Os rumores sugiram após a revista americana Político noticiar nesta quarta-feira (2) que Trump e Musk decidiram nos últimos dias que o bilionário sairia do seu cargo público para se dedicar aos seus negócio. As informações, segundo a revista, foram ditas por três fontes próximas ao presidente americano que pediram anomimato.
A notícia repercutiu na cotação do papel da Tesla em um momento que os mercados estão apreensivos com o anúncio das novas tarifas de importação. Por volta das 16h (horário de Brasília), as ações da montadora subiam 4,74%, sendo negociadas a US$ 281,14. A saída de Musk do governo é vista com os bons olhos pelos investidores.
Nos dois primeiros meses da gestão de Trump, a big tech perdeu US$ 655 bilhões em valor de mercado. A depreciação reflete a preocupação do mercado com os efeitos da postura de Musk no governo sobre a reputação da Tesla. Nas últimas semanas, os véiculos elétricos da companhia foram alvo de atos de vandalismo nos Estados Unidos devido à retórica política do bilionário voltada para a extrema-direita.
Quando se observa o operacional da montadora, não há muito a ser comemorado pelos investidores. No balanço do último trimestre de 2024, divulgado no fim de janeiro, a Tesla reportou uma receita de US$ 25,71 bilhões. O volume, além de representar uma queda de 2% na comparação anual, ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava um volume de US$ 27,23 bilhões, segundo dados da Avenue.
O segmento de automóveis – o mais importante da companhia – sofreu uma queda de 8% em um ano e, mesmo com o recorde de volume de veículos no trimestre, a média do preço de venda foi menor. O mercado também acompanha com preocupação a concorrência no setor de automóveis autônomos.
Em fevereiro, a marca chinesa e rival da Tesla (TSLA), BYD, informou ao mercado que está investindo no seu sistema de assistência ao motorista com a ajuda da Deepseek, startup chinesa que estremeceu os mercados com o lançamento do seu novo chatbot similar no fim de janeiro.