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Investimentos

Dólar fecha junho com queda de 4,99%; o que o investidor deve esperar em julho?

Queda da moeda foi puxada por decisão do Congresso sobre o IOF, atuação do BC e melhora nos termos de troca

Por Murilo Melo

30/06/2025 | 18:39 Atualização: 30/06/2025 | 19:29

Balança comercial brasileira continua exercendo um papel importante na sustentação do real frente ao dólar.  (Foto: Adobe Stock)
Balança comercial brasileira continua exercendo um papel importante na sustentação do real frente ao dólar. (Foto: Adobe Stock)

O real teve um desempenho mais favorável em junho enquanto o dólar encerrou o mês em queda de 4,99%, com a moeda americana à vista sendo negociada a R$ 5,43 no pregão desta segunda-feira (30). Em comparação com a cotação de abertura do mês, perto de R$ 5,72, o recuo da divisa norte-americana reflete uma combinação de fatores internos e externos que favoreceram momentaneamente a moeda brasileira.

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Internamente, o principal foco de atenção continua sendo o risco fiscal, segundo o mestre em administração e finanças Leonardo Roesler. A decisão do Congresso de barrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) colocou em xeque a previsibilidade das metas do novo arcabouço fiscal e acentuou a percepção de fragilidade na estratégia de obtenção de receitas extraordinárias. Isso, explica ele, se refletiu imediatamente no prêmio de risco embutido nas operações cambiais, elevando a sensibilidade do real a notícias políticas e econômicas domésticas.

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“O debate sobre novas compensações, incluindo eventuais mudanças em impostos seletivos, criou ruído adicional e afetou as expectativas de inflação implícitas na curva de juros, elemento que inibe cortes mais agressivos da Selic e sustenta a demanda por proteção cambial”, diz.

A política monetária também teve influência no comportamento da moeda. A taxa básica de juros (Selic) foi elevada para 15% ao ano, movimento interpretado como esforço para segurar expectativas de inflação. Esse diferencial de juros em relação às economias desenvolvidas aumentou a atratividade dos ativos brasileiros no curto prazo. No entanto, analistas acreditam que a taxa deve ser mantida nesse nível por tempo prolongado, o que limita novos estímulos à entrada de capital.

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Também influenciaram a desaceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) e a atuação direta do Banco Central (BC) com leilões de swap cambial (derivativo financeiro com o objetivo de proteger o investidor contra variações excessivas) e venda de dólares no mercado à vista.

Dólar atinge a mínima de R$ 5,48 em junho

Segundo especialistas, o ponto de inflexão ocorreu no dia 18, quando a cotação atingiu o piso do mês, a R$ 5,48, imediatamente após a divulgação de dados mais suaves de inflação e de um ambiente externo mais favorável às moedas emergentes. Apesar disso, a queda do dólar não se sustentou. A cotação voltou a subir nos dias seguintes, alcançando R$ 5,54 no dia 25, num movimento alimentado por incertezas relacionadas à condução das contas públicas e fluxo cambial instável.

No campo internacional, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), manteve os juros no intervalo entre 5,25 por cento e 5,50% ao ano. O comunicado e as projeções divulgadas em sua reunião de junho apontaram para apenas dois cortes até dezembro, e apenas se houver confirmação de trajetória mais branda para a inflação de serviços e manutenção do emprego em níveis saudáveis.

Esse posicionamento, dizem os analistas, mantém os rendimentos dos títulos públicos americanos (Treasuries) elevados e sustenta o dólar em relação a diversas moedas. Ainda assim, a linguagem adotada pelo Fed e declarações recentes de seus dirigentes suavizaram o Índice Dólar (DXY), que mede a força da moeda americana contra uma cesta de pares, o que abriu espaço para algum fortalecimento do real no mês.

Balança comercial e investidores estrangeiros

A balança comercial continua exercendo um papel importante na sustentação do real frente ao dólar, conforme Felipe Beys, planejador financeiro e sócio da Warren Investimentos. O Brasil mantém superávits elevados graças ao desempenho das exportações de commodities como soja, milho, café, carne bovina, minério de ferro e petróleo. Esses produtos representam parcela das vendas externas e vêm sendo beneficiados tanto pela demanda global quanto pela manutenção de preços elevados no mercado internacional.

Até o momento, essa corrente de comércio tem garantido entrada líquida de dólares no País, o que ajuda a reduzir pressões sobre a taxa de câmbio mesmo em períodos de saída de capital financeiro. A expectativa é que esse padrão se mantenha nos próximos meses, sustentado principalmente pela safra agrícola e pelo apetite da China por minério e alimentos. Essa força da balança comercial não elimina a volatilidade cambial causada por fatores fiscais e políticos, mas atua como contrapeso.

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“Porém os resultados da balança comercial sozinha não são suficientes para contenção do câmbio. Os fluxos financeiros (principalmente de investimentos de curto prazo, remessas de lucros e dividendos das companhias internacionais para o exterior, e, por último, e talvez o mais importante, ações da nossa política fiscal fazem mais o preço no câmbio do que a balança comercial”, afirma Beys.

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Quanto à movimentação de investidores estrangeiros, os dados disponíveis mostram um comportamento misto. Apesar do fortalecimento do real, houve saída líquida de recursos da Bolsa de Valores. Até meados de junho, o saldo estrangeiro acumulado na B3, principal Bolsa brasileira, era positivo em R$ 25 bilhões, mas perdeu força na segunda metade do mês. Já nos títulos públicos federais, as estatísticas disponíveis até maio mostram entrada de cerca de US$ 770 milhões.

A valorização da moeda brasileira em junho, portanto, parece ter sido sustentada mais por fluxos comerciais e técnicos do que por uma reversão nas decisões de investimento do exterior.

O que os investidores devem esperar do dólar em julho

Para o diretor de operações da Ourominas, Elson Gusmão, o avanço ou não do real nas próximas semanas dependerá da postura do governo em relação ao equilíbrio das contas públicas. A manutenção de um discurso em defesa da responsabilidade fiscal, com articulação política eficaz no Congresso Nacional, pode contribuir para manter a confiança de investidores e sustentar a valorização da moeda brasileira.

Ele afirma que, caso o Executivo consiga evitar novas derrotas parlamentares e sinalizar estabilidade política, há espaço para o real seguir se fortalecendo, especialmente em um ambiente de maior apetite ao risco no exterior. “Por outro lado, novos ruídos fiscais ou deterioração política podem reacender a aversão ao risco e levar a nova pressão sobre o câmbio. O investidor deve manter uma postura cautelosa, monitorando os sinais de Brasília e os desdobramentos da política monetária global”, explica.

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Felipe Beys, da Warren Investimentos, chama atenção para outros dois pontos. O primeiro é o retorno às tensões entre Israel e Irã, o que tende a aumentar a busca por ativos de proteção e pressionar moedas emergentes. O segundo envolve a judicialização da política tributária no Brasil. A derrota do governo no Congresso na tentativa de elevar o IOF acendeu alertas sobre a fragilidade do apoio parlamentar. Diante disso, o Executivo pode tentar recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contornar resistências legislativas, o que pode gerar insegurança institucional e afetar diretamente a taxa de câmbio.

Beys também menciona os efeitos dos conflitos comerciais promovidos pelo presidente norte-americano Donald Trump, em especial as tarifas impostas à China e o risco de retaliações multilaterais. Se a guerra comercial ganhar força, os fluxos internacionais podem migrar para ativos considerados mais seguros, prejudicando a demanda por investimentos brasileiros. “A mensagem subjacente é que o câmbio continuará a servir de válvula de escape para a percepção de risco-País. Por isso, estratégias que combinem cobertura parcial com leitura ágil de eventos permanecem recomendáveis”, pontua.

Dois cenários para o dólar no segundo semestre

Já o mestre em administração e finanças Leonardo Roesler aponta dois cenários distintos para o comportamento do dólar em julho. No primeiro, o Executivo apresenta uma medida de compensação de receitas considerada viável e o Congresso avança com projetos sem criar novas despesas permanentes. Ao mesmo tempo, a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), prevista para 31 de julho, confirma a intenção do Fed de iniciar cortes de juros em setembro. Nesse caso, a cotação do dólar poderia cair para a faixa de R$ 5,40, alavancada pela volta do capital estrangeiro e pela redução do prêmio de risco Brasil.

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No segundo cenário traçado por Roesler, atrasos na agenda fiscal, somados a uma inflação norte-americana acima do previsto, forçariam o Fed a adiar o início da flexibilização monetária. Isso manteria os juros nos Estados Unidos em patamar elevado e poderia pressionar o dólar a romper novamente a barreira de 5,70 reais, sobretudo se houver saída de recursos de fundos globais que atuam em mercados emergentes.

Diante dessa imprevisibilidade, Roesler recomenda que investidores adotem estratégias de proteção cambial com contratos futuros escalonados ou opções de compra, de forma a preservar liquidez. Ele também sugere aproveitar janelas de otimismo para montar posições vendidas na moeda, em especial quando houver atuação direta do Banco Central por meio de leilões de linha.

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