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Companhias aéreas preveem prejuízo de US$ 157 bi antes do fim da pandemia

A Associação Internacional de Transporte Aéreo previu que as aéreas perderão US$ 157 bilhões em 2020 e 2021, quase 60% a mais do que havia previsto em junho e cinco vezes o déficit acumulado durante a recessão de 2008-2009.

Por E-Investidor

25/11/2020 | 8:06 Atualização: 25/11/2020 | 11:53

Foto: Hannah Mckay/Reuters
Foto: Hannah Mckay/Reuters

(Christopher Jasper e Charlotte Ryan/WP Bloomberg) – As perdas recordes das companhias aéreas devido ao surto do novo coronavírus continuarão a crescer no próximo ano, já que as campanhas de vacinação previstas levam tempo para reavivar a demanda por viagens, de acordo com o principal grupo comercial do setor.

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A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) previu na terça-feira que as companhias aéreas perderão US$ 157 bilhões em 2020 e 2021, quase 60% a mais do que havia previsto em junho e cinco vezes o déficit acumulado durante a recessão de 2008-2009. A IATA chamou a crise de “devastadora e implacável”.

A projeção ocorre no momento em que as companhias aéreas se apegam à esperança de que os testes de passageiros combinados com o lançamento das vacinas para a covid-19 no próximo ano estimularão os governos a aliviar as restrições de viagens que eles dizem serem responsáveis por diminuir as reservas. A IATA disse que o setor não gerará resultados positivos até o quarto trimestre de 2021, embora isso seja mais cedo do que o esperado antes dos avanços recentes nos testes de vacinas.

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“Os livros de história registrarão 2020 como o pior ano financeiro do setor, sem exceção”, disse o CEO da IATA, Alexandre de Juniac, acrescentando que o prejuízo esperado em 2021, embora menor, será o segundo pior de todos os tempos. Ele pediu que as fronteiras sejam reabertas com segurança agora para que as pessoas possam viajar de avião novamente.

A IATA prevê que as operadoras perderão quase US$ 39 bilhões em 2021, mais que o dobro da previsão de junho. Isso se soma ao déficit de US$ 118,5 bilhões dos atuais 12 meses, um aumento de 40% em relação à previsão anterior, depois que uma nova onda de lockdowns acabou com um breve ressurgimento de voos no final do verão do hemisfério norte.

A maior preocupação é que o setor fique sem dinheiro antes de a vacinação começar, com as operadoras tendo reservas suficientes para abranger apenas 8,5 meses, de acordo com a média dos registros, disse o economista-chefe da IATA, Brian Pearce, em uma apresentação.

Uma onda de falências de companhias aéreas é, portanto, provável sem mais ajuda financeira do governo, disse ele. Os estados já forneceram US$ 173 bilhões em ajuda, calcula a IATA. As operadoras em mercados emergentes, onde as vacinas podem não estar disponíveis até 2022, são as mais vulneráveis.

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A receita do setor provavelmente diminuirá em meio trilhão de dólares este ano, para US$ 328 bilhões, após uma queda de 61% no número de viajantes para os níveis vistos pela última vez há 17 anos, de acordo com o grupo comercial. Ela deve chegar a US$ 459 bilhões em 2021.

O tráfego global de passageiros não deve atingir os níveis pré-pandêmicos até 2024, disse Pearce. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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