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Investimentos

BlackRock define estratégia de alocação para crédito privado; veja o que gestora faz com a carteira dos clientes

Para a gestora, esse mercado dobrará de tamanho até o final da década, chegando a US$ 23 trilhões em 2030

Bruno Andrade é repórter do E-Investidor
Por Bruno Andrade

06/10/2025 | 8:49 Atualização: 06/10/2025 | 8:49

Veja qual é a estratégia de alocação da BlackRock (Foto: Adobe Stock)
Veja qual é a estratégia de alocação da BlackRock (Foto: Adobe Stock)

A BlackRock vê nos títulos de crédito privado uma combinação de redução de riscos com aumento de ganhos da carteira, mostra o relatório da gestora sobre o segmento. No estudo, a gestora revela qual é a melhor estratégia de alocação para o setor, com cerca de 10% de um portfólio de renda fixa voltado a esse componente.

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Para a gestora, esse mercado dobrará de tamanho até o final da década, chegando a US$ 23 trilhões em 2030. Essa expansão ocorre em um cenário em que os mercados de dívida pública e de ações passam por mudanças estruturais e o cenário de empréstimos bancários evolui.

“Há um montante de US$ 40 trilhões em receitas de grandes companhias privadas nos Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido, apresentando uma oportunidade significativa para financiar negócios de médio e grande porte”, dizem Sandra Lawson e Amanda Lynam, que assinam o relatório da BlackRock.

Elas comentam que a medida que o mercado cresce, as oportunidades para os investidores também aumentam. Segundo as analistas, a inovação está expandindo o alcance do crédito privado, com novos produtos oferecendo aportes mais baixos e maior liquidez.

“Do ponto de vista dos investidores, incluir crédito privado em uma carteira pode oferecer vários benefícios. Fluxos de caixa regulares atraem investidores focados em renda. O crédito privado normalmente é de taxa flutuante, tornando-o mais atraente em um ambiente inflacionário”, explicam Sandra Lawson e Amanda Lynam.

Veja como a BlackRock aloca os títulos de crédito privado

Em um estudo relativo aos últimos cinco anos, a gestora descobriu que a adição de uma alocação de 10% em crédito privado a um portfólio tradicional composto por 60% de ações e 40% de renda fixa pode trazer retornos maiores com menor risco. Vale ressaltar que essa modalidade é voltada a investidores com perfil mais arrojado; por essa razão, não há simulação com menor participação em renda variável.

“Em uma perspectiva mais ampla, adicionar crédito privado a um portfólio não apenas melhora o perfil de risco contra retorno, mas também dá ao investidor acesso a uma importante fonte de crescimento econômico — menos bem representada pelas oportunidades tradicionais de renda fixa”, argumentam Sandra Lawson e Amanda Lynam.

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Segundo as analistas, ao adicionar o crédito privado à carteira nessa proporção, o investidor arrojado reduz o risco da carteira de 11,2% para 10,8% ao ano, enquanto a rentabilidade sobe de 9,7% para 10,9% ao ano. Ou seja, o risco cai e a rentabilidade aumenta.

“Isso, por sua vez, melhora o perfil de retorno ajustado ao risco de um portfólio, particularmente em ambientes de mercado estressados, onde os ativos convencionais frequentemente se tornam mais correlacionados. Em um período de alta volatilidade e incerteza geopolítica, isso pode ser especialmente útil”, dizem as analistas da BlackRock.

Diante dessas projeções, a dupla prevê que os títulos de crédito privado se tornarão um componente padrão dos portfólios de muitos clientes da BlackRock, por isso, enxergam que a melhor estratégia de alocação é deixar 60% da carteira em renda variável e 40% em renda fixa. Na renda fixa, 10% seria em crédito privado. Ou seja, os títulos de crédito privado devem compor 4% da carteira total dos investidores nesse cenário de expansão e redução de riscos.

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