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Fundos que usam algoritmos destoam com lucros de 56%. Veja como funcionam

Veja o ranking dos fundos quantitativos mais rentáveis de 2022

Fundos que usam algoritmos destoam com lucros de 56%. Veja como funcionam
Segundo analistas, os fundos quantitativos conseguem ser resistentes aos estresses do mercado (Foto: Envato Elements)
  • Desde a pandemia da covid-19, os ativos de renda variável encontram resistências para ganhos sustentáveis em virtude do cenário macroeconômico
  • Mas os fundos quantitativos conseguiram entre os meses de fevereiro de 2020 a outubro de 2022 ganhos de até 56% no acumulado do período
  • O bom desempenho se deve à metodologia utilizada pelos fundos para selecionar ativos financeiros que possam descorrelacionar a performance dos principais índices do mercado

Desde 2020, os ativos de renda variável enfrentaram barreiras que limitam ganhos mais consistentes. A crise da pandemia da Covid-19, início do ciclo de aperto monetário nos principais mercados globais e a guerra no leste europeu adicionaram mais volatilidade aos investimentos.

No Brasil, os investidores locais tiveram mais agravantes: as eleições e as incertezas no campo fiscal a partir da troca de governo em 2023. No entanto, há fundos com a proposta de driblar as instabilidades do mercado financeiro e garantir uma rentabilidade mais atrativa ao investidor. É o caso dos fundos quantitativos que possuem uma metodologia diferente das gestões convencionais.

Segundo levantamento da Daemon Investiments, gestora de fundos alternativos, entre os meses de fevereiro de 2020 a outubro de 2022,  a maioria desses produtos conseguiu entregar retorno acima de outros produtos de renda variável, como o Ibovespa, principal índice da B3.

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Enquanto o IBOV acumulou uma alta de 6% no período, os fundos quantitativos conseguiram retornos de até 56%. A justificativa para o bom desempenho se baseia na metodologia por meio de algoritmos utilizada pelos gestores para a seleção dos ativos que compõem esses produtos.

A estratégia garante aos fundos uma rentabilidade descorrelacionada dos principais índices de mercado, o que pode ser interessante para o investidor que deseja proteger o patrimônio das incertezas econômicas.

Segundo Sérgio Rhein Schirato, sócio-fundador da Daemon, ao contrário da gestão dos fundos tradicionais, são formados por analistas de mercados atentos às dinâmicas de cada setor do mercado, os modelos matemáticos desenvolvidos para os fundos quantitativos conseguem identificar “padrões” de rentabilidade de acordo com o objetivo de cada gestão.

“À medida que conseguem identificar esses padrões, os fundos vão comprando ou vendendo esses ativos sem que o gestor tenha um grupo imenso de analistas”, diz Shirato.

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A “automatização” de compra e venda dos ativos para formar o portfólio traz outras vantagens. Uma delas é a redução das equipes responsáveis pela gestão do produto, embora essa característica não signifique necessariamente redução de custos.

Segundo Vânia Cervini, especialista em investimentos da Ágora, a metodologia exige a atuação de profissionais altamente especializados, o que implica na contratação de mão-de-obra cara. Mas o grande diferencial está na tomada de decisão que deixa de lado o fator humano. “O viés emocional não entra na conta. Por esse motivo, os fundos quantitativos costumam performar melhor em cenários de alta volatilidade”, afirma.

Os cuidados antes de investir

A estratégia também exige uma atenção do investidor com as características do fundo. De acordo com Gustavo Linari Rodrigues, gestor de fundos da Principal Claritas, o fato desses produtos serem mais resistentes aos estresses pontuais do mercado não significa que são investimentos voltados para objetivos de curto prazo.

“A maioria das estratégias tem mostrado bons desempenhos no médio e longo prazos. Nessas situações, faz sentido porque o investidor pode selecionar um fundo que tem uma boa relação de risco e retorno”, afirma Rodrigues.

Vale lembrar que essa relação entre o risco e o retorno deve estar alinhada aos objetivos financeiros da carteira de investimento. Por esse motivo, Felipe Moura, analista de investimentos da Finacap, sugere ao investidor conhecer a estratégia e a gestora antes de se posicionar em fundos quantitativos.

“As estratégias do fundo podem mudar a qualquer momento, mas a característica do fundo será a mesma. O mais importante é que o investidor conheça bem os gestores”, diz Moura.

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