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Mercado

Como a parceria com a Arena Corinthians mexe com a ação da Hypera (HYPE3)

Acordo fortalece a marca, mas a possibilidade de ganhos só pode ser avaliada no médio e longo prazos

A Neo Química, da Hypera, foi a marca escolhida para ser o nome da Arena Corinthians (Foto: JP Drone/Estadão Conteúdo)

Trezentos milhões de reais foi a quantia que a Hypera pagou para ter o nome Neo Química Arena no estádio do Corinthians, em Itaquera, pelo período de 20 anos. A parceria permite que a companhia explore o espaço de outras formas, como dar nomes de medicamentos para os setores da arena ou outras ativações. Analistas avaliam que essas novidades podem valorizar as ações da companhia na Bolsa no médio e longo prazos.

Os especialista ouvidos pelo E-Investidor não têm esperanças de ganhos no papel no curto prazo, devido ao contrato assinado com o time paulista. Nesta terça-feira (1º), por exemplo, ação cresce cerca de 2%, acima dos R$ 32. Na segunda-feira (31), a companhia teve a maior queda do Ibovespa, recuando 5,92% e encerrando o pregão em R$ 31,65.

“A alta de hoje não tem nada a ver com a parceria com o Corinthians. A ação está acompanhando os movimentos de um mercado mais otimista, que ainda tem uma incerteza grande pela questão fiscal”, analisa o economista da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti.

O especialista entende que o papel da companhia pode se beneficiar ao longo do tempo, conforme o projeto mostre resultados positivos. Para Bertotti, novidades como a conclusão da compra dos produtos das marcas Buscopan e Buscofem, nesta segunda, trazem mais chances de ganhos  para o papel no curto prazo, já que aumenta o já expressivo portfólio da companhia. O ganho com o nome na arena viria pela visibilidade ao longo dos anos.

“A parceira com a arena é um ponto a mais para os investidores analisarem. Se vai ser positivo, é cedo para saber”, diz Bertotti.


O head de renda variável da Vero Investimentos, Fábio Galdino, ressalta que é cedo analisar os impactos dessa notícia e que o saldo positivo vai depender da estratégia de marketing adotada pela companhia.

“O potencial de mídia é alto porque não estamos falando somente da Arena, mas em espaço de tv, de imagem e até exposição mundial, eventualmente”, enumera Galdino.

Nesta terça-feira, a direção do Corinthians deu detalhes da parceria e adiantou, por exemplo, que além do nome Neo Química, uma das marcas controladas pela Hypera, a Arena terá os atuais nomes dos setores Norte, Sul, Leste e Oeste substituídos por nomes de produtos da farmacêutica.

“Negociamos o nome e o grande diferencial com eles é que vão nomear setores com outras marcas da companhia. Temos um naming rights por setor. Não será mais Setor Norte, Sul, será o Gelol, Benegrip, depende da companhia”, disse o superintendente de marketing do time, Caio Campos.

Galdino ainda chama atenção para a grande popularidade do futebol no País, indicando um grande potencial a ser explorado pela companhia. “O futebol é o esporte preferido do brasileiro. Estamos falando de um público potencial de 200 milhões de pessoas. Se falar da marca Corinthians, algumas estimativas falam de algo em torno de 50 milhões de pessoas”, projeta o head de renda variável da Vero.

O economista da Menssem, entretanto, adverte que se juntar a uma marca é um passo que sempre carrega um risco inerente, o que requer cuidado seja da companhia ou seus investidores.

“Investimento tem que dar retorno e sabemos o quanto é deficitário o futebol brasileiro na questão de geração de renda futura. Tem que ter muito cuidado com isso porque a empresa também tem a sua imagem. É positivo até certo ponto. Uma questão de gestão do clube pode impactar a marca”, afirma Bertotti.

Como as ações se comportam no momento?

Apesar da queda de quase 8% no acumulado de 2020, o economista da Messem avalia que o saldo é animador se considerado o de outras empresas ou setores no momento, como o bancário ou de commodities.

“O papel, de certa forma, está bem. São produtos relacionados a consumo básico. E se pegar o PIB hoje, a queda do consumo nas famílias é um papel que se beneficia muito em uma retomada econômica”, avalia Bertotti.

A companhia, que tem por volta de R$ 20 bilhões de mercado, conseguiu bons números no segundo trimestre de 2020. A receita líquida de R$ 1,05 bilhão, entre abril e junho deste ano, representou crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2019. O lucro líquido da farmacêutica no período mais afetado pela pandemia foi de R$396,4 milhões, ou 17,6% a mais que segundo trimestre do ano passado.

Ainda assim, o acordo de delação premiada de um antigo acionista controlador da empresa é visto com reticência por parte do mercado, o que poderia trazer repercussões ao papel da companhia. Neste sentido, Galdino reforça que esse tipo de questão, que corre na Justiça, é delicada, e defende que é preciso separar empresa e gestores neste momento. 

“Nunca é uma notícia positiva, mas temos que diferenciar o que é empresa e o que é o controlador, que é onde está a origem do processo. Precisamos olhar para o aspecto operacional da companhia”, defende Galdino.

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