Para os pagamentos começarem, o Banco Master deve consolidar e enviar uma lista de credores ao FGC. O fundo garantidor ainda está trabalhando junto ao liquidante da instituição para confeccionar essa relação. Somente com a relação pronta, o fundo garantidor terá as informações necessárias para identificar quem tem direito a receber o “seguro” e qual o valor a ser ressarcido.
Entretanto, os investidores podem se antecipar ao início do processo de pagamentos. No momento, a recomendação é de que todos que compraram CDBs do Master e têm direito à cobertura do FGC façam já um cadastro no aplicativo oficial do fundo garantidor. É importante que os dados estejam atualizados para que o fundo consiga identificar o beneficiário da cobertura após cruzar as informações com a lista de credores.
“Não espere o pagamento ser liberado para baixar o aplicativo do FGC. Já baixe o app, faça o cadastro, a biometria facial e a validação de documentos. Muitas vezes o sistema trava por excesso de acessos no dia da liberação, então quem já está com o cadastro validado sai na frente e recebe em poucos dias”, aponta Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos.
Patzlaff também indica que os investidores reúnam documentações sobre o investimento nos CDBs, como extratos da aplicação, para se antecipar a eventuais divergências que possam aparecer na lista de credores.
“Em casos raros, o sistema do banco falido pode ter perdido dados de alguns clientes. Se o seu nome não aparecer na lista ou o valor estiver errado, você terá que apresentar esses documentos para pedir a retificação”, diz o planejador financeiro.
“Neste momento, surgem advogados ou empresas prometendo ‘liberação antecipada mediante taxa’ ou ‘compra do seu crédito com deságio’. Isso é golpe ou oportunismo predatório, o Fundo Garantidor de Crédito é gratuito e digital, não pague ninguém para fazer isso por você”, alerta.