Ainda assim, como uma prévia do que pode ocorrer com os ativos brasileiros, os mercados emergentes seguem estendendo o bom início de 2026. O desempenho reflete a migração e rotação internacional de recursos, em um contexto no qual investidores globais redistribuem capital, reduzindo exposição a mercados desenvolvidos e ampliando posições em economias emergentes em busca de maior retorno.
Em outros mercados, o dólar caminha para registrar a pior semana em sete meses, pressionado pela incerteza em torno da política econômica dos Estados Unidos e pela expectativa de dois cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) ao longo do ano.
Os rendimentos dos Treasuries, títulos da dívida pública dos Estados Unidos e referência para os juros globais, recuam na sessão, embora permaneçam próximos das máximas observadas desde setembro.
Já o ouro, tradicional ativo de proteção em momentos de instabilidade, apresenta leve baixa, após uma sequência de ganhos sustentados tanto pelos riscos geopolíticos quanto pela busca dos investidores por segurança.
Entre as commodities, produtos básicos negociados globalmente, os contratos futuros do petróleo operam em alta. Já os preços futuros do minério de ferro encerraram a sessão em Dalian, principal bolsa chinesa para a commodity, com avanço de 1,21%, aos US$ 113,99 por tonelada.
Diante desse cenário, marcado pelo bom desempenho das principais commodities e pelo fluxo constante de recursos para mercados emergentes, os ativos locais podem voltar a se descolar da tendência externa, mesmo após o terceiro recorde consecutivo do Ibovespa na véspera. O principal índice da B3, a bolsa brasileira, acumula alta próxima de 9% no ano, reforçando o momento positivo do mercado doméstico.