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Fundos do Itaú concentram 64% das debêntures da Raízen; AZ Quest tem 50% do GPA

As duas empresas pediram recuperação extrajudicial nesta semana.

Por Marília Almeida

13/03/2026 | 19:41 Atualização: 13/03/2026 | 20:23

Itaú Unibanco: atualmente a exposição da Itaú Asset representa menos de 0,2% do PL dos fundos que investem em crédito privado, diz o banco. (Foto: Adobe Stock)
Itaú Unibanco: atualmente a exposição da Itaú Asset representa menos de 0,2% do PL dos fundos que investem em crédito privado, diz o banco. (Foto: Adobe Stock)

A gestora de fundos do Itaú concentrava 64% do valor total de debêntures da Raízen alocadas em fundos de investimento no País (R$ 1,2 bilhão), enquanto a AZ Quest tinha 50% das debêntures do Grupo Pão de Açúcar (GPA) (R$ 170 milhões) que estão na carteira dos fundos em novembro do ano passado, último dado disponível. É o que aponta um levantamento feito pelo professor do Centro de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Cef), Ricardo Rochman, com dados da Economatica. Isso torna as gestoras as mais expostas à crise pelo qual passam as duas empresa, que pediram recuperação extrajudicial no início desta semana. A Raízen precisa pagar uma dívida de R$ 65 bilhões, enquanto o GPA encara débitos no montante de R$ 4,5 bilhões.

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No caso de debêntures da Raízen, além de 64,6% que estavam nas mãos da Itaú Asset, o banco mais exposto à empresa era o Banco do Brasil, que ficava com 10,3% do volume total de debêntures da companhia em fundos (R$ 194 milhões). Ele era seguido pelo BTG, que tinha 5,9% (R$ 111 milhões); o Santander, que tem 1% (R$ 19 milhões), e o Bradesco e a XP, que ficam com 0,3% (R$ 6,2 milhões e R$ 5,8 milhões, respectivamente). O restante (17,5%) do volume (R$ 331 milhões) está pulverizado entre as gestoras independentes.

Títulos (principalmente debêntures) nos fundos dessas gestoras em 30/11/2025 Raízen R$ x 1000 Participação em relação ao total da amostra GPA (CBD) R$ x 1000 Participação em relação ao total da amostra
BB 194.906,5 10,3% 0,0 0,0%
Bradesco 6.282,8 0,3% 0,0 0,0%
BTG Pactual 111.765,0 5,9% 0,0 0,0%
Caixa 0,0 0,0% 0,0 0,0%
Itaú 1.222.121,5 64,6% 1.274,5 0,5%
Santander 19.300,2 1,0% 0,0 0,0%
XP 5.823,8 0,3% 0,0 0,0%
Outros 331.875,4 17,5% 242.758,8 99,5%
Total (R$ x 1000) 1.892.075,3 100,0% 244.033,3 100,0%

Os dados são de 30 de novembro de 2025, pois os fundos demoram cerca de três meses para divulgar suas carteiras. É possível que existam mais títulos do GPA e Raízen nos fundos, mas Rochman aponta que não é fácil de capturar por causa dos sistemas de cada gestora. “Por isso a tabela é uma aproximação da realidade”. Lembrando que foram considerados na conta apenas fundos de investimento: as instituições financeiras podem ter mais debêntures espalhadas em suas carteiras administradas e, no caso dos bancos, em suas tesourarias, conclui.

Procurado, o Itaú aponta que, atualmente, a exposição da gestora na Raízen representa menos de 0,2% do patrimônio líquido dos fundos que investem em crédito privado. Considerando a dívida total da companhia, a exposição é inferior a 2% da dívida bruta.

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Estudo feito por Einar Rivero, da Elos Ayta, mostra que os fundos do banco têm menos de 1% alocado nas debêntures.

Fundo Total de debêntures da Raízen na carteira (em R$) Porcentual da carteira Patrimônio Data da carteira
Top RF Mix Cred Priv LP FIF Resp Limitada 26.092 0,51 5.072.120 30/11/2025
Special RF Ref DI FIF Resp Limitada 54.336 0,00042 129.359.979 31/01/2026
Itaú RF Cred Priv Master Active Fix FIF Resp Limit 76.409 51,00 14.852.840 30/11/2025
Itaú RF Cred Priv Diferenciado Fundo 128.098 0,30 42.171.029 30/11/2025
Itaú Flexprev High Yield FIF RF Cred Priv – Resp L 81.316 0,51 15.963.563 30/11/2025
Itaú Flexprev Active Fix FIF RF Cred Priv – Resp L 76.865 0,51 15.260.618 30/11/2025
Itaú Flexprev Sinfonia FIF Mult Cred Priv – Resp L 133.841 0,90 14.889.965 30/11/2025
Itaú Sinfonia Mult Cred Priv FIF Resp Limitada 79.745 0,90 8.819.671 30/11/2025
Itaú Flexprev High Yield II FIF Mult Créd Priv – R 276.307 0,51 54.252.993 30/11/2025
Itaú Deb Inc CDI V FIF Incentivado Infra RF Cred P 20.587 0,69 2.964.636 30/11/2025
Itaú Debêntures Incentivadas CDI VI FIF Incentivad 83.423 0,80 10.412.930 30/11/2025
Itaú Private Deb Incentivadas Pós Fixado Fundo Inc 27.125 0,86 3.163.106 30/11/2025

Quando estourou a fraude das Americanas, o Itaú também era um dos mais expostos a títulos da empresa, o que fez com que deixasse de liderar o ranking dos Melhores Fundos feito pela FGV por dois anos consecutivos. Contudo, o valor que o banco tinha investido na rede varejista empresa era bem maior do que o que tem na Raízen: beirava R$ 3 bilhões.

Em fundos de renda fixa ou crédito privado, que normalmente têm volatilidade baixa, uma perda de 1% em poucos dias já é suficiente para derrubar o desempenho relativo no ranking anual. Rankings geralmente avaliam rentabilidade ajustada ao risco em 12 ou 24 meses. Quando alguns fundos grandes da casa sofrem quedas abruptas de cota, volatilidade inesperada e resgates pesados, isso puxa para baixo o resultado médio da gestora no período.

Debêntures GPA

Já no caso das debêntures do GPA, os grandes bancos não tinham nenhuma exposição aos títulos em novembro, exceto o Itaú, que tinha 0,5%. Neste caso, as seguintes gestoras de fundos independentes concentram o volume de debêntures, por ordem da maior para menor concentração: AZ Quest, SPX, Legacy, JGP, Valora, Vinland e Scalare, conforme tabela abaixo:

Gestoras Títulos GPA em  30/11/2025 em R$ x 1000 Part. %
Az Quest             171.075,9 50,6%
Spx Capital               52.673,4 15,6%
Legacy Capital               22.904,2 6,8%
Jgp Gestão de Crédito Ltda.               16.699,5 4,9%
Valora Renda Fixa Ltda.               14.498,2 4,3%
Vinland Capital Management Credito Priva               14.260,9 4,2%
Scalare Capital               12.586,0 3,7%
Af Invest                 8.030,8 2,4%
Vista Real Estate                 6.201,8 1,8%
Credit Suisse Hedging-Griffo Wealth Mana                 1.572,3 0,5%
Norte Asset Management Gestão de Recurso                 1.545,2 0,5%
Itau Asset                 1.274,5 0,4%
Riza Líquidos                     787,0 0,2%
Suno Asset Management                     692,7 0,2%
Quatá Investimentos                     656,1 0,2%
Rubik Capital                     467,2 0,1%
Tivio Capital                     359,0 0,1%
Schroder Investment                     168,8 0,0%
BNP Paribas Asset Ma                     165,6 0,0%
Multinvest Capital                     134,5 0,0%
Xp Advisory Gestao de Recursos                       83,3 0,0%
Daycoval Asset Manag                       42,1 0,0%
Guardian Gestora                       22,1 0,0%
Kadima Gestão                       16,2 0,0%
Lakewood Investment Management                         3,7 0,0%
Outras               11.231,4 3,3%
Total (R$ x 1000)             338.152,5 100,0%

A Az Quest tem títulos da Raízen distribuídos em cinco estratégias diferentes. Ou seja, cada fundo pode ter um porcentual diferente dos títulos. Mas o fundo com maior exposição às debêntures do GPA tinha 2% de sua carteira atrelada aos títulos. Dos R$ 40 bilhões sob gestão da AZ Quest, R$ 30 bilhões estão relacionados a fundos de crédito.

Impacto para os cotistas

O impacto para o investidor vai depender da concentração dos títulos dessas empresas nas carteiras de cada um dos fundos. Rochman crê que esses impacto será, em geral, limitado.

Contudo, o investidor vai perceber queda no valor de sua cota, pois os fundos terão que marcar o valor dos títulos ao mercado. “Entre esta e a próxima semana veremos os impactos”, aponta Rochman.

Ainda que as debêntures representam 0,90% dos fundos, caso caíam 50%, como aconteceu com alguns títulos da Raízen, o cotista já verá uma marcação a mercado negativa de 0,45%. “O valor da cota cai de um dia para outro. Não precisa ter muito na carteira para sentir as dores da desvalorização das debêntures“.

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Depois da marcação a mercado, restará esperar o plano de recuperação. As gestoras poderão tentar vender os títulos no mercado, mas, neste caso, amargarão perdas.

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