Segundo o UBS BB, apesar da sólida recuperação no ano passado, os bancos brasileiros ainda operam descontadas na comparação com bancos mundiais. (Imagem: Adobe Stock)
Apesar da sólida recuperação no ano passado, os bancos brasileiros ainda operam descontados na comparação com pares globais, segundo o UBS BB. O desconto é de 31%, com base em análise que avalia o preço sobre lucro (P/L) de 214 instituições bancárias globais. A métrica havia fechado 2024 em 49%, bem acima dos 16% registrados em dezembro de 2023.
Na comparação com as médias históricas, o UBS BB vê Itaú negociado com um ligeiro prêmio tanto em termos de P/L quanto de preço da ação dividido pelo valor patrimonial por ação (P/VPA), uma outra métrica muito usada para analisar os múltiplos do setor. Por isso, a casa mantém uma recomendação neutra para o maior banco privado do País.
“Preferimos Itaúsa como forma de ganhar exposição ao Itaú”, afirma, ao explicar que o desconto da holding está em 23,4%, considerado excessivo.
Na outra ponta, o UBS BB diz ver maior potencial de valorização para o Santander Brasil, que opera com desconto de 21% contra a média histórica. No caso do Bradesco, o desconto é menor, de 8%. Para os dois nomes, a casa mantém recomendação de compra.
Parte do rali recente dos bancos brasileiros é atribuído pela UBS BB à queda dos retornos de títulos públicos do País, o que reduz o custo de capital próprio. A expectativa é de que uma variação de 100 pontos-base no custo de capital tenha um impacto de 12% a 14% no preço justo dos bancos incumbentes (grandes instituições financeiras tradicionais e já estabelecidas).
O UBS BB também prevê um crescimento no lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) dos maiores bancos do Brasil de 17% em 2025, 15% em 2026 e 12% em 2027.
“Em comparação, esperamos que os bancos globais apresentem uma expansão mais modesta do lucro por ação (EPS) no mesmo período, com projeções de 9% em 2025, 8% em 2026 e 10% em 2027″, projeta.