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De todo modo, o principal indicador da B3 manteve valorização acima de 1% na sessão, puxado principalmente por papéis de grandes bancos. “O cenário político está mais calmo”, pontua Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença. A despeito da expectativa de início de queda da Selic entre março e abril, o cenário de afrouxamento monetário segue no radar e estimula compras, cita.
Outro ponto, acrescenta, é que muitas empresas ainda estão antecipando pagamento de dividendos, aproveitando a extensão do prazo pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), até o dia 31.
Além disso, a valorização do minério de ferro (0,69%) impulsionou o índice do Ibovespa, apesar da queda de 1,72% do petróleo Brent.
Em paralelo, investidores continuaram acompanhando os desdobramentos geopolíticos da destituição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O presidente americano, Donald Trump, afirmou em entrevista que o país não está em guerra com a Venezuela, descartou novas eleições em 30 dias e disse que pretende liderar um processo de reformas econômicas e políticas, sob coordenação do secretário de Estado, Marco Rubio.
“O principal tema nos mercados globais continua sendo a Venezuela, mas isso não tem tido grandes implicações sobre preços de ativos”, pontua em comentário matinal, o economista Carlos Lopes, do Banco BV.
Na agenda local, foram divulgados os resultados da balança comercial, que registrou superávit comercial de US$ 68,3 bilhões em 2025. O valor foi alcançado com exportações de US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões. O dado é o terceiro melhor da série histórica, atrás de 2023 e 2024.
O saldo acumulado do ano ficou acima da mediana apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 65,0 bilhões, e do registrado em 2024 (US$ 74,6 bilhões).
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No câmbio, o dólar hoje avançou ante pares principais, enquanto caiu 0,47% ante o real, negociado a R$ 5,3800 na venda.
Os índices de Nova York subiram em Wall Street, enquanto, na Europa, as Bolsas fecharam em alta em meio à divulgação dos PMIs da região.
A busca por segurança seguiu impulsionando os preços dos metais preciosos diante da crise na Venezuela, desencadeada pela captura do presidente Nicolás Maduro pelos EUA. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 1,00%, a US$ 4.496,10 por onça-troy. Já a prata para março saltou 5,71%, a US$ 81,039 por onça-troy.
Na Ásia, as Bolsas subiram, com recordes em Tóquio e Seul, impulsionadas pelo avanço das ações de defesa pelo segundo dia consecutivo, ainda em reação ao recente ataque dos EUA à Venezuela. Para a Eurasia, os EUA serão o epicentro do risco político global em 2026.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda neste pregão, com investidores ainda avaliando os desdobramentos do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela no fim de semana.
A percepção de oferta global abundante, combinada à incerteza gerada pelo agravamento das tensões geopolíticas, seguiu pressionando as cotações da commodity.
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Nesse contexto, a operação militar americana para remover o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, “abre a porta para uma transição política que poderia eventualmente suspender as sanções e reviver o debilitado setor petrolífero da Venezuela”, avalia o OCBC Group Research em nota.
Em paralelo, a Reuters informou que os principais portos petrolíferos venezuelanos chegaram hoje ao quinto dia consecutivo sem embarques de petróleo bruto para clientes estatais da PDVSA na Ásia.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em alta de 0,69%, cotado a 801 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 114,60.
O mercado também monitora o caso do Banco Master. A atuação do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), provocou questionamentos sobre os limites da Corte no processo. O ministro determinou, “com a máxima urgência”, uma inspeção in loco no Banco Central para averiguar o itinerário decisório da liquidação extrajudicial do Banco Master. Para auditores do BC, a inspeção é atípica e amplia a insegurança jurídica no sistema financeiro nacional. O tema também divide ministros da Corte.
O Tesouro realizou leilões de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B, títulos públicos com rendimento atrelado à inflação) e Letra Financeira do Tesouro (LFT, título pós-fixado com rentabilidade atrelada à taxa de juros).
No exterior, as atenções se voltaram para a participação do presidente do Federal Reserve (Fed) de Richmond, Tom Barkin, em evento sobre perspectivas econômicas para 2026. Barkin afirmou que que está prestando “muita atenção” às demissões, como evidência de mudança no atual mercado de trabalho com baixo nível simultâneo de contratações e demissões
“O desafio dos próximos dez anos é a probabilidade de os EUA terem mais vagas de emprego do que trabalhadores disponíveis”, afirmou sobre o tema
Ainda na agenda, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços dos EUA caiu de 54,1 em novembro a 52,5 em dezembro, segundo pesquisa final da S&P Global, divulgada nesta terça-feira. O resultado definitivo de dezembro ficou abaixo da leitura preliminar e da previsão de analistas consultados pela FactSet, de queda a 52,9 em ambos os casos.
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O PMI composto dos EUA, que engloba serviços e indústria, recuou de 54,2 a 52,7 no mesmo período, também abaixo do cálculo inicial, de 53. Os números acima de 50 sinalizam que a atividade econômica dos EUA continuou se expandindo no mês passado.
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Luciana Xavier e Maria Regina Silva, do Broadcast
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