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Mercado

O que o investidor deve esperar do Banco do Brasil (BBAS3) sob o comando de André Brandão

Nome é o indicado por Paulo Guedes para presidir o Banco do Brasil

O que o investidor deve esperar do Banco do Brasil (BBAS3) sob o comando de André Brandão
FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO
  • Brandão foi presidente da filial do banco HSBC entre 2012 e 2016
  • Ele também trabalhou por 11 anos no Citibank em São Paulo e Nova York
  • O executivo pode agilizar a venda de ativos do Banco do Brasil, que é uma das agendas prioritárias para a atual equipe econômica do governo

(Sandy Oliveira e Mateus Apud) – Com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro, André Brandão é o nome escolhido para substituir Rubem Novaes na presidência do Banco do Brasil (BBAS3), o segundo maior banco de varejo do País em número de ativos.

A preocupação dos investidores era com os impactos da escolha para a ação do BB. Como noticiado pelo E-Investidor, a saída de Novaes poderia ser benéfica para o investidor se a decisão não fosse política. Segundo especialistas, a escolha de Brandão para a presidência mostra que não deverá haver interferência na gestão do banco.

“Ele tem uma bagagem muito interessante e acredito que vai ter uma administração no BB como se fosse em um banco privado”, diz José Francisco Cataldo, head de research da Ágora Investimentos.

“Entra um presidente que vem de um banco privado. Muito dessa experiência dele no HSBC vai contribuir na gestão do banco. É algo saudável e positivo para o BB”, concorda Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos, ressaltando que Brandão é um nome relevante e respeitado, tanto no mercado local como no internacional.

Com isso, a escolha do novo presidente é vista com bons olhos e as ações se beneficiam. “O papel do BB sobe mais que seu concorrentes hoje impulsionado por essa notícia”, afirma Bertotti.

Até às 13h05 de segunda-feira (3), o Ibovespa tinha alta de 0,09%, aos 103.007,10 mil pontos, e o papel BBAS3 subia 3,13%, cotado a R$ 34,63. Enquanto isso, os papéis do Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) acumulavam baixa de 0,70% e 0,13%, respectivamente. As ações do Itaú (ITUB4) tinham variação positiva de 1,23%.

Venda de ativos

Segundo os especialistas, um dos principais pontos positivos de Brandão é seu posicionamento sobre a venda de ativos do BB, em sintonia com o governo. Neste contexto, Cataldo explica que a confirmação de Brandão na presidência do banco será favorável para as ações do banco. “Ele deve seguir essa linha de reajuste do BB, o que é algo positivo”, diz ele.

Eles pontuam que, embora a princípio a saída de Rubem Novaes tenha causado incertezas aos investidores, a troca da gestão será positiva para o Banco do Brasil e suas ações devem se valorizar. “Sai um presidente que estava desgastado e entra outro mais voltado à venda de ativos, que é prioridade do governo, e o mercado gosta”, afirma Bertotti, da Messem.

Quem é André Brandão

Entre 2012 e 2016, Brandão foi presidente da filial do HSBC, período em que o banco encerrou suas operações no varejo no País. No mesmo ano, o Bradesco comprou o HSBC por U$$ 5,2 bilhões (pouco mais de R$ 16,2 bilhões na época). O HSBC atua no Brasil apenas como banco de investimento – área chamada de “atacado” no jargão do mercado.

Formado em ciência da computação pela Universidade Mackenzie, Brandão está desde 1999 no HSBC. Antes, trabalhou por 11 anos no Citibank em São Paulo e Nova York. Conforme o Estadão/Broadcast antecipou, apesar de não ser um “banqueiro de varejo raiz”, o executivo pode agilizar a venda de ativos do Banco do Brasil, que é uma das agendas prioritárias para a atual equipe econômica do governo.

No domingo (2), Jair Bolsonaro (sem partido) informou a nomeação do ex-presidente do HSBC Brasil, mas o presidente ainda deve conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para oficializar a escolha.

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