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Educação Financeira

Material escolar 2026: como economizar agora e transformar a compra em lição de educação financeira

Com preços em alta, organização e planejamento financeiro podem ajudar as famílias a gastar menos sem abrir mão da qualidade

Por Camilly Rosaboni

11/01/2026 | 7:30 Atualização: 09/01/2026 | 12:02

Preços do material escolar subiram acima da inflação acumulada e situação em 2026 exige estratégias para a família economizar.(Imagem: AntonioDiaz em Adobe Stock)
Preços do material escolar subiram acima da inflação acumulada e situação em 2026 exige estratégias para a família economizar.(Imagem: AntonioDiaz em Adobe Stock)

O início do ano marca um momento especial para crianças, jovens e adolescentes: a renovação do material escolar. Para muitos pais e responsáveis, esse período também serve como oportunidade de rever estratégias para não comprometer o orçamento. Já para outros, porém, a compra de livros, cadernos, mochilas e outros itens essenciais pode representar um aperto nas finanças e, portanto, exige entender como economizar em 2026.

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Tradicionalmente, o começo do ano já concentra despesas importantes, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e rematrículas educacionais, que se somam aos gastos com material escolar. Além disso, os preços desses produtos subiram 4,85% em 12 meses, até novembro de 2025, acima da inflação acumulada no ano, de 4,46%, segundo dados levantados pelo coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV), André Braz.

Apesar do cenário desafiador, organização e planejamento financeiro podem ajudar as famílias a economizar sem abrir mão da qualidade. Para aliviar o impacto no bolso, o E-Investidor ouviu especialistas e reuniu estratégias para tornar a compra do material escolar mais consciente em 2026.

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Dicas para comprar material escolar mais barato em 2026

O primeiro passo, segundo o planejador financeiro CFP pela Planejar, Ivan Vianna, consiste em fazer um diagnóstico financeiro, mapeando todos os custos fixos do primeiro trimestre. A partir dessa análise, o consumidor consegue definir prioridades e estabelecer quanto pode destinar à compra do material escolar sem comprometer outras despesas essenciais.

Em seguida, deve montar uma lista do que realmente precisa e definir um valor máximo para evitar exageros.

“Se houver alguma reserva, vale verificar se o pagamento à vista oferece desconto. Se o dinheiro está curto, avalie o que é essencial para a primeira semana de aula e o que pode ficar para depois. Diluir a compra ajuda a aliviar o fluxo de caixa de janeiro”, orienta Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos.

Outra estratégia que pode gerar economia vem da compra em grupo. “Muitos pais se organizam para comprar no atacado — cadernos, por exemplo — e depois dividem os produtos e a conta. Essa prática costuma trazer uma boa redução no valor final”, afirma Ondamar Ferreira, gerente da rede varejista Armarinhos Fernando.

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Segundo ele, os itens que mais pesam no orçamento são os produtos licenciados, já que personagens famosos encarecem significativamente os itens escolares. “Temos observado que os pais escolhem um ou dois itens licenciados e optam por versões mais simples nos demais. A criança fica satisfeita e o orçamento familiar não estoura”, explica.

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Uma alternativa é adquirir materiais básicos e personalizá-los em casa, transformando a atividade em um momento de lazer durante as férias.

Algumas práticas simples ajudam a reduzir o valor final da compra, como:

  • Planejar com antecedência, evitando compras por impulso e aproveitando melhores ofertas;
  • Reaproveitar materiais do ano anterior, como mochilas, estojos, lápis, tesouras e réguas;
  • Comprar em grupo, dividindo volumes maiores com outros pais;
  • Comparar preços do material escolar em lojas físicas e on-line;
  • Pesquisar marcas alternativas, que muitas vezes oferecem qualidade semelhante por preços menores;
  • Evitar produtos licenciados e modismos, que encarecem sem agregar funcionalidade;
  • Avaliar a compra de usados, especialmente livros e materiais pouco consumíveis;
  • Usar a internet para buscar cupons, cashback (espécie de recompensa em que o consumidor recebe parte do valor da compra de volta) e promoções sazonais.

O que pode atrapalhar uma compra inteligente

Entre os erros mais comuns dos pais e responsáveis na compra do material escolar nesse período do ano estão deixar tudo para a última hora, parcelar excessivamente no cartão de crédito, não comparar preços e ceder à pressão emocional das crianças. Para evitar armadilhas, especialistas recomendam:

  • Formar uma reserva de caixa antes das compras;
  • Evitar parcelamentos longos, que comprometem meses futuros;
  • Dar prioridade ao pagamento à vista, quando houver desconto relevante.

“Com a Selic elevada, o ideal é evitar parcelamentos longos com juros. Se for parcelar sem juros, o consumidor precisa se certificar de que a parcela não vai colidir com outras despesas do início do ano”, alerta Patzlaff.

Educação financeira também começa na papelaria

Embora deixar as crianças em casa possa ajudar a evitar compras desnecessárias, levá-las às lojas também pode ser uma oportunidade de aplicar conceitos básicos de educação financeira, como planejamento, limites, valor do dinheiro e responsabilidade.

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Uma forma de envolver as crianças no processo é definir um orçamento prévio e permitir que ela participe das escolhas.

“Mostre que, ao economizar no material escolar, sobra dinheiro para um passeio no fim de semana ou um lanche diferente. Não tenha receio de dizer que algo não cabe no orçamento — isso ensina limites e valoriza o esforço da família”, avalia Patzlaff.

Para Vianna, da Planejar, trata-se de uma oportunidade pedagógica extremamente rica sobre como economizar no material escolar em 2026. “A família pode e deve estimular a criança ou o adolescente a participar da lista de compras, da comparação de preços e das decisões entre custo e benefício. Esse processo ajuda a entender como o consumo impacta o orçamento familiar”, afirma.

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