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Mercado

Cielo (CIEL3): Parceria com Facebook é suficiente para mudar recomendação?

Analistas seguem cautelosos com futuro da companhia de pagamentos

logo da Cielo
Foto: Amanda Perobelli/Reuters
  • Cielo anunciou nesta segunda-feira (15) acordo com o Facebook para viabilizar transferências de dinheiro via Whatsapp
  • As ações da empresa saltaram na bolsa, mas analistas olham o futuro da companhia de pagamentos com cautela
  • Recomendações dos especialistas consultados continuam as mesmas de antes do anúncio - neutras ou de venda

A notícia da parceria entre Cielo e Facebook balançou a Bolsa de Valores antes da abertura do pregão da segunda-feira (15). As informações de que as empresas lançariam uma nova forma de realizar transferências de dinheiro, via Whatsapp, animou os investidores e culminou em uma alta de 14%, para R$ 4,80, nos papéis de processadora de pagamentos eletrônicos. Na outra ponta, as concorrentes Stone e PagSeguros terminaram o pregão em baixa, de 0,11% e 2,57% respectivamente. Seria o momento de apostar em CIEL3?

Na opinião dos analistas consultados pelo E-Investidor, apesar de ser uma informação positiva, é cedo para mensurar o impacto que a nova operação terá nos negócios da Cielo e, por ora, as recomendações seguem as mesmas – neutra ou de venda para o papel.

“A Cielo era líder de mercado, mas começou a perdeu bastante do seu market share para as novas fintechs”, explica Paloma Brum, analista de investimentos da Toro. “O que eu vejo é que não muda muito o cenário de longo prazo. Não acredito que mudaremos a recomendação atual (neutra) tão cedo.”

Para a especialista, a tese de investimentos em relação à empresa não muda, mas a parceria com o Facebook é um importante passo em direção à renovação das operações e da ampliação de participação no mundo digital. “Isso traz otimismo para os investidores que já tinham Cielo, e que estavam ali esperando para vender o papel. E também para o investidor de longo prazo que quer ver a empresa reagindo e ganhando mercado novamente.”

De acordo com José Cataldo, head de research de Ágora Investimentos, outro fator que deve ser levado em consideração na análise é que a nova tecnologia pode demorar um pouco para ‘engrenar’ devido ao número limitado de bancos emissores.

“O sucesso de tudo isso depende também do aumento de emissores. Sem os bancos de grande porte, 50% de todas as contas não poderão receber e transferir dinheiro pelo whatsapp, o que é um limitador de crescimento”, afirma Cataldo. Atualmente, as instituições financeiras locais que participarão dos testes são o Banco do Brasil, Nubank e Sicredi. Assim como a Toro, a recomendação da Ágora é neutra para CIEL3.

Já Eduardo Nishio, analista-chefe do Plural, destaca que a parceria não é de exclusividade, ou seja, no médio e longo prazo outros players concorrentes da Cielo podem participar da iniciativa. “A parceria obviamente é uma notícia ótima para a empresa, mas ainda é necessário analisar, fazer as contas”, diz Nishio. A atual recomendação do Plural para os papéis é de venda.

Recomendações são de longo prazo

Além da parceria com o Facebook, a empresa de pagamentos colocou em prática outras ações relacionadas à inovação nos últimos meses. A Cielo foi a primeira adquirente a permitir o uso do cartão virtual da Caixa, do auxílio emergencial, nas máquinas de pagamento, e também se beneficia do aumento de utilização de cartões de crédito durante a quarentena do coronavírus.

Os dois pontos pesam a favor de empresa, mas os resultados ruins divulgados nos últimos anos ainda não abriram espaço para mudar as recomendações. “Nós temos o mesmo rating para para Cielo há alguns anos”, afirma Nishio. “A empresa perdeu lucro, perdeu parcela de mercado, receita, ou seja, os resultados ainda foram fracos.” No 1º trimestre de 2020, a Cielo (CIEL3) registrou queda de 56,7% no lucro líquido.

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