Em outros mercados, o dólar se valoriza frente às principais moedas globais, enquanto os rendimentos dos Treasuries operam próximos da estabilidade. O ouro, tradicional ativo de proteção em momentos de incerteza, recua, e o Bitcoin, a principal criptomoeda do mercado, amplia as perdas, chegando a se aproximar pontualmente da faixa dos US$ 70 mil.
Entre as principais commodities, os contratos futuros de petróleo operam em queda após Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo para retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano, em Omã. Tal movimento que reduz, ao menos no curto prazo, os riscos geopolíticos associados à oferta da commodity. Já os preços futuros do minério de ferro recuaram 1,73% durante a madrugada na bolsa de Dalian, na China para US$ 110,70 por tonelada.
Essa mesma reavaliação da exposição a mercados maduros (economias desenvolvidas, como Estados Unidos e Europa) pode influenciar os ativos locais e provocar novos ajustes no Brasil. Nesse contexto, o EWZ, principal ETF (Exchange Traded Fund) de ações brasileiras negociado na Bolsa de Nova York, registrava leve queda há pouco no pré-mercado, período de negociação anterior à abertura oficial das bolsas nos Estados Unidos.
Em paralelo, a preocupação com uma possível deterioração do quadro fiscal em um ano eleitoral tende a manter um viés de cautela entre os investidores. Esse ambiente pode se refletir na exigência de prêmios maiores, especialmente nos vencimentos mais longos da curva de juros, que representam as taxas projetadas pelo mercado para o custo do dinheiro no médio e no longo prazo.