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Educação Financeira

Endividados: vale a pena participar do Desenrola Pequenos Negócios?

O programa oferece condições especiais de negociação, favorável à oferta de melhores descontos, prazos e juros

Foto para bio Camila Lutfi
Por Camila Lutfi

14/06/2024 | 19:30 Atualização: 14/06/2024 | 20:07

Renegociação de Dívidas. Imagem: Adobe Stock
Renegociação de Dívidas. Imagem: Adobe Stock

Os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte endividados têm a oportunidade de renegociar suas dívidas por meio do programa do governo federal, o Desenrola Pequenos Negócios. Parte do Acredita Brasil, os interessados podem realizar negociações até o dia 31 de dezembro de 2024.

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O programa oferece condições especiais de renegociação com oferta de melhores descontos, prazos e juros. Vale destacar que, no caso das empresas de pequeno porte, podem participar apenas aquelas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e dívidas inadimplentes há mais de 90 dias podem se beneficiar, independentemente do valor da dívida ou tempo de atraso.

Ao facilitar a regularização financeira, o Desenrola Pequenos Negócios visa abrir portas para novas oportunidades de crédito, investimentos e expansão. As empresas interessadas em aderir ao Desenrola devem procurar diretamente as instituições financeiras com as quais possuem dívidas em atraso. Cada banco ou instituição oferecerá condições especiais de renegociação, que podem incluir descontos, prazos mais longos e juros reduzidos. Após a renegociação, a aptidão para retomada de crédito é imediata.

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Segundo o governo federal, a média de descontos varia de 40 a 90%, semelhante a faixa 2 do Desenrola Brasil – voltado às pessoas físicas. Além disso, entre os demais benefícios, estão a retomada de crédito e empréstimos financeiros, retomada da regularização e formalidade empresarial, elevação nível de capital para a concessão de empréstimos e incentivo sem custos ao Governo em 2024.

Vale a pena participar do programa?

Pedro Afonso Gomes, presidente do Conselho Regional de Economia da Segunda Região, acredita que o programa pode realmente ajudar muitos pequenos empreendedores, pois apenas questionar débitos bancários demoraria vários anos e seria um gasto alto. “Com esse programa, ainda mais sendo financiado e parcelado, ele vai conseguir se livrar desse endividamento e naturalmente é encaixar essas parcelas dentro do seu fluxo de negócios”, explica.

Além disso, Gomes ressalta que ao negociar dívidas, o pequeno negócio fica livre das ações judiciais que podem ser movidas pelos bancos ou outros credores. Porém, ele alerta para a importância do planejamento, para entender como será possível pagar essas parcelas.

O especialista explica que evitar o endividamento em uma empresa exige uma visão mais ampla de todas as áreas e despesas. “Evitar contrair dívidas é ter uma empresa enxuta, bem administrada, uma gestão econômica da empresa que considere custos, receitas  e possibilidades de mercado com o menor gasto possível”, revela.

Por fim, ele destaca a negociação de dívidas como o melhor caminho para sair da inadimplência. No entanto, como o limite de negociação é, por muitas vezes, menor para o empreendedor, Gomes indica ajustar a empresa de forma que ela dependa cada vez menos dos bancos, obtendo mais crédito dos fornecedores.  “Ajustar a administração interna e garantir que os seus clientes recebam no prazo, com os preços competitivos, para que ele não perca mercado também são ações essenciais para evitar contrair débitos”, comenta.

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