• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Dólar vs. real: conheça a história da regulação cambial

Entenda como o Real tem se comportado diante do dólar desde sua criação, e os impactos para o País desde então

Por E-Investidor

03/07/2021 | 7:00 Atualização: 02/07/2021 | 13:44

(Foto: Shutterstock)
(Foto: Shutterstock)

(Carlos Pegurski, especial para o E-Investidor) – Entenda, por meio de um retrospecto desde a criação do real, a regulação cambial da nossa moeda frente ao dólar. Assim, compreenda os fatores que condicionam essa balança.

Leia mais:
  • Bolsa de valores: o que você precisa saber para começar a investir
  • Glossário da bolsa de valores: conheça 32 dos termos mais usados
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Como se define quanto vale uma moeda?

Cédula de dólar ao lado de cédula de real também dobrada
Desde a segunda metade do século passado, o dólar é a principal referência da economia mundial. (Foto: Rafastockbr/Shutterstock)

Antes de entrar no histórico do real, vale a pena apresentar algumas ideias básicas sobre o funcionamento do câmbio. Afinal, o que garante que uma moeda valha este ou aquele valor?

Até a Belle Époque (lá pela década de 1910), a Inglaterra era a maior potência do planeta. Ela tinha a maior marinha de guerra e também mercantil e conseguiu auferir as maiores reservas de ouro do planeta. Assim, a libra esterlina era a moeda mais valorizada.

A partir das duas grandes guerras no início do século XX, em que as potências gastaram grande parte de suas reservas em despesas bélicas, os estoques de ouro minguaram. Inclusive os da Inglaterra, que fez parte do eixo aliado, responsável por derrotar o nazismo. E, como vencedor desse período, os Estados Unidos se consolidaram, tornando a moeda americana a mais importante do planeta.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Desde então, o lastro da economia mundial deixou de ser o ouro e passou a ser o dólar. A maior parte das operações internacionais, em negócios e entre os Estados, ocorre por meio dele. Nas operações maiores, usa-se o dólar comercial; nas de “varejo”, a cotação do dólar de turismo.

As operações de câmbio ocorrem entre quaisquer moedas, mas é em relação à americana que se compara o quanto elas estão valorizadas. Assim, na hora de trocar reais por pesos argentinos, por exemplo, é a relação dessas moedas frente ao dólar que dá lastro à troca.

Essa é a razão por que se fala tanto na tal balança comercial. Quando um país exporta muito (como é o caso do Brasil, embora as commodities tenham pouco valor agregado) ou recebe muitos turistas, entram mais dólares; já quando se importa muito (em volume ou em relação ao valor dos produtos), é necessário comprar mais produtos em preço americano e isso se torna desfavorável ao país. E é por isso que a indústria, o agronegócio e diversos outros setores têm um papel estratégico.

Voltando ao câmbio: se o regime é flutuante, o Estado não apita nada? Sim, ele tem um papel importante. Ele pode optar, por exemplo, em ter um regime cambial fixo, flutuante ou atrelado. E, mesmo no caso de ter um câmbio flutuante (como o Brasil e a maior parte dos países adotam hoje), ou seja, dinamizado pelo mercado, o governo ainda tem na mão a decisão de emitir mais ou menos moeda, ou mais ou menos títulos, além de ajustar a taxa de juros.

Como funciona o câmbio real x dólar?

Anos 1990: o teste de fogo

Gráfico com resultados
O real conseguiu controlar a inflação, principal desafio da nova moeda quando foi lançada. (Foto: Wiki/Reprodução)

Hoje, o regime cambial é flutuante. Mas nem sempre foi assim. O Plano Real foi criado em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso era ministro da Fazenda no governo Itamar Franco.

Publicidade

Entre muitos altos e alguns baixos, a moeda foi um sucesso: ela deu uma resposta tecnicamente bem-ajustada a um problema crônico.

O nó do problema ocorreu na década de 1980, mas a verdade é que o Brasil nunca havia experimentado uma moeda consistente. Nos trinta anos que se passaram desde o início da ditadura militar até a criação do real, a inflação no Brasil chegou a somar 1.142.332.741.811.850%. Você não leu errado: com o valor de um pãozinho no início de 1994, você compraria mais de um trilhão deles na década de 1960.

Bom, o desafio era enorme. No mês anterior ao lançamento do real, a inflação foi de 46% em 30 dias. E a principal razão pela qual o real conseguiu responder bem a ela, criando terreno para que o Brasil esteja hoje entre as dez maiores economias do mundo, foi o fato do governo indexar o real diretamente ao dólar, ou seja, com intervenção estatal pesada. Isso custou um pouco ao Estado, é verdade, mas garantiu que a moeda brasileira não se dissolvesse novamente e foi suficiente para mostrar ao mercado que seria possível sustentá-la.

O real se manteve estável, com uma pequena desvalorização constante (um dólar valia cerca de R$ 1,2) até 1999. Nesse período, o Fundo Monetário Internacional (FMI) pressionou o Banco Central brasileiro a deixar de trabalhar com fundos cambiais derivativos, que davam segurança à economia brasileira. Isso assustou o mercado e afugentou investidores, que venderam a moeda brasileira e a desvalorizaram significativamente (um dólar passou a comprar mais de R$ 2).

Anos 2000: o boom das commodities

Gráfico com resultados
O período mais importante de valorização do real ocorreu durante o governo Lula, no boom das commodities. (Foto: ADVFN News/Reprodução)

Os anos 2000 iniciaram com o impacto desse sobressalto, cujos efeitos custaram mais de R$ 12 bilhões para serem contidos. Ainda assim, o real jamais recuperou o patamar anterior, mesmo com emissão de títulos do Tesouro indexados ao câmbio. E o cenário negativo se aprofundou em 2002 com o fenômeno Lula. Sem saber o que esperar do presidenciável, com histórico sindical e uma retórica crítica ao FMI e a compromissos fiscais de seus adversários, o dólar bateu quase R$ 4.

Publicidade

Uma vez eleito, Lula se mostrou amistoso aos investidores. Mas, apesar das sinalizações, o câmbio anterior só voltaria em 2005, em um movimento de valorização progressiva do real, que durou de 2003 a 2008.

O motivo dessa valorização foram as boas e velhas commodities, expertise brasileira. O mercado exterior fortemente aquecido demandou do Brasil uma série desses produtos e isso ajudou o País a performar melhor, atrair investimentos e reduzir a desvalorização diante do dólar. Com a economia fortalecida, a taxa Selic remunerava próximo de 14% ao ano, trazendo investimentos estrangeiros ao País.

Esse foi o período áureo da economia brasileira. Mas o fluxo foi interrompido no fim de 2008 por uma crise internacional, marcada pelo “estouro” da bolha imobiliária nos Estados Unidos. Isso foi tão significativo que a quebra das financeiras de Wall Street (o primeiro e mais marcante foi o banco Lehman Brothers) marcou uma redução na economia global de 3,6%, considerando o Produto Interno Bruto (PIB) de todos os países.

O Brasil foi diretamente impactado por isso e o real ficou desvalorizado por cerca de dois anos, oscilando próximo a R$ 2,4, elevado para o período.

Anos 2010: mais desvalorização

Deputados protestam na Câmara a favor - e alguns contra - da PEC 241
Apesar do receituário de ajuste fiscal, que estrangula investimentos públicos, o Brasil não animou os investidores. (Foto: Agência Brasil/Reprodução)

A recuperação do Brasil em relação à crise de 2008 foi boa. Mas a fuga de capital e a instabilidade política voltaram a bater na porta. O País teve dificuldade em dinamizar a economia, atrair investimentos e equilibrar alguns pilares, como inflação, taxa de juros e custo de investimento. Nesse período, a desvalorização do real diante do dólar se acentuou.

Publicidade

Em 2016, Dilma Rousseff sofreu um impeachment. No fim do mesmo ano, o Congresso aprovou uma Proposta de Emenda Constitucional que envolveu um teto de custos públicos (uma espécie de compromisso fiscal assumido diante de empresários e investidores). O efeito foi duvidoso: apesar da medida, que ainda valerá por 15 anos, os demais governos tiveram dificuldade em valorizar a moeda, que cruzou o patamar dos R$ 4/dólar no período Temer e Bolsonaro.

E, se o cenário já não era positivo, o efeito pandemia foi o golpe mais duro na história do real, que oscila entre R$ 5 e R$ 6/dólar há alguns meses. Em parte, isso é consequência de investimentos mais conservadores. Com empresas fechando, mais investidores compram dólar, o barco mais seguro em meio à tempestade.

Mas é verdade também que a resposta do Brasil é especialmente frágil: o real derreteu 40% porque não há nitidez sobre o futuro do PIB e do horizonte fiscal.

Além disso, mais crises se somam e geram indefinição. Das denúncias de devastação ambiental envolvendo a Amazônia e o Pantanal brasileiros à postura ambígua do governo diante da vacinação, fundamental à retomada econômica, não há um bom horizonte para um ajuste cambial.

Anos 2020: o que vem por aí?

Mulher recebe vacina em unidade de saúde
A vacinação em ritmo acelerado deve oferecer uma retomada econômica mais acentuada. (Foto: Nelson Antoine/Shutterstock)

A pandemia criou um antes e depois na economia do mundo todo, aqui inclusive. A boa notícia é que a recuperação gradual está acontecendo.

Publicidade

Em 2021, no primeiro trimestre, houve um crescimento de 1% na economia em relação ao mesmo período do ano passado e 1,2% em relação ao último trimestre de 2020. Os valores anteriores estavam rebaixados em razão da covid-19, mas não deixam de animar. Afinal, em 2017, 2018 e 2019, o PIB cresceu 1,3%, 1,3% e 1,1% ao ano, respectivamente, e ganhou o apelido de “pibinho”.

Além disso, o Ibovespa, principal índice da B3, está fechando um bom segundo semestre, suficiente para reverter a timidez do primeiro trimestre do setor. Tudo indica que, animado pelo PIB trimestral, o gráfico feche entre 128 mil e 130 mil pontos, levando a tendência de consolidação e crescimento sutil para o 3T2021.

Tudo isso é pouco para poder afirmar que a década vai ser melhor, mas aponta para um caminho mais animador.

Fonte: Parmais, ADVFN, Estadão E-Investidor, Mais retorno.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Câmbio
  • Dolar
  • Economia
  • Real
Cotações
08/01/2026 12h41 (delay 15min)
Câmbio
08/01/2026 12h41 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Aposta de US$ 30 mil vira mais de US$ 400 mil após captura de Maduro e levanta suspeitas de insider trading

  • 2

    Carteiras recomendadas para janeiro de 2026

  • 3

    Nem Venezuela, nem eleições: Ibovespa deve ignorar incertezas e chegar a 192 mil pontos em 2026, diz Ágora

  • 4

    Veja quais ações você deve comprar (ou evitar) em 2026, um ano eleitoral e com Selic menor

  • 5

    Pé-de-Meia 2026: veja o calendário de pagamentos para estudantes que concluíram o ensino médio

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Este foi o maior prêmio da história da loteria americana
Logo E-Investidor
Este foi o maior prêmio da história da loteria americana
Imagem principal sobre o Tem direito ao saldo retido do FGTS e não recebeu? Veja o que fazer
Logo E-Investidor
Tem direito ao saldo retido do FGTS e não recebeu? Veja o que fazer
Imagem principal sobre o Aumento da passagem em SP: como ficam os créditos comprados antes?
Logo E-Investidor
Aumento da passagem em SP: como ficam os créditos comprados antes?
Imagem principal sobre o Quando o pagamento do Bolsa Família será antecipado em 2026?
Logo E-Investidor
Quando o pagamento do Bolsa Família será antecipado em 2026?
Imagem principal sobre o Como usar o ventilador estrategicamente para gastar menos na conta de luz?
Logo E-Investidor
Como usar o ventilador estrategicamente para gastar menos na conta de luz?
Imagem principal sobre o CadÚnico: como funciona o sistema de alerta por cores do app
Logo E-Investidor
CadÚnico: como funciona o sistema de alerta por cores do app
Imagem principal sobre o Bolsa Família: como fazer a atualização presencial no CRAS?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: como fazer a atualização presencial no CRAS?
Imagem principal sobre o Como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de luz?
Logo E-Investidor
Como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de luz?
Últimas: Mercado
Cotas da China derrubam ações de frigoríficos, mas reação do mercado foi exagerada; entenda por quê
Mercado
Cotas da China derrubam ações de frigoríficos, mas reação do mercado foi exagerada; entenda por quê

Imposição de tarifa adicional de 55% de Pequim para carne bovina importada atingiu em cheio JBS, Minerva e Marfrig; veja recomendações e preços-alvo

08/01/2026 | 10h30 | Por Leo Guimarães
Bolsas globais caem com ajuste de risco, dados de emprego nos EUA e tensão envolvendo Venezuela
CONTEÚDO PATROCINADO

Bolsas globais caem com ajuste de risco, dados de emprego nos EUA e tensão envolvendo Venezuela

Patrocinado por
Ágora Investimentos
CDBs do Banco Master: a peça que está impedindo o FGC de pagar os investidores
Mercado
CDBs do Banco Master: a peça que está impedindo o FGC de pagar os investidores

Fundo Garantidor de Crédito irá ressarcir até R$ 250 mil investidos em CDBs do Master, incluindo os juros devidos até a data da liquidação

08/01/2026 | 05h30 | Por Jenne Andrade
Ibovespa hoje retoma alta em meio à crise do Master, tensões EUA-Venezuela e dados de produção industrial
Mercado
Ibovespa hoje retoma alta em meio à crise do Master, tensões EUA-Venezuela e dados de produção industrial

O tom negativo no exterior penaliza a Bolsa hoje, embora a alta do petróleo seja favorável. Veja como o Ibov reage hoje (8)

08/01/2026 | 04h30 | Por Camilly Rosaboni

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador