No Brasil, sem grandes direcionadores externos, o último pregão do ano será de apresentação dos ministros que ainda faltam ser anunciados e de quem irá presidir as estatais no novo governo. Para o Ibovespa, com o noticiário político no foco e com a queda da cotação do petróleo, é difícil esperar uma arrancada de pelo menos 2% na sessão de hoje para zerar o desempenho negativo do índice brasileiro no mês.
Contudo, em um ano em que aparentemente o improvável aconteceu, com inflação brasileira abaixo da norte-americana e talvez um avanço do Produto Interno Bruto (PIB) acima do crescimento chinês, o Ibovespa deve encerrar 2022 no positivo, na contramão dos principais mercados globais.
Agenda econômica
Brasil: Mais cedo foi conhecido o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de dezembro, que mostrou avanço de 0,45% ante alta de 0,56% em novembro. Com isso, o indicador de inflação encerrou 2022 acumulado em 5,45%, com uma forte desaceleração após subir 17,78% em 2021.
Ainda hoje é aguardada a confiança do consumidor de dezembro e o Banco Central (BC) reportará o Setor Público Consolidado de novembro às 9h30. Por fim, o BC fará oferta de até R$ 4 bilhões em títulos públicos em operação compromissada.
EUA: Na agenda norte-americana, destaque para os pedidos semanais de auxílio-desemprego.