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Investimentos

Rali dos FIIs: por que o Ifix teve a maior alta desde 2019 e o que esperar para 2026

Expectativa de queda da taxa Selic, melhora operacional dos FIIs e manutenção da isenção de IR sustentaram alta de 21,15% do Ifix em 2025

Por Daniel Rocha

07/01/2026 | 9:42 Atualização: 07/01/2026 | 9:44

Os fundos imobiliários são investimentos isentos de IR e costumam pagar dividendos mensalmente (Foto: Adobe Stock)
Os fundos imobiliários são investimentos isentos de IR e costumam pagar dividendos mensalmente (Foto: Adobe Stock)

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O Ifix – índice de referência para os fundos imobiliários – encerrou 2025 com a maior alta anual desde 2019, ao acumular uma valorização de 21,15%. O avanço reflete o maior interesse dos investidores pelo setor diante das expectativas de queda de juros no Brasil, ainda no primeiro trimestre do ano.

Dados do Boletim Focus, que reúne as projeções dos principais agentes de mercado, apontam para uma redução de 2,75 pontos percentuais da taxa básica de juros, a Selic, ao longo de 2026. A projeção reflete o momento em que se tornaram mais evidentes os efeitos do ciclo de aperto monetário, que reduziram as pressões inflacionárias na economia brasileira.

“No campo da inflação, o início de 2025 marcava projeções próximas a 6% para o IPCA, mas o cenário evoluiu de forma favorável, impulsionado pela apreciação expressiva do real, queda dos preços de commodities e desaceleração da demanda interna. Ao final do ano, a inflação projetada recuou para cerca de 4%“, diz o BTG Pactual.

Esse contexto favoreceu os fundos imobiliários e ajudou a classe de ativos a reverter as perdas registradas em 2024, quando caiu 5,89% no acumulado do ano. Três motivos foram cruciais, segundo o BTG Pactual, para sustentar essa recuperação. O primeiro deles foi o nível dos descontos que os fundos eram negociados no início do ano, em função dos prêmios dos ativos de renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto, responsáveis por atrair o capital dos investidores.

O segundo motivo foi a melhora contínua dos indicadores operacionais, especialmente nos segmentos de tijolo que investem em imóveis físicos. “Observamos queda de vacância em lajes corporativas e galpões logísticos, aumento dos valores locatícios em regiões de maior qualidade, crescimento das vendas e do NOI dos shoppings centers e maior estabilidade operacional nos fundos de renda urbana”, destaca o banco.

A manutenção da isenção do imposto de renda para a classe de ativos, após uma série de discussões sobre mudanças tributárias ao longo do ano, também contribuiu para esse resultado. 

O que esperar dos FIIs em 2026?

Para este ano, o BTG Pactual espera uma continuidade desse processo de recuperação, uma vez que o cenário macroeconômico permanece mais favorável para os ativos de risco em função do início do ciclo de queda da Selic. Segundo o banco, embora os FIIs, especialmente os de tijolo, tenham tido um reajuste relevante, continuam sendo negociados com desconto em relação ao valor patrimonial.

“O nível ainda elevado dos juros favorece os fundos de papel, que devem seguir entregando um carrego elevado, especialmente aqueles com exposição relevante a estruturas IPCA+, que se beneficiam do fechamento gradual da curva”, diz o BTG Pactual.

Em 2026, o Ifix acumula uma valorização de 0,35%.

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