A política de dividendos da companhia não consta no estatuto da petrolífera, o que permite uma alteração na distribuição sem necessidade de alteração estatutária, disseram os analistas, que também destacaram o posicionamento do governo sobre a distribuição de proventos.
“Desde as eleições, a atual política de dividendos da Petrobras tem sido alvo de críticas explícitas e pesadas, por acreditarem que a empresa deveria ter priorizado uma alocação de capital estratégica focada em novos projetos e investimentos, principalmente na expansão da capacidade de refino e energias renováveis, em vez de devolver o excesso de caixa aos acionistas”, escreveram.
Os analistas também destacaram o posicionamento do novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em relação à política de dividendos. “O novo CEO afirmou, em diversas ocasiões, que a política de dividendos deve ser discutida em um contexto mais amplo de revisão do capital da empresa, de estratégia de alocação e revisão do Plano Estratégico da companhia”.
Dessa forma, os analistas consideraram três possíveis cenários na divulgação do balanço trimestral que será divulgado no dia 11:
- Suspender o pagamento trimestral de dividendos e anunciar que levará mais tempo para discutir uma nova política;
- Manter um pagamento trimestral, mas com base em um payout ratio (porcentual dos lucros pagos aos acionistas) definido do lucro líquido. De acordo com os analistas, poderia ser desde o mínimo legalmente exigido de 25% até um percentual maior, como 40%;
- Manter um pagamento trimestral com base na atual política de dividendos.