O valor total a ser pago em garantias no caso do Banco Master será de R$ 40,6 bilhões, o maior desembolso da história do FGC. Inicialmente, o fundo garantidor estimava o ressarcimento de 1,6 milhão de investidores. Contudo, após a consolidação da lista de credores, esse número caiu para a ordem de 800 mil. Para quem tem valores a receber do FGC por aportes nos CDBs do Master, a orientação é fazer o cadastro no aplicativo oficial do fundo garantidor e solicitar o pagamento.
Até o momento, 369 mil credores do Master se cadastraram no aplicativo e 150 mil credores finalizaram o processo de solicitação da garantia. Os pagamentos se iniciam a partir desta segunda-feira, 19.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, sob a justificativa de “grave crise de liquidez” e violações às normas que regem o sistema financeiro nacional. Quem investiu em CDBs do Master, mesmo com rendimentos muito acima da média, passaram a perder para títulos conservadores e para a inflação em função da espera pelo ressarcimento, que durou cerca de dois meses (veja nesta matéria).
Após a liquidação, o presidente do Master, Daniel Vorcaro, passou a ser investigado pela Polícia Federal por gestão fraudulenta e suposta venda de carteiras de crédito podres para o Banco de Brasília (BRB).
Em nota à imprensa, o FGC ressaltou que, mesmo após o pagamento das garantias do caso Master, deve permanecer com “reservas robustas, suficientes para suportar cenários severos de estresse de mercado”. No momento da liquidação do banco, o colchão de liquidez do FGC era de R$ 125 bilhões.
“A equipe do liquidante, com apoio do time do FGC, trabalhou incansavelmente, dias, noites e finais de semana, para gerar os arquivos no menor tempo possível. Meu agradecimento especial vai para cada um destes profissionais”, diz Daniel Lima, diretor-presidente do FGC, sobre o processo de confecção da lista de credores do Master junto ao liquidante Eduardo Félix Bianchini.