Os FIIs que tiveram aumento de peso foram o Vinci Logística (VILG11, de 8% para 8,5%), o CSHG Renda Urbana (HGRU11, de 6% para 7%), o TG Ativo Real (TGAR11, de 7% para 8%) e o Vinci Offices (VINO11, de 8% para 9%).
“Os FIIs de Tijolo, a classe de ativos reais que melhor performou nas últimas semanas, com destaque para o último mês, é o nosso grupo de FIIs ‘queridinhos’ no cenário atual. Consideramos como Tijolo os Fundos Híbridos, Logístico, Shoppings e Escritórios, sendo esses os segmentos que vemos um potencial significativo de valorização e de distribuição de rendimentos estáveis”, afirma Flávio Pires, analista de fundos imobiliários e REITs da Santander Corretora, em relatório.
Pires diz que os fundos de tijolo foram um dos grupos que mais sofreu desde o início da pandemia e em seguida com o aumento da taxa básica de juros. “Foram em diversos momentos questionados quanto sua relevância para os inquilinos frente ao futuro incerto para ocupação de seus espaços, em especial os Escritórios e os Shoppings, impactando de forma negativa a precificação (desvalorização) que em grande parte não condizia com o valor justo dos imóveis do portfólio.
Contudo, com o indicativo de fim do ciclo de elevação da taxa de juros, uma inflação que sinaliza arrefecimento e os investidores buscando onde melhor se posicionar, encontraram nesses FIIs que estavam descontados um novo olhar”, avalia o analista.
O Ifix, índice de referência para os fundos imobiliários, fechou o mês de agosto com alta de 5,76%. O relatório da Santander Corretora destaca que os FIIs de tijolo foram os que puxaram essa valorização, com uma alta de 9,7%, em média.
A carteira recomendada para setembro também traz redução de peso em outros segmentos, como os fundos de papel indexados ao IPCA, segundo o relatório. Os FIIs que perderam espaço foram Brasil Plural Absoluto F. de Fundos (BPFF11, de 3% para 1,5%) e o VBI CRI (CVBI11, de 10% para 8%).
E mantiveram o mesmo peso os fundos BTG Pactual Logística (BTLG11, 9,5%), RBR Alpha Multiestratégia Real Estate (RBRF11, 5%), CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11, 10%), Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11, de 10%), Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11, 7%), Santander Renda de Aluguéis (SARE11, 8,5%) e TRX Real Estate (TRXF11, 8%).
Em agosto, a carteira de FIIs recomendada pela Santander Corretora apresentou alta de 6,58%, ante os 5,76% do Ifix, seu benchmark.