Por lá, antes da aguardada decisão de política monetária, seguida da fala do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, o mercado irá digerir a inflação ao produtor que será conhecida ainda pela manhã. Para decisão de juros mais tarde nos EUA, o mercado espera que o Fed paralise o ciclo de alta nesta reunião, mantendo os juros inalterados agora e avance em mais 0,25 ponto percentual (pp) em uma próxima reunião. Para nosso time de economia, o histórico de atuação do Fed sugere que os juros avancem novamente, em 0,25 pp, e então o ciclo de elevação se encerre.
Em outros mercados, os contratos futuros de petróleo reduziram o ímpeto, mas seguem fortalecidos, após a Agência Internacional de Energia (AIE) elevar previsões de demanda e oferta da commodity para este ano, além de apresentar projeções para o próximo ano. Durante a madrugada, em Dalian na China, o minério de ferro avançou 1,51% aos US$ 112,34 por tonelada refletindo a expectativa de novo corte de juros na decisão da próxima semana do banco central chinês (PBoC).
Após um movimento inicial de realização após sequência positiva, com o viés positivo externo e alta das commodities, o Ibovespa pode voltar a avançar. Além disso, logo pela manhã será conhecido o dado de vendas no varejo, com expectativa de desaceleração em abril, o que poderia corroborar a leitura de que a Selic pode começar a cair já na reunião de agosto.
Agenda econômica
Brasil: As vendas no varejo restrito e ampliado saem às 9h com a mediana das apostas indicando 0,2% de avanço em abril para o varejo restrito, após alta de 0,8% em março e queda de 2% para o varejo ampliado, após a forte alta de 3,6% na leitura anterior. A agenda ainda reserva o fluxo cambial semanal às 14h30.
EUA: Às 9h30 é esperado a inflação ao produtor (PPI) de maio, mas a principal agenda será a decisão de política monetária às 15h. Em seguida, é a vez de Jerome Powell, presidente do Fed, proferir coletiva.
Europa: À noite, já com os mercados ocidentais fechados, é a vez das leituras de maio da produção industrial e vendas no varejo na China, que caso mostrem sinais de fraqueza na segunda maior economia do mundo, podem reforçar a possibilidade de novos estímulos econômicos por lá