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Investimentos

Fundos ligados ao agronegócio estão sob pressão, mas gestores enxergam oportunidades

Alta da inadimplência afetou o Banco do Brasil. Gestores descartam risco sistêmico e veem retomada

Por Leo Guimarães

27/06/2025 | 3:00 Atualização: 27/06/2025 | 11:56

Setor do agronegócio é volátil por natureza, agravada por guerra comercial. Foto: AdobeStock
Setor do agronegócio é volátil por natureza, agravada por guerra comercial. Foto: AdobeStock

A inadimplência nas operações de crédito com produtores rurais, que impactou no lucro do Banco do Brasil no primeiro trimestre, também foi sentida por algumas carteiras de Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais). Os gestores que apostaram em emissores de maior risco (high yield), buscando maior rentabilidade, sofreram os impactos.

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“Nosso Fiagro seguiu uma cartilha diferente”, afirma Márcio Takaya, gestor do fundo CRAA11, da Sparta. “Fugimos do high yield, que oferece menos liquidez e mais risco de crédito. Não passamos por calote e temos uma das carteiras mais pulverizadas da indústria”, afirma Takaya. Segundo ele, sua maior posição representa 4% do fundo.

O problema de inadimplência no setor não é novo, começou em 2023, quando margens apertadas e alta da alavancagem impactaram o agronegócio. Mas apesar do susto, a avaliação é de que não há risco sistêmico. “Hoje, o cenário é mais benigno. As margens dos grãos melhoraram e as cotas dos Fiagros afetados em 2024 já estão em recuperação”, explica o gestor.

O que aconteceu com o crédito rural no 1º trimestre?

No primeiro trimestre de 2025, o Banco do Brasil (BBAS3) divulgou uma queda de 20,7% no lucro ajustado, de R$ 7,37 bilhões, em relação ao ano anterior. A inadimplência no crédito rural saltou para de 1,19% para 3,04%, forçando um aumento das provisões de perdas de R$ 3 bi para R$ 5,2 bi.

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Guilherme Sharovsky, diretor de crédito da Bloxs Capital Partners explica que a inadimplência no agro é comum devido à volatilidade do setor, mas que os créditos concedidos costumam estar atrelados a garantias reais como imóveis, máquinas ou estoques, permitindo que o banco possa recuperar parte ou todo o valor da operação.

“Assim como a inadimplência do agro foi uma surpresa negativa para o resultado do banco nesse trimestre, no próximo pode ser uma surpresa positiva em termos de recuperação de crédito”, comenta. Segundo ele, o Banco do Brasil precisa ser conservador do ponto de vista de portfólio de crédito.

O executivo da Bloxs reforça que o setor é volátil por natureza e essa característica foi agravada por fatores como guerra comercial e choques climáticos. Apesar das incertezas, o crédito no agro é bem estruturado no Brasil. “A maioria das operações tem garantias reais e não vejo risco sistêmico. Estamos num momento cautelosamente otimista.”

Tales Barros, head de renda variável da W1 Capital, segue a mesma linha. Ele comenta que o impacto no BB foi pontual e concentrado na soja do Centro-Oeste. “A inadimplência subiu para 3,8%, mas o agro segue como um dos setores mais produtivos do País”, ressalta.

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A fala do executivo é reforçada pelos dados do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, que mostrou crescimento de 12,2% na agropecuária, o maior entre todos os setores. “O problema está no BB, não no agro como um todo.”

Como o investidor pode ser afetado?

Ainda assim, Tales alerta que o receio do investidor, diante de notícias como as do BB, pode levar a saques ou desvalorização dos Fiagros, num efeito manada, agravado pela menor liquidez desses fundos e pela predominância de cotistas pessoas físicas. “Isso aumenta o risco em cenários de aversão, mesmo quando a inadimplência está sob controle.”

Na renda fixa, a discussão se estende para produtos isentos como LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) emitidos pelos bancos e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), lançados por companhias securitizadoras.

Mesmo oferecendo vantagens comparativas a debêntures, como a isenção de Imposto de Renda, é preciso ficar atendo, pois quem pode estar capturando o benefício fiscal é a instituição financeira. “O banco emite um LCA a 90% do CDI e um CDB a 105% do CDI. Se você fizer a conta ali, vai ver que a remuneração é igual para o investidor, depois de taxas. A vantagem não fica na mão do investidor”, diz Takaya.

Sobre os CRAs e de forma mais ampla, os títulos de dívida privada que financiam empresas, o  gestor da Sparta lembra que, embora os juros altos melhorem o retorno nominal para o investidor, também pressionam o caixa das empresas emissoras, elevando o risco de crédito.

Mudanças tributárias no cenário

Em junho o governo publicou a Medida Provisória nº 1.303, propondo o fim da isenção de Imposto de Renda para novos investimentos em LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas. Pela proposta, a tributação de 5% passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, aplicando-se apenas às novas emissões realizadas a partir dessa data.

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Os papéis adquiridos até 31 de dezembro de 2025 permanecerão isentos, mesmo que resgatados futuramente. Como toda MP, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional no prazo de até 120 dias — ou seja, até meados de novembro de 2025 — para se tornar lei em definitivo. Caso contrário, perde validade e a tributação não entra em vigor.

Sobe e desce do preço de mercado

O risco de crédito é percebido pelo mercado e isso se reflete nas cotas de Fiagros que estão sendo negociadas abaixo do valor patrimonial.  Por exemplo, os Fiagros VCRA11 e IAGR11 estavam sendo negociados nesta semana de 26 de junho a um Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) de 0,62 e o JGP11, a 0,69. Quando o P/VP está abaixo de 1, significa que o mercado está precificando o ativo por menos do que vale seu patrimônio líquido, o que pode indicar que ele está barato. Por isso, é importante avaliar a gestão, a pulverização da carteira e a concentração em emissores para saber realmente se se trata de uma bagatela, ou se o preço reflete fragilidade estrutural.

Esses descontos,  por outro lado, vêm estimulando uma retomada. Muitos daqueles que estavam sendo negociados na Bolsa por um valor menor do que seu valor patrimonial se recuperaram. Segundo o gestor da Bloxs, alguns fundos que estavam com até 30% de deságio fizeram follow-ons e captaram novamente. Ou seja, apesar dos descontos, novas emissões de cotas encontram demanda de investidores interessados nesses fundos.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), foram realizadas 11 ofertas de Fiagros, totalizando R$ 1,6 bilhão em captação no primeiro trimestre. Isso representa um volume quase quatro vezes maior em relação ao ano passado, cujas emissões somaram R$ 427 milhões. Das 11 ofertas, oito foram de Fiagro-FIDC (fundos de direitos creditórios), duas de Fiagro-FII (fundo imobiliário) e uma de Fiagro-FIP (fundo de participações).

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