A possibilidade ganhou relevância na sessão de hoje com a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, que subiu 0,1% em maio na comparação mensal e 2,3% na anual. Os números vieram em linha com as projeções do mercado, sinalizando ao Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) que o ambiente econômico americano pode estar apto para um ciclo de afrouxamento monetário em 2025.
“Sinais de desaceleração econômica nos EUA, como a contração do PIB no 1º tri e a queda nos gastos dos consumidores, ampliam as apostas de alívio monetário, reduzindo o apelo do dólar como ativo de proteção e abre espaço para valorização de moedas de países com juros elevados”, diz Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.
O avanço das negociações comerciais dos EUA com a China, União Europeia e Índia também influenciou no comportamento do mercado câmbio. Na sexta-feira (27), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que vê uma redução da tensão com a China e que as tarifas de 20% sobre o fentanil permanecem em vigor, totalizando 30% de sobretaxas para Pequim.
Por aqui, a atenção do mercado fica voltada para a reação do governo sobre resposta do governo à decisão do Congresso em derrubar os decretos relacionados ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “O mercado quer mais clareza sobre como o governo pretende recompor a perda de receita ou se prepara para novos bloqueios no orçamento”, acrescenta Costa.
Com informações do Broadcast