Por lá, algumas das maiores instituições publicaram ganhos maiores que o esperado, o que ajudou a impulsionar o desempenho dos ativos. Nos Estados Unidos a sessão também foi favorecida por resultados positivos das empresas, porém o PIB aquém do esperado e a aceleração dos preços de gastos com consumo ainda sustentam alguma preocupação em relação à atividade econômica do país e à trajetória dos juros.
O vento das commodities na sessão de hoje foi levemente favorável – nesta madrugada o contrato futuro do minério de ferro avançou 0,56% na bolsa de Dalian, enquanto o petróleo Brent subiu 0,64%. Por aqui, o Ibovespa conseguiu encerrar a sequência de três sessões seguidas de fechamento em baixa, e subiu 0,60% aos 102.923 pontos com giro financeiro de R$ 22,3 bilhões.
O ambiente externo e a alta das commodities ajudou na performance, porém é importante destacar a melhora na percepção sobre o risco fiscal após a decisão do STJ favorável ao governo em relação a cobrança de IRPJ e CSLL sobre benefícios fiscais de ICMS, que deve representar R$ 90 bilhões de
arrecadação aos cofres públicos.
E a alta do índice da bolsa brasileira poderia ser ainda maior, não fosse o forte recuo das ações da Petrobras reagindo à aprovação de oito novos membros pelo Conselho de Administração na Assembleia
Geral Ordinária que ocorreu hoje. Por fim, o dólar teve forte queda frente ao real de R$ 1,52%, cotado a R$ 4,98, enquanto nos juros, houve alta dos vértices mais curtos, e fechamento nos vencimentos mais longos.