Segundo a instituição financeira, o consenso do mercado para os lucros da Vibra ainda não incorpora nos cálculos o impacto negativo do aumento da taxa de juros nos resultados, principalmente após a aquisição recente da Comerc Energia. O Goldman Sachs também chama atenção para o aumento do endividamento da empresa como consequência desse movimento de consolidação, o que deve limitar o espaço para distribuição de dividendos no curto e médio prazos.
“Esperamos que a notável geração de caixa que prevemos para os próximos anos (2026 e 2027) seja usada para reduzir a alavancagem, especialmente quando se considera o cenário macro desafiador no Brasil”, diz o banco, que prefere as ações da Ultrapar (UGPA3).
A indústria de distribuição de combustíveis é um setor com oportunidades de crescimento limitadas e essa pressão sobre os dividendos pode reduzir a atratividade dos papéis da Vibra, aponta o Goldman.
“Desde que adicionamos as ações da Vibra Energia à lista de compras, em outubro de 2019, as ações caíram 35% (ou cerca de 10%, ajustando os dividendos). No mesmo período, o índice Ibovespa subiu 24%”, apontam Bruno Amorim, Guilherme Costa Martins e Guilherme Bosso, que assinam o relatório.