Publicidade
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Segundo o BofA, há três pilares para essa mudança: valuation (valor do ativo) considerado atraente para uma plataforma de transmissão de beta baixo, com forte proteção contra quedas, a decisão de atribuir valor, de forma explícita, a “opcionalidades de alta” que, segundo o relatório, seguem sem preço no mercado e, dentro dessas opcionalidades, destaque para um ciclo de reforço de capex (investimento) mais robusto e para a potencial renegociação do litígio de pensão do Sefaz.
Com isso, o Bank of America estima que exista potencial de valorização do valor presente líquido entre 15% e 25% que não estaria refletido nos preços atuais e fixa novo preço-alvo de R$ 35 por ação, o que representa um potencial de valorização de 14,2% ante o fechamento do papel no último pregão.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Na leitura do banco, a ação ainda embute um prêmio de risco elevado para um ativo descrito como de baixo risco. O relatório aponta que a Isa Energia negocia com prêmio de risco de capital de 380 pontos-base ante o título de longo prazo NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B), em linha com pares, mas com beta “materialmente mais baixo” (0,5 ante 0,85).
Ajustado pelo beta, isso implicaria, segundo o BofA, um prêmio de risco de 760 pontos-base, ante 500 pontos-base do setor, o que o banco descreve como sinal de “prêmio de risco excessivo” e uma desconexão com a “forte proteção contra quedas” atribuída ao papel.
O banco também sustenta que as principais opcionalidades permanecem pouco precificadas. Sobre o litígio de pensão do Sefaz, citado como superior a R$ 2,7 bilhões, o Bank of America diz ter ficado “mais cautelosamente construtivo” após a abertura formal de canais de renegociação judicial com o governo do Estado de São Paulo, com discussões avançando em direção a termos comerciais, mas afirma acreditar que o mercado ainda atribui potencial de alta quase nulo a esse item.
No cenário conservador do banco, a hipótese é de desconto de 75% e liquidação apenas em 2028, o que adicionaria 6% ao valor presente líquido. Em um resultado mais favorável, entre R$ 4,6 bilhões e R$ 6,1 bilhões, ajustado por IPCA–Selic (inflação e taxa básica de juros) e após impostos, o BofA indica que o potencial de alta poderia subir para uma faixa de 10% a 20% do valor presente líquido.
Publicidade
Além disso, a instituição diz que um ciclo de reforço de capex maior e o potencial reconhecimento de ativos não remunerados no RAB (relação entre o valor da empresa + dívida líquida sobre a base de ativos em concessão) poderiam adicionar mais de 3% ao valor presente líquido.
Ao justificar o novo preço-alvo, o Bank of America afirma ter incorporado resultados recentes e a consolidação de troca de ativos de M&A, suposições atualizadas para projetos greenfield e maior reforço de capex, descrito como “crescimento não competitivo”. O preço-alvo foi elevado para R$ 35, de R$ 26, e o banco diz ver a Isa Energia negociando a aproximadamente 11% de TIR real.
Na recomendação, o relatório também menciona que o preço-alvo implica retorno total de 20% e reforça a tese de assimetria risco-retorno ao caracterizar a empresa como plataforma de transmissão com Receitas Anuais Permitidas indexadas à inflação, “sem risco de volume” e com fluxos de caixa “altamente visíveis”.
O banco acrescenta que a desvantagem seria ainda mais protegida por um “perfil de carry defensivo”, sustentado por rendimento de dividendos anual de aproximadamente 6% e um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de Ebitda (sigla em inglês para Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de aproximadamente 9% três anos, o que, para o banco, “cria espaço para a normalização da avaliação”.
Publicidade
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador