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Investimentos

Collor pede desculpas pelo confisco da caderneta de poupança

O mea culpa foi feito na manhã desta segunda-feira no Twitter

O ex-presidente Fernando Collor e a então ministra da Fazenda, Zélia Cardoso, abrem uma poupança na Caixa semanas antes de realizarem o confisco (Foto: Ricardo Chaves/Estadão Conteúdo)
  • Com 30 anos de atraso, o ex-presidente Fernando Collor de Mello pediu perdão aos brasileiros pela mais criticada medida econômica de seu governo
  • O mea culpa foi feito na manhã desta segunda-feira (18), pelo Twitter, rede social em que Collor passou a ser especialmente ativo nas últimas semanas
  • Collor começou a sequência de tweets dizendo que "era momento de falar com mais clareza de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos do começo do meu governo"

Com 30 anos de atraso, o ex-presidente Fernando Collor de Mello pediu perdão aos brasileiros pela mais criticada medida econômica de seu governo: o confisco das cadernetas de poupança por 18 meses, feito em 16 de março de 1990, como parte do Plano Collor. O mea culpa foi feito na manhã desta segunda-feira (18), pelo Twitter, rede social em que Collor passou a ser especialmente ativo nas últimas semanas.

Collor começou a sequência de tweets dizendo que “era momento de falar com mais clareza de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos do começo do meu governo”. Então pontuou que o momento do confisco era de inflação de 80% ao mês.

Segundo Collor, a situação afetava mais diretamente os mais pobres, com o poder de compra corroído em questão de dias.

O ex-presidente prosseguiu dizendo que “assumiu o risco de perder a minha popularidade e até mesmo a presidência” para eliminar a hiperinflação. Por isso, acreditou que “medidas radicais eram o caminho certo”.

“Infelizmente, errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”, escreveu.

Estima-se que, com o Plano Collor, o governo tenha confiscado o equivalente a cerca de US$ 100 bilhões – o equivalente a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil na época. Além do dinheiro da poupança, o Banco Central reteve aplicações financeiras e recursos em conta corrente.

A partir do dia 19 de março de 1990, os saques estavam limitados a 50 mil cruzados novos – o equivalente a R$ 8,3 mil. O restante seria devolvido em 12 parcelas iguais a partir de setembro de 1991, com juros de 6% ao ano e correção monetária.

Um ano após o início da restituição dos recursos confiscados, Fernando Collor deixou a presidência da República, ao fim de um processo de impeachment decorrente de atos de corrupção em seu governo.

Brasileiros temeram um novo confisco da poupança

A crise econômica desencadeada pelo coronavírus despertou nos brasileiros o receio de um novo confisco. Relatório interno do Google Brasil indica um crescimento nas buscas por confisco da caderneta de poupança ao longo do mês de abril, quando a pandemia começou a forçar a redução da atividade econômica no país.

Outro efeito da crise do coronavírus, a volatilidade dos mercados fez milhões de brasileiros trocarem a renda variável pela estabilidade de poupança. Em abril, o volume de dinheiro de brasileiros depositado em cadernetas de poupança retornou ao nível de 1995, ano seguinte à adoção do Plano de Real, que, enfim, domou a hiperinflação que Collor tentou combater com o pior resultado possível.

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