Outro fator relevante é a expectativa em torno de uma possível decisão da Suprema Corte dos EUA sobre as tarifas comerciais propostas pelo ex-presidente Donald Trump. Esses elementos ajudam o mercado a calibrar o cenário mais provável para a trajetória das taxas de juros nos próximos meses e, só então, decidir se aumenta ou revisa sua exposição ao risco, ou seja, a alocação em ativos mais voláteis, como ações.
No mercado de câmbio, o dólar opera em queda frente à maioria das principais moedas globais. Já os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida do governo dos Estados Unidos, considerados referência para os juros globais) recuam, refletindo maior busca por segurança. Nesse ambiente, ouro, prata e outros metais preciosos renovam máximas históricas, reforçando seu papel tradicional como ativos de proteção em momentos de incerteza econômica e geopolítica.
Entre as principais commodities (matérias-primas negociadas no mercado internacional), os contratos futuros de petróleo registram leve alta, após uma valorização expressiva recente.
O movimento ocorre apesar do impasse entre um possível excesso de oferta global e os riscos geopolíticos envolvendo o Irã, país central na produção de petróleo no Oriente Médio.
Já os preços futuros do minério de ferro encerraram o dia praticamente estáveis na bolsa de Dalian, na China, com avanço de 0,06%, cotados a US$ 117,65 por tonelada.
Diante desse cenário externo ainda indefinido, os ativos brasileiros tendem a apresentar uma dinâmica mais própria nas primeiras horas de negociação. De fato, o EWZ, principal ETF (Exchange Traded Fund) de ações brasileiras negociado no exterior, que replica o desempenho do mercado acionário do Brasil, operava em leve alta no pré-mercado, sinalizando algum apetite seletivo por risco.