Em outros mercados, ativos tradicionalmente associados à proteção em momentos de incerteza apresentam valorização. O ouro, metal precioso usado como reserva de valor, e o dólar, principal moeda de referência global, avançam, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida pública dos Estados Unidos) recuam, sinalizando uma maior busca por segurança diante dos recentes desdobramentos políticos na Venezuela.
Entre as principais commodities (bens primários negociados globalmente), o comportamento tem sido misto. Contrariando as expectativas iniciais, os contratos futuros de petróleo operam praticamente estáveis, após uma queda nas primeiras negociações, refletindo a percepção de um excedente global de oferta da commodity. Já os preços futuros do minério de ferro registraram alta de 0,95% na madrugada, negociados a US$ 113,94 por tonelada na bolsa de Dalian, principal mercado chinês para o produto.
No cenário doméstico, não há uma tendência clara para os ativos brasileiros nesta manhã (5), em meio às incertezas que ainda rondam o mercado local. Como reflexo desse ambiente indefinido, o EWZ, principal fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês para Exchange Traded Fund) que replica o desempenho das ações brasileiras no mercado norte-americano – opera praticamente estável no pré-mercado dos Estados Unidos.