Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em expressiva queda de 16,4%, a US$ 94,41 o barril, no menor nível desde 25 de março. Já o Brent para junho encerrou em baixa de 13,3%, a US$ 94,75 por barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), menor nível desde 11 de março. O pregão concentrou a maior queda porcentual para ambas as referências desde abril de 2020, na pandemia de covid-19. “Para abril, a trajetória dos preços do petróleo seguirá como principal variável de monitoramento”, observa em nota Eduardo Carlier, codiretor da Azimut Brasil Wealth Management. “Em um cenário de arrefecimento das tensões geopolíticas, vislumbramos espaço relevante para descompressão dos ativos locais”, acrescenta.
O movimento da commodity se refletiu nos preços das ações na B3. A Petrobras (PETR3; PETR4) fechou em queda de 4,42% nos papéis ordinários e baixa de 3,92% nos preferenciais. A PetroReconcavo (RECV3) teve queda de 2,34%, enquanto a Prio (PRIO3) caiu 5,49%. A Brava Energia (BRAV3) fechou com desvalorização de 3,38%.
Os investidores acompanharam ainda a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e discursos de dois diretores da instituição. A ata revelou a avaliação dos participantes, mencionando que as implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia são incertas. “No geral, os participantes esperavam que os efeitos das tarifas sobre os preços de bens básicos (núcleo) diminuíssem neste ano, embora avaliassem que o ritmo e o momento em que esses efeitos se dissipariam se tornaram mais incertos desde a reunião de janeiro”, pontua o documento.
Em Nova York, os índices subiram com força, ainda repercutindo o acordo. O Dow Jones fechou em 2,85%, o S&P 500 avançou 2,52% e o Nasdaq ganhou 2,80%. No câmbio, o dólar hoje encerrou em queda de 1%, a R$ 5,1029. O enfraquecimento da moeda americana favoreceu moedas emergentes, com o real se destacando pela combinação de fluxo para a Bolsa. O câmbio operou próximo das mínimas recentes ao longo de toda a sessão, em movimento direcional marcado pelo encerramento de posições defensivas e realocação para ativos de risco.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Hapvida (HAPV3), Vamos (VAMO3) e Direcional (DIRR3).
Hapvida (HAPV3): 9,06%, R$ 11,19
As ações da Hapvida (HAPV3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e saltaram 9,06%, a R$ 11,19. Além da propensão a tomada de risco após o alívio do cessar-fogo no Oriente Médio,, que derrubou os juros e favoreceu empresas alavancadas, o apetite pelo papel também flertou com a expectativa de um desinvestimento no Sul do País que, segundo o Citi, se confirmado, pode melhorar tanto a alavancagem como as margens da Hapvida.
Os papéis da empresa acumulam alta de 63,55% no ano, mas possuem queda de 24,64% desde o começo de 2026.
Vamos (VAMO3): 7,91%, R$ 3,82
Os papéis da Vamos (VAMO3) também se saíram bem no fechamento do pregão e subiram 7,91%, a preço de R$ 3,82.
A VAMO3 está em baixa de 4,04% no ano, porém acumula valorização de 18,01% desde o início de 2026.
Direcional (DIRR3): 7,88%, R$ 13,82
Entre as principais ações em alta, as ações da Direcional (DIRR3) avançaram 7,88% no encerramento do pregão, a R$ 13,82.
Nas altas acumuladas, a DIRR3 sobe 46,18% no ano.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Prio (PRIO3), Petrobras ON (PETR3) e Petrobras PN (PETR4).
Prio (PRIO3): – 5,49%, R$ 64,10
Na sessão, os papéis da Prio (PRIO3) foram os que sofreram queda mais acentuada, encerrando em baixa de 5,49%, a R$ 64,10. Pressionada pela expressiva desvalorização do petróleo global.
As ações PRIO3 concentram alta de 89,09% no ano e registram queda de 3,41% nesse mês.
Petrobras (PETR3): – 4,42%, R$ 51,19
Ainda no setor do petróleo, a ações ordinárias Petrobras (PETR3) registraram desvalorização de 4,42%, a R$ 51,19.
No acumulado do ano, a PETR3 tem alta de 62,77% e baixa de 4,95 em abril.
Petrobras (PETR4): 3,92%, R$ 46,61
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) completaram o pódio da desvalorização na B3 no pregão de hoje, registrando baixa de 3,91%, a R$ 46,61.
No mês, a petroleira tem queda de 4,21%. Já no acumulado desde o início de 2026, a PETR4 concentra alta de 51,27%.
*Com Estadão Conteúdo