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Investimentos

Verde aumenta exposição em ações do Brasil; entenda os motivos

A informação consta na mais recente carta mensal da gestora, divulgada nesta sexta-feira

Por Bruna Camargo

09/02/2024 | 18:29 Atualização: 09/02/2024 | 18:55

Luis Stuhlberger, responsável pelo fundo multimercado Verde Asset Menagement (Foto: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO)
Luis Stuhlberger, responsável pelo fundo multimercado Verde Asset Menagement (Foto: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO)

O fundo Verde, da gestora que tem como sócio-fundador Luis Stuhlberger, aproveitou o “sell-off” – ou seja, o momento de vendas no mercado acionário, que faz as bolsas caírem – do último mês para voltar a aumentar sua exposição em ações brasileiras. A informação consta na mais recente carta mensal da Verde, divulgada nesta sexta-feira (9).

Leia mais:
  • Stuhlberger, da Verde, reduz pela metade sua alocação em ações; entenda
  • Verde: inflação no Brasil não para de surpreender para baixo
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A equipe de gestão do fundo Verde descreve que os ativos brasileiros, em geral, tiveram um mês de janeiro “difícil”, apesar de pouca mudança nos fundamentos. Isso foi fruto da reversão de um posicionamento exagerado e da maior fragilidade em ativos cíclicos.

“O ano passado terminou com uma certa euforia nos ativos de risco, impulsionada por expectativas de cortes de juro por parte dos principais bancos centrais do mundo. Neste contexto, e especialmente nos Estados Unidos, nos parece que a expectativa de crescimento para 2024 do consenso dos economistas estava muito baixa. Tal fato ficou claro nas primeiras semanas do ano, com dados mostrando um crescimento ainda robusto, e causando reversão em vários mercados, especialmente de juros (onde vimos taxas em geral subindo) e moedas (onde o dólar se valorizou contra praticamente tudo)”, descreve a carta mensal.

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Nos mercados acionários, a gestora acompanhou “surpresas positivas de crescimento”, assim como “bons reportes de lucratividade das grandes empresas de tecnologia”, o que sustentou a boa performance nos Estados Unidos. Já a queda de 6,3% da bolsa chinesa, em um “mês horrendo”, segundo a Verde, penalizou os ativos cíclicos em todo o mundo e influenciou na baixa do Ibovespa.

Além de ações do Brasil, a gestora informa que a parcela global da posição permaneceu inalterada, “com exceção de uma pequena posição oportunística comprada em índice de small caps chinesas via opções”, de acordo com a carta mensal.

No Brasil, as posições aplicada (que aposta na queda) em juros reais e comprada (que aposta na alta) em real foram mantidas. No mercado global, a Verde segue aplicada no juro real americano e tomada (apostando na alta) nos vencimentos curtos da curva de juros japonesa, além de vendida (apostando na queda) em euro, renmini chinês e dólar de Taiwan. A “pequena” alocação em petróleo e a exposição em crédito high yield local e global permanecem na carteira.

Resultado em janeiro

Em janeiro, o Verde FIC FIM apresentou queda de 0,28%, ficando abaixo do indicador de referência, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que teve alta de 0,97%. Segundo a carta mensal, houve perdas nas posições de Bolsa local e juros, tanto nas taxas domésticas quanto globais. Já os principais ganhos vieram das posições em moedas, commodities e dos livros de trading.

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