Grandes bancos estão trabalhando para simplificar as experiências do cliente. A tecnologia cripto ajuda a alcançar esse objetivo, e o principal caso de uso são as stablecoins. (Imagem: Adobe Stock)
O universo cripto deixou de ser apenas um tipo de investimento ou um ativo em si, agora ele está entrando na fase onde é uma possibilidade real de uso, graças a sua infraestrutura. Essa é a visão de Larissa Moreira, Gerente de Produto do Grupo de Ativos Digitais do Itaú Unibanco.
Os bancos estão trabalhando para simplificar as experiências, tornando-as mais rápidas, baratas e sem interrupções. A tecnologia cripto ajuda a alcançar esse objetivo, e o principal caso de uso são as stablecoins – criptomoedas criadas para serem estáveis e geralmente atreladas a moedas fiduciárias como dólar, euro e real.
“Sempre pensamos no universo cripto como algo inovador, e realmente é”, comenta.
Larissa explica que no Itaú o processo funciona da seguinte forma: primeiro experimentamos os novos produtos dentro do banco para recebermos feedbacks e depois disponibilizamos para o público.
Em relação ao marco regulatório no Brasil, Moreira afirma que um dos pontos críticos está relacionado à custódia de ativos virtuais.
“A custódia se tornará uma parte vital, assim como todos os aspectos de governança que não apenas os bancos devem cumprir, mas também as VASPs (Provedores de Serviços de Ativos Virtuais), as exchanges que passarão a integrar o ecossistema e terão de cumprir a nova regulamentação”, diz, referindo-se às novas regras para ativos virtuais divulgadas pelo Banco Central em novembro do ano passado e que passarão a vigorar no Brasil nos próximos meses.
As falas ocorreram durante o painel “Bancos e Ativos Digitais: Do Mito à Transformação”, realizado no primeiro dia do Merge São Paulo, no Teatro Municipal de São Paulo.