MGLU3 R$ 3,67 -1,61% EURO R$ 5,20 +0,81% BBDC4 R$ 19,68 +1,39% DÓLAR R$ 4,87 +0,05% ABEV3 R$ 13,98 -1,13% ITUB4 R$ 25,18 +1,45% PETR4 R$ 34,95 +2,28% IBOVESPA 108.487,88 pts +1,39% VALE3 R$ 81,37 +1,90% GGBR4 R$ 27,95 +3,33%
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Mercado

Por que o Ibovespa está em tendência de alta nos últimos dias

Índice alcançou a terceira alta consecutiva da semana nesta quinta-feira (20)

Por que o Ibovespa está em tendência de alta nos últimos dias
Com o mercado norte-americano enfrentando a aversão a risco por conta das projeções de aumento dos juros, o Brasil mostra tendência de acompanhar o mercado chinês. Foto: Envato Elements
  • Entre os papéis valorizados estão integrantes dos setores que fecharam na ponta negativa no ano passado, caso dos de varejo, tecnologia e educação
  • Dados positivos no setor de construção civil e atividade econômica nos Estado Unidos também foram fatores de impulso no mercado brasileiro de acordo com especialista
  • "Esse é um movimento de repique, ainda não vemos o movimento de recuperação da Bolsa", analisa Alexandre Achui, Head da Mesa private de ações e sócio da BRA

O Ibovespa, principal índice acionário do mercado brasileiro, alcançou a máxima do ano (109.456,66 pontos) no intradia desta quinta-feira (20). O valor é 4,42% maior que o fechamento de 2021, quando encerrou o ano a 104.822,44 pontos. Ao fim do pregão desta quinta-feira, o Ibov fechou próximo aos 109.101,99 pontos.

Entre os papéis valorizados estão integrantes dos setores que fecharam na ponta negativa no ano passado, caso dos de varejo, tecnologia e educação.

Ricardo França, analista da Ágora Investimentos, chama atenção para o resultado ser o terceiro pregão consecutivo de alta, o que não acontecia desde o início de dezembro de 2021, e pelo Ibovespa seguir na contramão do mercado americano. Segundo ele, o fenômeno acontece por conta dos papéis brasileiros chegarem a preços muito descontados.

“Vemos que o preço das blue chips (empresas de grande porte) ainda estão atrativos, assim como avaliamos um bom momento do setor de commodities no curto prazo”, indica França sobre a continuidade dos ganhos.

Apesar do movimento positivo, Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, avalia que o movimento atual não deve se prolongar. “O fenômeno está muito mais em uma esfera técnica de ajuste do que em uma mudança de perspectiva”, aponta.

Confira as 10 ações que mais crescem na semana

TickerEmpresaVariação na semana*Preço
LAME4Lojas Americanas13,03%R$ 6,42
AMER3Americanas12,77%R$ 34,18
CASH3Méliuz12,06%R$ 2,88
SOMA3Grupo Soma9,29%R$ 12,12
CVCB3CVC Brasil9,05%R$ 12,77
LREN3Lojas Renner9,05%R$ 26,14
COGN3Cogna8,80%R$ 2,35
HAPV3Hapvida8,63%R$ 11,20
B3SA3B38,43%R$ 13,25
GNDI3Intermédica7,97%R$ 65,29
Fonte: Broadcast. Dados após o fechamento de 20/01/2022

Segundo Cruz, foi percebido, desde o segundo semestre do ano passado, que diversos fundos e investidores saíram da Bolsa com medo da instabilidade em 2022, por ser ano eleitoral.

Por conta disso, alguns papéis foram mais prejudicados, especialmente os que sofrem diretamente com a subida da curva de juros. “Agora no começo do ano, vimos um alívio nas taxas de juros e declarações de menos ruptura por parte, principalmente, da candidatura do ex-presidente Lula (PT). Isso dá alguma tranquilidade para os mercados. Mas eu entendo que ao longo do ano vai ser uma tendência diferente”, diz ele, afirmando que no meio do ano a disputa presidencial deve ter “discurso econômico muito ruim”.

“Esse é um movimento de repique, ainda não vimos o movimento de recuperação da Bolsa”, analisa Alexandre Achui, Head da Mesa private de ações e sócio da BRA. Segundo ele, é reflexo da compra de ativos, principalmente por parte do investidor estrangeiro, que observa os ativos baratos em dólar.

Achui ainda completa que, como os saques nos fundos de ação pararam, o movimento maior de venda também cessou. “Não significa uma reversão de tendência, ainda vai ter muita volatilidade, especialmente quando as atividades do Congresso retomarem”, afirma.

Influência no exterior

Dados positivos no setor de construção civil e atividade econômica nos Estado Unidos também foram fatores de impulso no mercado brasileiro de acordo com Flávio Aragão, sócio da 051 Capital. Além disso, números positivos para o petróleo também podem contribuir para o avanço.

Para Aragão, com o mercado norte-americano enfrentando a aversão a risco por conta das projeções de aumento dos juros, o Brasil mostra tendência de acompanhar o mercado chinês, que está em alta.

Ele ainda complementa que diminuiu a pressão da curva de juros e o dólar apresentou significativa queda, sendo cotado a R$ 5,41 nesta quarta depois de ter ultrapassado R$ 5,70 nos últimos meses.

Alexandre Achui, da BRA, reforça que o movimento que ocorre nos últimos dias dias é influência do aperto monetário dos EUA no fenômeno de rotação cíclica. “Investidores começaram a vender as ações de crescimento, como tecnologia, para as ações de valor (value), que perderam preço ao longo de 2021”, aponta.

O especialista Achui complementa que o Banco Central também vem ajustando os juros após o mercado precificar um aumento expressivo em 2021.

Tecnologia

Entre as altas do dia no setor de tecnologia, o Banco Inter (BIDI11) e a Méliuz (CASH3) chegaram a crescer, respectivamente, 12,5% e 8,9%. De acordo com Fernando Siqueira, gestor da Infinity Asset,  as empresas ainda devem continuar sendo pressionadas por conta da influência direta no mercado norte-americano.

“A Nasdaq, bolsa americana de tecnologia, é muito frágil a juros. Se começar a subir juros, a bolsa tende a entrar em correção. Ainda pode perder mais força se o Fed adotar uma postura mais dura”, indica Aragão, da 051 Capital.

De acordo com Achui, o setor de tecnologia ainda deve sofrer para recuperação total, já que demanda muito capital Apesar disso, ele vê movimentos pontuais atrativos.

Varejo

O setor de varejo, destaque negativo na Bolsa em 2021, conseguiu pegar carona na elevação do Ibovespa. Petz (PETZ3), Grupo Soma (SOMA3) foram destaque, fechando em altas de 9,70% e 9,18%, respectivamente.

Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) também diminuíram as perdas, encerrando o pregão com valorização de 5,38% e 5,25%, respectivamente, apesar de continuar no vermelho mensal.

Achui ressalta que Magazine Luiza e Via caíram em torno de 70% em 2021, o que pode ter levado o preço a um patamar mais atrativo. “Fundos institucionais estrangeiros mais agressivos estão vendo oportunidades de compra nesta queda exagerada que houve no final do ano, especialmente nas varejistas, considerando médio e longo prazo porque o mercado sabe dos desafios que deve enfrentar por ser ano eleitoral”.

Educação

Ricardo França, da Ágora, aponta que o setor enfrenta dificuldades desde o início da pandemia. “Apesar dos riscos continuarem presentes, eles já são precificados no valor atual”, aponta.

Entre os destaques do pregão, a Cogna (COGN3) fechou com alta de 6,82%, embora siga no acumulado mensal em vermelho desde julho de 2021.

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