• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Haddad propõe tirar fundos da CVM e levar ao BC após caso Master: veja o que muda para o investidor

Debate sobre tirar a supervisão da CVM reacende discussões sobre risco, governança e segurança jurídica dos FIDCs e do mercado de capitais

Por Isabela Ortiz

20/01/2026 | 12:12 Atualização: 20/01/2026 | 12:12

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende reforço da supervisão dos fundos de investimento após escândalo envolvendo o Banco Master. (Foto: Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende reforço da supervisão dos fundos de investimento após escândalo envolvendo o Banco Master. (Foto: Agência Brasil)

A proposta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de transferir a fiscalização dos fundos de investimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o Banco Central (BC) surge após o escândalo de fraude bancária envolvendo o Banco Master. O ministro, que também preside o Conselho Monetário Nacional (CMN) — órgão regulador do BC —, levanta o debate sobre quem deve supervisionar o crescimento acelerado dos fundos, especialmente os de crédito, como os Fundos de Investimento com Direitos Creditórios (FIDCs). Para o investidor, a discussão vai além de uma simples troca de regulador e envolve riscos, governança, eficiência da fiscalização e segurança jurídica.

Leia mais:
  • Onde investir o ressarcimento do FGC dos CDBs do Master: opções seguras e rentáveis
  • Mais um ano de seca de IPOs na B3? Empresas esperam brecha para abertura de capital no Brasil, mas Wall Street atrai mais olhares
  • Participação estrangeira em fundos imobiliários tem espaço para crescer, avalia Hedge Investments
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Hoje, a fiscalização do mercado de capitais é compartilhada entre diferentes atores. A CVM é responsável pela regulação e supervisão dos fundos, enquanto a Anbima atua como autorreguladora, criando códigos de boas práticas e acompanhando a conduto dos participantes. Já o Banco Central concentra-se na supervisão prudencial do sistema financeiro, com foco em risco sistêmico e estabilidade.

Na avaliação de Lucas Sigu, sócio-fundador da Ciano Investimentos, o ponto central não é substituir um órgão pelo outro, mas entender que cada instituição tem um papel distinto e potencialmente complementar.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

“Na nossa visão, cada um realmente deveria estar no seu papel e atuar no seu momento”, afirma. Para ele, a CVM deve continuar responsável pela legislação, regras e acompanhamento do dia a dia das instruções que regem os fundos, enquanto o Banco Central teria um papel mais executivo, com maior poder de fiscalização direta.

Sigu ressalta que, na prática, a Anbima já exerce um papel semelhante ao de um braço operacional da CVM. Isso ocorre porque a entidade dispõe de maior autonomia financeira, estrutura própria e capacidade de monitoramento contínuo das instituições associadas, o que permite uma atuação mais ágil do que a do regulador estatal em algumas frentes.

Dessa forma, a eventual entrada do BC não representaria, necessariamente, uma fiscalização “mais rigorosa” do ponto de vista técnico, já que a Anbima já cumpre parte relevante dessa função.

O diferencial, segundo ele, estaria no alcance dos poderes legais. Ao contrário da autorregulação, o Banco Central dispõe de instrumentos coercitivos que a Anbima não possui, como a aplicação de sanções administrativas mais amplas e a imposição de medidas com força de lei.

Publicidade

Nesse contexto, a atuação do BC seria complementar, somando autoridade regulatória e poder de fiscalização estatal à capacidade operacional já existente da Anbima.

“Não se trata de substituir ou tornar a fiscalização mais criteriosa em termos absolutos, mas de complementar com a atuação da Anbima com a autonomia e o poder de fiscalização que só o governo possui”, resume Sigu.

Debate aumenta à medida que FIDCs ganham espaço

Os FIDCs cresceram rapidamente nos últimos anos por atenderem a uma lacuna estrutural do crédito no Brasil.

Segundo o sócio-fundador da Ciano, muitas empresas (especialmente médias e pequenas) enfrentam dificuldades para acessar crédito bancário tradicional, seja pela exigência de garantias elevadas, seja pelo alto custo dos empréstimos. “Os principais bancos são poucos, e a gente fica à mercê do que eles têm de crédito para oferecer”, afirma.

  • FIDCs descomplicados: como funcionam, vantagens, riscos e como investir com mais retorno que o CDI e sem come-cotas

Nesse contexto, os FIDCs passaram a atuar como uma alternativa relevante, antecipando recebíveis e oferecendo financiamento de curto prazo, com análise mais próxima da realidade do empresário.

Diferentemente dos bancos, esses fundos costumam olhar contratos, faturas, perfil do negócio e capacidade de pagamento, e não apenas o histórico bancário, o que permite maior alavancagem para as empresas.

Do lado do investidor profissional, esse modelo abriu espaço para retornos mais elevados, frequentemente acima do CDI, com risco mitigado pela diversificação de sacados e cedentes.

“Você dá oportunidade para um investidor investir em algo que tem retorno de 120%, 150% ou até 200% do CDI, com risco diluído pela diversificação e pelo contato direto com os empresários”, explica Sigu.

O principal desafio, no entanto, está nas irregularidades

Por lidarem com ativos menos padronizados e com operações muito próximas do “chão de fábrica”, os FIDCs ficam mais expostos a falhas de governança e problemas de informação.

Publicidade

Para Pedro Baumeier, gestor de crédito privado da Bloxs, a proposta de Haddad parte de uma preocupação legítima com o crescimento dos fundos de crédito e com a necessidade de reforçar a supervisão.

Ele avalia que o Banco Central possui vantagens claras nesse campo. “O Banco Central faz supervisão prudencial, contínua e com poder legal direto”, afirma. Isso significa acesso mais detalhado a informações operacionais e contábeis, acompanhamento recorrente dos fluxos, controles internos e risco de crédito, além da possibilidade de fiscalizações presenciais e aplicação de sanções que afetam diretamente a operação das instituições.

Já a Anbima, segundo Baumeier, cumpre um papel relevante ao elevar padrões de governança e transparência, mas sua atuação é baseada na autorregulação e em práticas de mercado. Na visão dele, “ela é complementar, não substitui a fiscalização estatal”, diz.

Ainda assim, Baumeier pondera que os FIDCs não são, por natureza, veículos mais irregulares. Problemas costumam surgir quando há falhas na estrutura, na origem dos ativos ou no monitoramento.

“Quando o fundo é bem estruturado, com segregação clara de funções, auditoria e mecanismos de proteção, ele pode ser até mais seguro do que outras formas de concessão direta de crédito”, afirma.

O alerta sobre a transferência da fiscalização da CVM para o BC

Embora o BC tenha uma atuação mais voltada ao risco sistêmico, a CVM possui expertise específica na proteção do investidor e na lógica do mercado de capitais.

Publicidade

“Uma eventual mudança precisa ser muito bem calibrada para evitar sobreposição de competências ou perda de eficiência regulatória”, afirma Baumeier.

Para ele, o risco é criar insegurança regulatória e ruído, sem atacar o problema central: a necessidade de fortalecer a supervisão ao longo de toda a cadeia do crédito, de forma coordenada. Esse ponto também é reforçado pela Anbima.

Em posicionamento oficial, a associação destacou que um mercado de capitais forte depende de regulação sólida, regras claras, supervisão rigorosa e punições eficazes, independentemente de quem seja o responsável formal pela fiscalização.

A entidade lembra que a indústria brasileira de fundos está entre as dez maiores do mundo, com patrimônio superior a R$ 10 trilhões, resultado de um arcabouço regulatório e autorregulatório robusto, construído ao longo do tempo por instituições como a CVM e a própria Anbima.

Publicidade

A associação reconhece que o momento é atípico, diante das restrições orçamentárias da CVM e do processo de renovação de seu colegiado, mas ressalta que qualquer mudança deve ser conduzida de forma cuidadosa, transparente e tecnicamente aprofundada.

“Sempre priorizando o fortalecimento da proteção ao investidor”, afirmou a Anbima, que se colocou aberta ao diálogo com os órgãos competentes.

Para o investidor, o principal recado é que a discussão não se resume a “quem fiscaliza”, mas a como a fiscalização é feita. A eventual entrada do Banco Central pode trazer ganhos em supervisão prudencial e acesso a dados, mas também exige coordenação com a CVM e manutenção do foco na lógica do mercado de capitais. Sem isso, a troca de regulador corre o risco de gerar mais incerteza do que proteção.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Anbima
  • banco master
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • haddad
Cotações
20/01/2026 12h12 (delay 15min)
Câmbio
20/01/2026 12h12 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje fecha em leve alta em meio a tensões EUA-Europa e com foco no FGC e Master

  • 2

    Onde investir o ressarcimento do FGC dos CDBs do Master: opções seguras e rentáveis

  • 3

    Fundo Garantidor processa 9 mil pedidos de ressarcimento por hora

  • 4

    Investidores de CDBs do Banco Master ainda relatam lentidão no aplicativo do FGC

  • 5

    Pé-de-Meia 2026: como planejar o uso do benefício para construir uma vida financeira além do ensino médio

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IPVA 2026: veja as alíquotas desse ano conforme o tipo de veículo em São Paulo
Logo E-Investidor
IPVA 2026: veja as alíquotas desse ano conforme o tipo de veículo em São Paulo
Imagem principal sobre o Saiba se você deve fazer a prova de vida em 2026
Logo E-Investidor
Saiba se você deve fazer a prova de vida em 2026
Imagem principal sobre o Aposentadoria para até um salário mínimo: quando ela começará a ser paga em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria para até um salário mínimo: quando ela começará a ser paga em 2026?
Imagem principal sobre o Quando acontecem os sorteios da Dupla Sena?
Logo E-Investidor
Quando acontecem os sorteios da Dupla Sena?
Imagem principal sobre o Como pagar a multa por não votar nas eleições por PIX ou cartão de crédito?
Logo E-Investidor
Como pagar a multa por não votar nas eleições por PIX ou cartão de crédito?
Imagem principal sobre o Dupla Sena: saiba quais são as chances de acertar os seis números de cada sorteio
Logo E-Investidor
Dupla Sena: saiba quais são as chances de acertar os seis números de cada sorteio
Imagem principal sobre o Cidade no estado do Rio de Janeiro convoca aposentados para prova de vida; veja prazo
Logo E-Investidor
Cidade no estado do Rio de Janeiro convoca aposentados para prova de vida; veja prazo
Imagem principal sobre o Gás do Povo para Bolsa Família: saiba quantos integrantes devem estar no CadÚnico
Logo E-Investidor
Gás do Povo para Bolsa Família: saiba quantos integrantes devem estar no CadÚnico
Últimas: Mercado
Escalada diplomática envolvendo a Groenlândia gera aversão ao risco, queda do dólar, alta dos Treasuries e ouro acima de US$ 4.700
CONTEÚDO PATROCINADO

Escalada diplomática envolvendo a Groenlândia gera aversão ao risco, queda do dólar, alta dos Treasuries e ouro acima de US$ 4.700

Patrocinado por
Ágora Investimentos
Novo baque nas ‘Sete Magníficas’ acelera rotação na Bolsa dos EUA
Mercado
Novo baque nas ‘Sete Magníficas’ acelera rotação na Bolsa dos EUA

Traders estão vendendo as Mag 7, mas comprando a maioria das outras ações, especialmente as de varejo, em parte pelos anúncios de política da Casa Branca

20/01/2026 | 05h30 | Por Jim Edwards, da Fortune
A Bolsa dos EUA já não gira só em torno das ‘Sete Magníficas’ — e isso é uma boa notícia
Mercado
A Bolsa dos EUA já não gira só em torno das ‘Sete Magníficas’ — e isso é uma boa notícia

Queda das gigantes de tecnologia reduz concentração no S&P 500 e impulsiona ações fora do grupo dominante

20/01/2026 | 05h30 | Por Jim Edwards
Ibovespa hoje inverte sinal e avança em meio a cenário externo tenso; ouro bate recorde
Mercado
Ibovespa hoje inverte sinal e avança em meio a cenário externo tenso; ouro bate recorde

Mercado acompanha ameaças de tarifas dos EUA à Europa, avanço dos juros americanos e busca por proteção com ouro em máximas históricas

20/01/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador