As ações da Braskem (BRKM5) fecharam em alta nesta sexta-feira (13) após derreterem mais de 11% na sessão anterior. No fechamento, a BRKM5 subiu 1,97% a R$ 9,79.
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As ações da Braskem (BRKM5) fecharam em alta nesta sexta-feira (13) após derreterem mais de 11% na sessão anterior. No fechamento, a BRKM5 subiu 1,97% a R$ 9,79.
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Na quinta-feira (12), o papel da companhia teve um tombo de 11,27% enquanto o mercado repercutia a notícia de que a companhia teria sido responsável por um impacto bilionário na carteira de crédito do Banco do Brasil (BBAS3). Na verdade, a perda do BB no balanço, como apurou o Estadão/Broadcast, não envolve diretamente a Braskem, mas sim ações da empresa que estavam em poder do banco, dadas como garantia pela Novonor (ex-Odebrecht), que era a controladora da petroquímica.
O Banco do Brasil afirmou, em sua divulgação de resultados, que um atraso superior a 90 dias de R$ 3,6 bilhões de um único cliente afetou índice de inadimplência da instituição no quarto trimestre. A taxa de inadimplência do BB teria ficado em 4,88% no quarto trimestre sem esse caso. Com a empresa em questão, o indicador ficou em 5,17%.
Como o banco não revelou o nome da empresa, por questões da lei de sigilo bancário, fontes do mercado informaram que a empresa em questão seria a Braskem, o que derrubou as ações da petroquímica. No entanto, em comunicado ao mercado publicado no fim da tarde, a empresa negou ter essa exposição financeira com o BB, afirmando que segue adimplente.
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A baixa de R$ 3,6 bilhões que o Banco do Brasil reconheceu no balanço no quarto trimestre de 2025 envolveu ações da Braskem que o banco recebeu em 2016 como garantia de empréstimos para o então grupo Odebrecht, hoje Novonor, antes de o conglomerado entrar em recuperação judicial em meio aos problemas gerados pela operação Lava Jato.
Em dezembro de 2025, a gestora IG4 Capital fechou um acordo para adquirir as dívidas garantidas por ações da Braskem, avançando sobre o controle da empresa. Essa operação envolveu, além do BB, ações também detidas por Itaú, Santander e Bradesco, totalizando cerca de R$ 20 bilhões (leia nesta matéria do Estadão).
Assim como o BB, Bradesco, Santander e Itaú e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são credores da Novonor com uma dívida estimada em R$ 20 bilhões. A Novonor era a controladora da Braskem, com uma participação de 50,1% das ações ordinárias, junto com a Petrobras (com uma fatia de 47% dos papéis com direito a voto).
Os bancos contrataram a gestora IG4 para que um fundo dela assumisse a dívida e ficasse com o controle da Braskem. O negócio foi concretizado, mas ainda precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Quando a IG4 assumiu a dívida dos bancos, que foi transferida para um fundo, o BB reconheceu como perda a operação (por conta da desvalorização no preço das ações, entre a cessão das garantias pela então Odebrecht e atualmente), de acordo com fontes. Mas o objetivo é recuperar os recursos depois, com a melhora da Braskem.
A Braskem emitiu um comunicado a mercado na quinta-feira (12) dizendo que segue adimplente com as obrigações que mantém com o Banco do Brasil e que não tem exposição financeira material com a instituição, nem tinha em 2025.
A empresa também negou que tenha ficado inadimplente no último trimestre de 2025.
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