“Estamos confiantes de que o Itaú será capaz de manter seu ROE acima de 20% à luz das perguntas recebidas dos investidores sobre o ROE potencialmente sustentável do Itaú, dada a recente volatilidade nos números do ROE em ambos os negócios”, comenta Gustavo Schroden em relatório enviado aos clientes na noite da última terça-feira (20).
O Itaú reportou um lucro líquido de R$ 9,4 bilhões no quarto trimestre do 2023, uma alta de 4% na comparação com o terceiro trimestre de 2023. No acumulado do ano, o lucro foi de R$ 35,6 bilhões, alta de 15,7% na comparação com o ano anterior. A rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 21,2%, ante 21,2% no trimestre anterior. A inadimplência acima de 90 dias, principal fantasma dos bancos em 2023, teve uma redução de 0,2 ponto porcentual na base trimestral, indo de 3% para 2,8%.
No relatório, o analista reconhece que “o excelente” desempenho do ROE do atacado (acima de 25%) poderá enfrentar uma ligeira pressão nos próximos anos devido a um processo de normalização. “Porém, acreditamos que é altamente provável que o segmento mantenha a rentabilidade acima do nível pré-pandemia de pelo menos 20% (contra 18% anteriormente)”, explica Schroden.
Ele também comenta que não vê o segmento de varejo do banco retornando ao ROE acima de 30%, principalmente devido à concorrência. “Em nossa opinião, a média de 2023 de 18,0% poderia ser o ponto mais baixo já observado durante o ciclo recente”, detalha Schroden.
Expectativa de lucro do Itaú em 2024
Por causa desses fatores, os especialistas elevaram as expectativa de lucro de 2024 para o Itaú de R$ 40 bilhões para R$ 40,9 bilhões, uma alta de 2,3%. As estimativas de rentabilidade, medida pelo ROE, subiram de 20,9% para 21,7%.
“Diante disto, mantemos as ações do Itaú como as nossas preferidas entre nossa cobertura bancária e continuamos confiantes de que o banco será capaz de atingir um ROE sustentável de aproximadamente 20%”, conclui o analista o analista.