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Educação Financeira

Como renegociar as dívidas e reduzir o pagamento de juros

O ideal é sempre comparar a taxa aplicada no seu empréstimos com as outras disponíveis no mercado

Por Daniel Rocha

11/05/2022 | 17:25 Atualização: 28/10/2022 | 11:00

Saber como negociar dívidas é a chave para conseguir equilibrar as finanças e não ficar com o "nome sujo" (Foto: Envato Elements)
Saber como negociar dívidas é a chave para conseguir equilibrar as finanças e não ficar com o "nome sujo" (Foto: Envato Elements)

Organizar as próprias finanças nem sempre é uma tarefa simples. Dependendo da renda e das responsabilidades que precisam ser cumpridas, a tarefa se torna uma missão árdua devido ao “malabarismo” necessário para encaixar todas as despesas no orçamento.

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Com a inflação na casa dos dois dígitos, o desafio se torna ainda maior. Para esses casos, uma das soluções apontadas pelos especialistas é a troca de dívidas “caras” por dívidas consideradas “baratas”, ou seja, a renegociação e substituição de empréstimos com juros mais altos por financiamentos de juros mais baixos, o que pode facilitar as condições de pagamento.

Segundo Vinícius Aloe, sócio e diretor de produtos da Agi, esse “detalhe” na hora de contratar uma linha de crédito deve ser bastante analisado pelo consumidor, pois quanto mais baixos forem os juros mais acessível será o pagamento do empréstimo.

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“Você não paga apenas o montante emprestado, mas também remunera a instituição financeira que lhe emprestou o dinheiro”, explica Aloe.

Mas afinal, como negociar dívidas?

Com essa atenção voltada para os juros, o ideal é comparar a taxa aplicada no seu empréstimos com as outras disponíveis no mercado ao pensar em como negociar dívidas.

Neste trabalho,  Eduardo Filho, especialista em educação financeira e de investimentos da Ágora, cita a Selic, que está a 13,75% ao ano, como um dos parâmetros para avaliar se aquela dívida é “cara” ou não.

No que diz respeito à taxa, além de ser um instrumento de combate à inflação, é considerada um indicador de referência para o mercado sobre a cobrança de juros no País. Porém, ela não é o único método comparativo.

Para quem necessita de uma visão mais detalhada da taxa de juros aplicada no mercado, Filho sugere ao consumidor a consulta de todas as taxas de juros que são trabalhadas pelas instituições financeiras que estão disponíveis no site do Banco Central (BC).

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“Você encontra tudo ali (no site do Banco Central): taxas de crédito consignado, crédito pessoal, financiamento de veículos ou de imóveis”, afirma Filho. A partir dessa visualização, é possível analisar qual a instituição que pode oferecer uma melhor condição de pagamento para a sua dívida.

“Se eu identificar uma melhor oportunidade em outra instituição, posso solicitar uma avaliação ou uma simulação de empréstimo até pensando em uma portabilidade de crédito”, explica Filho sobre as possibilidades disponíveis no mercado.

Crédito consignado para negociar dívidas

A outra sugestão de como negociar dívidas é o crédito consignado. Segundo Aloe, como o desconto é feito já no salário, os juros tendem a ser menores devido à garantia de pagamento em comparação aos empréstimos tradicionais, como cartão de crédito e cheque especial.

“É uma dívida que pode ser benéfica para o consumidor porque é uma dívida de juros menores, de prazos mais longos por ter um risco menor de operação”, afirma Aloe.

A antecipação do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também é outra saída que pode ser benéfica para o consumidor que pens aem como negociar dívidas e sair do vermelho. “Possui uma estrutura de risco muito mais baixa e o valor já está na conta do consumidor, mas ele não tem o acesso”, afirma Aloe.

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Conversar com o gerente do banco para tentar uma renegociação da dívida com taxas de juros mais acessíveis é mais uma alternativa, citada pelos especialistas, que pode gerar bons resultados.

Famílias endividadas

Segundo os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), oito de cada 10 famílias relataram ter algum débito em atraso neste mês de outubro. Para esse grupo, os maiores problemas estão em gastos como contas de luz, de telefone e de internet, carnês de loja e prestações de carro e casa.

Quando observamos o valor das dívidas, as somatórias ultrapassam R$ 289 bilhões de acordo com o Serasa. Desse total, 28% tem relação com pendências com bancos e cartão de crédito, enquanto os outros 72% ficam com as chamadas “contas do dia a dia” – ou seja, água, luz, telefone e carnês de lojas.

De acordo com a entidade, a inflação elevada é a principal causa para o aumento do endividamento uma vez que surge entre os consumidores a necessidade de recomposição de renda para manter o seu padrão de vida.

O problema é que esse cenário se torna mais prejudicial para as pessoas menos alfabetizadas financeiramente, justamente porque elas costumam recorrer ao crédito mais caro.

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Na avaliação de André Barretto, CEO do aplicativo de educação financeira N2, isso acontece porque esse público não tem o conhecimento necessário para comparar as opções de crédito disponíveis no mercado e ainda apresenta dificuldades na hora de organizar o próprio orçamento.

“As pessoas buscam solucionar o problema de forma rápida, mas perdem a noção do parâmetro de comparação. Então, falta visão de longo prazo e a percepção de que pequenos gastos podem fazer diferença na sua vida financeira”, ressalta Barretto.

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