos com dívidas na conta de luz: 2 maneiras para renegociar faturas atrasadas
Logo E-Investidor
Idosos com dívidas na conta de luz: 2 maneiras para renegociar faturas atrasadas
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 60 anos têm prioridade no pagamento?
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 60 anos têm prioridade no pagamento?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: passo a passo para saber se o vale de recarga expirou
Logo E-Investidor
Gás do Povo: passo a passo para saber se o vale de recarga expirou
Imagem principal sobre o Meia-entrada para idosos: quem tem mais de 60 anos deve apresentar documento para conseguir o desconto?
Logo E-Investidor
Meia-entrada para idosos: quem tem mais de 60 anos deve apresentar documento para conseguir o desconto?
Imagem principal sobre o Idosos com mais de 60 anos estão isentos do pagamento de algumas dívidas? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos com mais de 60 anos estão isentos do pagamento de algumas dívidas? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Idosos ainda precisam ir ao banco fazer a prova de vida? Entenda o procedimento
Logo E-Investidor
Idosos ainda precisam ir ao banco fazer a prova de vida? Entenda o procedimento
Imagem principal sobre o Starlink: entenda se é possível usar o plano viagem fora do Brasil
Logo E-Investidor
Starlink: entenda se é possível usar o plano viagem fora do Brasil
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 2 canais online para fazer a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 2 canais online para fazer a declaração
Últimas:
Idosos com contas de telefone atrasadas podem renegociar dívidas, desde que se enquadrem neste caso
Radar da Imprensa
Idosos com contas de telefone atrasadas podem renegociar dívidas, desde que se enquadrem neste caso

Nestas situações, pode ser efetuado um plano de pagamento de até cinco anos para a quitação dos débitos

23/04/2026 | 13h56 | Por Jéssica Anjos
BB prepara novo app com IA para virar ‘central’ das finanças do cliente
Tempo Real
BB prepara novo app com IA para virar ‘central’ das finanças do cliente

Banco aposta em uso intensivo de dados para transformar aplicativo em “central” do cliente; base soma 90 milhões e 95% das transações já são digitais

23/04/2026 | 13h44 | Por Isabela Ortiz
Light (LIGT3) tem nomes novos no comando da empresa
Mercado
Light (LIGT3) tem nomes novos no comando da empresa

Stefano Miranda torna-se diretor-presidente e Leonardo Gadelha, diretor de relações com investidores

23/04/2026 | 13h29 | Por Danielle Fonseca
FIIs com alavancagem elevada: o investidor deve se preocupar com esses 7 fundos?
Investimentos
FIIs com alavancagem elevada: o investidor deve se preocupar com esses 7 fundos?

Levantamento do Clube FII mostra que sete fundos imobiliários operam com endividamento bem acima da média do IFIX, em um momento de maior cautela com o crédito privado.

23/04/2026 | 13h25 | Por Daniel Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador