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Mercado

Denis Morante: “Podemos ter uma janela de IPOs logo após as eleições”

Sócio-fundador da Fortezza Partners fala sobre o cenário de aberturas de capital e M&A para 2022

Por Luíza Lanza

20/06/2022 | 10:14 Atualização: 20/06/2022 | 10:14

Denis Morante, sócio-fundador da Fortezza Partners. (Foto: Cauê Diniz/Divulgação)
Denis Morante, sócio-fundador da Fortezza Partners. (Foto: Cauê Diniz/Divulgação)

Depois de um 2021 com mais de 40 IPOs (ofertas públicas iniciais), coisa que não se via na Bolsa de Valores brasileira desde 2007, a B3 está prestes a encerrar o primeiro semestre do ano sem nenhuma nova abertura de capital.

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Não faltam motivos para justificar porque as empresas estão receosas em acessar o mercado de capitais: guerra na Ucrânia, inflação e juros em alta no Brasil e no mundo e uma eleição presidencial estão no radar. Mas isso não significa que as companhias não estejam se movimentando.

Mesmo com o cenário macroeconômico incerto, o mercado de M&A (fusões e aquisições) segue aquecido no País, após mais de 1,9 mil transações em 2021, um recorde. Na primeira semana de junho, por exemplo, os acionistas de BR Malls e Aliansce Sonae aprovaram a união dos negócios das duas companhias, resultando na maior empresa de shoppings da América Latina.

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Para Denis Morante, sócio-fundador da Fortezza Partners, boutique de investimentos especializada em M&A, o movimento no setor de shoppings ilustra uma tendência que se consolidou no pós-pandemia, período em que muitas empresas tiveram seus modelos de negócios afetados.

Ao contrário da oferta pública de ações, o mercado de M&A segue a todo vapor independente da volatilidade no mercado de ações. Muitas vezes, até por causa dela.

“O M&A se alimenta tanto na saúde quanto na doença. Quando essas empresas têm seus preços deprimidos na bolsa, podem receber propostas não solicitadas para serem adquiridas por alguém, exatamente por estarem ficando baratas”, explica.

Para o especialista, a perspectiva é que o mercado de M&A no Brasil ultrapasse duas mil operações neste ano. Até lá, entre os movimentos de fusões e aquisições, também deve surgir uma janela para quem quiser ir à Bolsa se capitalizar nos últimos meses do ano, logo após as eleições.

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Morante fala sobre o cenário macroeconômico difícil que levou a janela de IPOs a se fechar e as tendências no mercado de M&A que devem ficar no radar do investidor.

E-Investidor – Estamos prestes a encerrar o primeiro semestre de 2022 sem nenhuma oferta pública na B3. O que fez a janela de 2021 se fechar?

Denis Morante – Isso aconteceu no mundo inteiro, muito por conta desse panorama macroeconômico impregnado por inflação e aumentos excessivos e necessários nos juros, além da guerra que quebrou diversas cadeias produtivas. Esse amargor que houve no mundo veio na sequência de uma euforia muito grande.

Os IPOs acabam tendo uma interrupção por serem muito relacionados à temperatura do mercado de ações.

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A perspectiva é que a bolsa brasileira continue sem nenhum IPO até o final de 2022?

Morante – A minha leitura é que talvez haja uma janela logo após o segundo turno das eleições, ali em novembro e dezembro. É uma janela que existe também do ponto de vista regulatório, visto que as aberturas de capital exigem que a empresa já tenha publicado o balanço. Então novembro e dezembro são meses em que isso já é possível.

Saindo um pouco dessa incerteza quanto à eleição, podem haver alguns IPOs de empresas que já estejam prontas e continuem tendo interesse em acessar o mercado de capitais. Mas, de qualquer forma, a quantidade vai ser muito menor do que em 2021, uma vez que ainda estamos parados.

Com a Selic em 13,25% ao ano, a Bolsa ainda é uma boa opção para as empresas?

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Morante – Sim, tanto que naquela febre de IPOs que ocorreu em 2007 os juros também estavam na casa de 10%. Não dá para fazer uma correlação entre o patamar dos juros agora e a quantidade baixa de IPOs.

O fato é que a euforia vista em 2020 e 2021 estava bastante conectada com os juros estarem baixos demais. O que está acontecendo agora é que os investidores de varejo estão menos compradores de ações comparado ao que estavam no ano passado, até porque ganhar 13% na renda fixa sem fazer nada é muito mais fácil do que investir na bolsa.

As empresas podem continuar contando com a possibilidade do IPO, o mercado de ações ainda é uma tremenda opção para elas. Mas, no fundo, não está acontecendo nenhuma oferta agora porque o empresário brasileiro gosta de vender bem caro o IPO.

Criou-se essa impressão de que na bolsa ou se consegue preços estratosféricos ou é melhor não fazer a oferta. E isso, em 2022, não vai conseguir. Um preço justo de valuation consegue, sempre tem comprador.

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No ano de 2021 houve recorde de fusões e aquisições. Qual a perspectiva para o mercado de M&A em 2022?

Morante – Estamos perto de conseguir quase duas mil transações por ano. Em 2019, tínhamos batido 1.200, o que já era um recorde histórico para o Brasil. Esperava-se que em 2020 o número de M&As chegasse a 1.500 ou 1.600, porque já vinha em um ritmo muito bom. Mas caiu levemente para 1.100 naquele ano, e todo esse acumulado de transações que não saiu apareceu em 2021. Tanto porque os juros estavam muito baixos quanto pelo fato de a pandemia ter impulsionado uma série de movimentos de consolidação de tecnologia. O crescimento de 2020 para 2021 foi muito anormal.

Em 2022, ao contrário dos IPOs, não houve uma interrupção. O mercado de M&A continua em um volume bem alto no Brasil e ainda deve haver um aumento em relação a 2021, mas não vai ser tão significativo quanto foi o aumento de 2020 para 2021.

Por que as operações de fusões e aquisições não foram interrompidas como foram os IPOs?

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Morante – M&A é um movimento de longo prazo e que não depende da temperatura do índice Ibovespa, do ânimo de investidores querendo comprar um papel. Ele depende de uma vontade estratégica de médio e longo prazo.

A única vez que eu vi o mercado de M&A parar foi quando a visibilidade sumiu na crise de 2008, e em março, abril e maio de 2020. Nem o impeachment de Dilma Rousseff e a crise econômica de 2015 fizeram o mercado parar ou reduzir significativamente.

O movimento e as tendências de investimento em tecnologia continuam fortes, os fundos de private equity continuam buscando oportunidades de se consolidar no Brasil. Todas essas tendências estão aí. E isso me faz ler que o mercado de 2022 vai crescer em relação ao de 2021 e vamos passar a cifra de duas mil transações no ano, independente de ter um PIB que não vai ser muito forte ou da escalada nos juros.

A grande parte das empresas que estrearam na B3 em 2021 acumula queda nas ações até aqui. A desvalorização dos papéis pode dar espaço para fusões e aquisições no lugar de follow-ons?

Morante – Exatamente.  Algumas empresas podem receber propostas não solicitadas para serem adquiridas por alguém, exatamente por estarem ficando baratas na bolsa. O M&A se alimenta tanto na saúde quanto na doença.

Em junho, os acionistas de BR Malls e Aliansce Sonae aprovaram a união dos negócios. O que leva empresas tão grandes a optar pela fusão?

Morante – Esse é um movimento que não posso dizer que é por conta do aumento dos juros, por exemplo. Mas, na minha opinião, tem muito a ver com a pandemia. O setor de malls passou a ser bastante questionado, tanto que não vemos mais tantos shoppings novos serem lançados no Brasil. O movimento que vem na sequência é uma consolidação, que acaba juntando dois ícones que são BR Malls e Aliansce Sonae.

Talvez, se o mercado estivesse galopando, shoppings novos sendo inaugurados, nenhum dos dois grupos de acionistas pensasse em fazer essa transação. Eu acho que é bastante saudável para o mercado.

O momento da economia atinge de forma diferente os setores?

Morante – Sim. Um exemplo para ilustrar isso são as batalhas que Arezzo e Soma estão travando no mercado para comprar ícones como Hering ou empresas digitais nativas em moda. Esse é um setor que foi afetado diretamente na questão da loja física e algumas marcas nativas digitais decolaram por causa da pandemia.

Empresas grandes saem em busca desses ativos ou estão interessadas em comprar uma empresa grande que estava depreciada, mas que tem excelentes marcas e uma boa execução, como a Hering. Esse é um setor que vinha há bastante tempo parado e a pandemia fez as movimentações de M&A acontecerem.

Saúde também é um setor que já vinha em uma consolidação nessas operações, aceleradas significativamente no pós-pandemia. É o caso de Intermédica com Hapvida, Rede d’Or comprando SulAmerica, e há alguma movimentação que pode vir a acontecer com Amil. A pandemia mexeu com as rentabilidades do setor como um todo e provocou transações que talvez ninguém imaginasse.

Algum setor específico deve ganhar relevância neste tipo de operação ainda em 2022?

Morante – Um setor que está sempre em pauta e sempre aquecido é o agronegócio. Pecuária, agricultura, distribuidores, varejistas, fabricantes de produtos, pessoal relacionado à armazenagem e logística. Tem tido um movimento perceptível também em concessionárias de veículos, liderado principalmente pela Simpar.

Um outro setor que destacamos é a indústria do cuidado com a morte, cemitérios e planos funerários. A partir da privatização (concessão de serviços funerários) que deve ocorrer no município de São Paulo, pode haver um impulso bastante significativo.

Pensando no lado do investidor, por que é importante acompanhar as movimentações de M&A?

Morante – Comprar ações, de uma maneira geral, requer muita análise. Não adianta só olhar o múltiplo preço/lucro: é preciso estar atento a várias outras variáveis para saber a hora de comprar ou a hora de sair dos ativos. Certamente, seria interessante olhar para as tendências de M&A no setor em que ele investe.

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