Investidores buscam atenuar os efeitos da guerra no Irã, o que sustenta tanto a moeda dos EUA quanto os rendimentos dos Treasuries, os títulos do tesouro norte-americano, e amplia a pressão sobre divisas emergentes.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março subiu 0,44%, próximo ao teto das estimativas, enquanto o Relatório de Política Monetária reforçou a mensagem de que o Banco Central (BC) não vê a inflação convergir ao centro da meta antes do terceiro trimestre de 2028. A leitura reforça a perspectiva de juros elevados por mais tempo, com efeitos diretos sobre atividade e câmbio.
Ainda assim, há um contrapeso relevante. A alta do petróleo melhora os termos de troca do Brasil e tende a favorecer empresas exportadoras de commodities, em especial a Petrobras (PETR3; PETR4), o que pode suavizar movimentos mais abruptos da moeda.
Cotação do dólar hoje no Brasil e no exterior
No exterior, o dólar também se fortalece frente a pares relevantes. Por volta das 10h (de Brasília), o euro recuava a US$ 1,15311, em queda de 0,26%, enquanto o dólar avançava para 0,8672 euro, alta de 0,25%. A libra perdia terreno, negociada a US$ 1,33265, com baixa de 0,30%. Já diante do iene, a moeda norte-americana opera próxima da estabilidade, a 159,66 ienes, em leve alta de 0,11%.
No mercado doméstico, o dólar à vista avança frente ao real e é negociado a R$ 5,2350, em alta de 0,16%, acompanhando o fortalecimento global da divisa norte-americana e o ambiente mais defensivo no exterior.
Na véspera, o dólar à vista encerrou em queda de 0,67%, a R$ 5,2202, impulsionado por um breve alívio no risco geopolítico. O cenário desta manhã, porém, devolve parte dessa trégua e recoloca a moeda dos EUA no centro das atenções.