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Investimentos

Dividendos taxados: quem sente mais os impactos e entra na corrida da antecipação em 2025

Estudo da Elos Ayta revela companhias que potencializaram seus retornos com dividendos nos últimos anos e agora entram no radar do imposto

Por Katherine Rivas

24/11/2025 | 5:30 Atualização: 21/11/2025 | 16:13

Domicílio fiscal: depende do perfil de renda, do tipo de investimento e dos objetivos de longo prazo. (Imagem: Adobe Stock)
Domicílio fiscal: depende do perfil de renda, do tipo de investimento e dos objetivos de longo prazo. (Imagem: Adobe Stock)

Com a nova tributação dos dividendos prevista para 2026, o mercado tenta entender se as empresas serão afetadas ou se vão se adaptar com formas alternativas de remuneração, como juros sobre capital próprio (JCP), recompras e bonificações. Do lado do investidor pessoa física, a dúvida é se haverá migração das tradicionais pagadoras para companhias que mantenham rentabilidade com proventos ou se a diversificação será a saída para reduzir o impacto do imposto mensal.

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Mas quais companhias estão mais propensas a sofrer com a nova tributação? Um levantamento da Elos Ayta Consultoria para o E-Investidor identificou as 20 ações que tiveram maior retorno apenas com dividendos nos últimos cinco anos. O estudo incluiu papéis dos índices Ibovespa, IDIV e Small Caps que distribuíram dividendos todos os anos desde 2021.

O dividend yield considerou os últimos 12 meses de cada ano até 11 de novembro, e os papéis foram ordenados pela mediana, com rentabilidades entre 5,56% e 19,28%. Veja a lista.

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As mais impactadas

Analistas consultados pelo E-Investidor apontam Taesa (TAEE11), Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3), BB Seguridade (BBSE3) e CPFL Energia (CPFE3) como as empresas mais impactadas pela tributação dos dividendos.

No caso da Taesa, Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, explica que o crescimento da transmissora ocorre por meio de leilões, que acontecem duas ou três vezes ao ano, ou aquisições. Como tem poucas alternativas de expansão, a empresa acaba distribuindo mais recursos aos acionistas. “Se a tributação limitar a distribuição de dividendos, a Taesa pode ficar com capital retido acima do nível adequado e ser impactada negativamente”, afirma.

Para Marcos Duarte, analista-chefe da Descomplica Investimento, por integrar um setor regulado e ter fluxo de caixa previsível, o principal atrativo da Taesa é o pagamento regular de dividendos. “A tributação poderia diminuir a atratividade da empresa para investidores focados em renda de longo prazo, levando à fuga deles para outros setores que apresentem bom yield”, diz. O mesmo ocorre com a CPFL Energia.

No caso de BB Seguridade, que remunera acionistas apenas com dividendos, Arbetman diz que o modelo de negócios da seguradora, baseado em prêmios e com baixa necessidade de investimento, poderia gerar excesso de capital caso os dividendos fossem tributados. A adaptação a instrumentos como JCP ou recompras também pode afastar investidores.

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Em commodities como Petrobras e Vale, reconhecidas por altos proventos, a tributação tende a ajustar o uso de dividendos, abrindo espaço para JCPs e recompras. Porém, não há substituição plena, observa Jayme Simão, sócio-fundador do Hub do Investidor. “Modelos de negócios intensivos em investimento (capex) e com ciclos longos que exigem preservação de caixa ficam mais limitados a trocar instrumentos de remuneração sem comprometer a saúde financeira”, observa.

Potencial de antecipação de proventos

Muitas companhias da lista da Elos Ayta têm reservas de lucros acumuladas e, como a nova tributação incidirá nos dividendos distribuídos a partir de janeiro de 2026, uma alternativa seria antecipar pagamentos ainda este ano. Analistas citam Petrobras, Vale, BB Seguridade, Bradespar (BRAP3; BRAP4) e Taesa como empresas com maior capacidade de antecipação por seus fundamentos.

Ramiro Gomes Ferreira, fundador do Clube do Valor, afirma que Petrobras e Vale geram muito caixa e, mesmo dependentes dos preços de commodities como minério de ferro e petróleo, historicamente acumulam lucros bilionários, o que lhes dá flexibilidade para antecipar proventos. No caso da Bradespar, holding investidora da Vale, o comportamento tende a ser semelhante, já que também sentiria os impactos da tributação.

No entanto, a decisão sobre dividendos extraordinários em 2025 depende do momento de negócios de cada companhia. Na Petrobras, Arbetman lembra que o CFO Fernando Melgarejo afirmou recentemente que a empresa não tem caixa excedente para pagamentos adicionais. “Com necessidade de mais investimentos e os preços do petróleo brent muito baixos, que recuaram de US$ 80 para US$ 65 o barril, o cenário de antecipação fica mais difícil, porque a petroleira precisa reter mais capital”, diz.

Na Vale, o cenário é diferente. O CFO Marcelo Bacci afirmou, durante coletiva do 3º trimestre, que aguardava definições sobre a nova tributação e avaliação da geração de caixa para decidir sobre antecipação de dividendos. Analistas enxergam possibilidade de distribuição em dezembro, quando a mineradora tem maior previsibilidade sobre seus planos para 2026.

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Em BB Seguridade, a empresa teria maior robustez no balanço em 2025, com espaço para um payout (parcela do lucro destinada a proventos) maior, como afirmou o CFO Rafael Sperendio em entrevista à coluna Dividendo à Vista.

Em 2026, a redução da Selic, que afeta o resultado financeiro, e a desaceleração da venda de seguros podem reduzir a lucratividade e os dividendos. “Diante do seu modelo de negócios e payout elevado, em média de 80% do lucro, a empresa tem grande possibilidade de antecipar lucros retidos. Mas, considerando resultados mais fracos do Banco do Brasil, isso poderia afetar a capacidade de distribuição”, avalia Gomes.

Dividendos com dívida

Existe ainda uma modalidade controversa que pode ganhar força: o uso de dívida para antecipar dividendos. Gomes, do Clube do Valor, explica que a empresa trava o benefício fiscal distribuindo um dividendo elevado agora, financiado por dívida, e depois usa lucros futuros, que seriam tributados, para quitá-la. “O problema é que a captação de dívida está muito cara e pode pressionar o resultado da companhia para honrar esse endividamento lá na frente”, diz.

Matheus Barsi e Ailton Marcolino, especialistas da Barsi Investimentos, afirmam que usar dívida para pagar dividendos não é ideal, pois compromete investimentos e operações, elevando o risco financeiro da empresa. Ainda assim, observam que Vale e Petrobras poderiam considerar emissão de debêntures para a estratégia.

Segundo Julio Vieira, especialista do TC, com Selic a 15%, essa prática tende a prejudicar a saúde financeira das companhias, exceto em empresas com caixa estável e baixo endividamento. Ele cita BB Seguridade (BBSE3), Grendene (GRND3), Vulcabras (VULC3), Metal Leve (LEVE3), Tegma (TGMA3), Kepler Weber (KEPL3), Irani (RANI3) e Brasilagro (AGRO3), como possíveis exceções.

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Apesar da tributação, Vieira diz que empresas com patrimônio líquido forte e geração de caixa recorrente podem substituir parte dos dividendos por JCPs, mantendo payout alto com melhor eficiência tributária, embora exista limite para o uso do instrumento. Outra alternativa é a recompra de ações, que reduz o número de papéis em circulação e aumenta indiretamente o valor dos proventos por ação. “O instrumento ganha relevância e o lucro migra para valorização do papel, com imposto pago só na venda”, afirma.

Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, acredita que o investidor pessoa física deve começar a diversificar mais a carteira de renda, com mais ações, para fugir da tributação. “As vacas leiteiras, que pagam muitos dividendos, tendem a ter um impacto maior, com investidores reduzindo posição para companhias que pagam proventos, mas em um percentual menor”, comenta.

Mesmo com os impactos, analistas enxergam potencial em algumas empresas da lista, que podem entregar dividend yield entre 4,5% e 12% nos próximos 12 meses. Confira

Como funciona a tributação?

A tributação de 10% incidirá sobre dividendos que ultrapassem R$ 50 mil mensais pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física, explica Cassiano Menke, tributarista do Silveiro Advogados. Quem receber R$ 55 mil da BB Seguridade paga 10% sobre tudo, exemplifica. Já pagamentos menores vindos de empresas diferentes não têm retenção, mas entram no limite anual de R$ 600 mil, sujeito à alíquota progressiva.

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Menke afirma que pode haver restituição no fim do ano se o investidor não atingir o teto de R$ 600 mil de rendimentos. A regra considera a alíquota líquida efetiva de 34% entre empresa e acionista. Se a companhia já pagar essa carga, o investidor pode não ser tributado ou pagar menos que 10%.

Empresas têm até 31 de dezembro de 2025 para declarar dividendos e mantê-los isentos, mesmo se pagos entre 2026 e 2028. Declarações feitas a partir de 2026 já sofrem imposto. Há debate no Senado para ampliar a isenção a anúncios feitos até abril de 2026.

 

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